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Aqui estão algumas plantas e ervas e as melhores formas de cultivalas. ALGUNS DOS ARQUIVOS AQUI DESCRITOS SÃO FRUTOS DE PESQUISAS E Clipagens DE VÁRIOS SITES DE BOTÂNICA, Xamanismo E ETC. CUIDADO MUITOS ERVAS DEVEM SER USADAS COM SABEDORIA,POIS SE USADAS DE MODO ERRADO PODEM SER FATAL,PROCUREM SEMPRE ORIENTAÇÃO MEDICA.

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Arquivos para: Janeiro 2006

26.01.06

Permalink 23:46:35, por Mestre Email , 10657 palavras, 2796 visualizações   Portuguese (BR)
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Erva-Cidreira

AFITEMA http://afitema.vilabol.uol.com.br/cultivo.htm

Rio de Janeiro - 2003

CULTIVO PROGRAMADO DA FLORA MEDICINAL

I) Apresentação

Urge-se por um projeto nacional de cultivo de plantas medicinais, visto que há um grande interesse das pessoas, pelo uso das terapias naturais, provocando uma demanda cada vez maior de ervas medicinais. A exploração atual, por extrativismo, vem demonstrando que há interferência, no equilíbrio das florestas, podendo até dizimar algumas espécies, em breve.

O cultivo programado das plantas medicinais, segue as normas e os aspectos técnicos das demais espécies cultivadas, com finalidade econômica da produção de alimentos. Apenas alguns aspectos precisam ser levados em consideração:

- as plantas medicinais devem ser cultivadas em habitat semelhante ao de sua ocorrência na natureza;

- no cultivo deve-se observar o não uso de agentes químicos, que podem alterar a constituição de seus valores biológicos e medicinais;

- os aspectos bióticos e abióticos peculiares a cada planta também devem ser atendidos.

II) Aspectos técnicos básicos:

1 - RELATIVOS AO CULTIVO DAS PLANTAS MEDICINAIS:

Poucas são as espécies cultivadas com a finalidade estritamente medicinal. O jaborandi já é cultivado para a produção industrial da pilocarpina, a Ginko biloba, o Ginseng, a malva e poucas outras são cultivadas tecnicamente com finalidade terapêutica. O cultivo caseiro é o mais comum, e vem desde as épocas mais remotas. Na China e na Índia o cultivo é mais intensificado. No Brasil as plantas de uso alimentar e que têm propriedades medicinais, são bastante cultivadas, assim também as com finalidade de produção de condimentos e que possuem propriedades terapêuticas. No geral as plantas medicinais não são cultivadas tecnicamente, elas são colhidas nas florestas, nas savanas, nas capoeiras, nos pastos, sem nenhuma tecnologia apropriada, muitas vezes, até prejudicando os ecossistemas onde habitam.

Para o cultivo das plantas medicinais há necessidade de se ter em mente, qual a finalidade da produção:

- produção de raízes: jurubeba, milhomem, etc.;

- produção de mudas: quase todas;

- produção de folhas: a maioria delas;

- produção para extração de óleo, látex, resinas, princípios ativos industrializados : copaíba, cumanã, mulula, dendê, almécega, jaborandi, malva, etc. ;

- produção diversificada para pesquisa, com finalidade educativa, culturais e para demonstrações: diversas;

- produções com finalidades mistas: alimentar e medicinal : ameixa, goiaba, caju, chuchu, jiló, almeirão, agrião, baunilha, bardana, acerola, etc.

- produção de condimentos e medicinal : manjericão, hortelã da horta, hortelã pimenta, alecrim, urucum, alfavaca, poejo, orégano, etc.

O cultivo também deve levar em consideração o tipo de porte da planta, como:

- as árvores: almécega, eucalipto, jamelão, tamarindo, abacateiro, cumanã, sucupira, jucá embaúba, pata de vaca, etc.;

- os cipós: milhomem, insulina, guaco, salsaparrilha, cipó chumbo, cipó cabeludo, cipó suma, chuchu, cipó caboclo, cipó cravo, cipó almécega, cipó abútua, cipó são João, cipó prata, etc.

-- plantas arbustivas de porte médio : assapeixe, boldo Vernônia, jurubeba, guando, algodão, panacéia, ;

-- arbustivas de porte menor: boldo comum, calêndula, camomila, macela, carqueja, erva macaé, erva cidreira, girassol, gervão, pariparoba, berinjela, jiló, tomate, etc.;

-- plantas de porte menor e cultivadas em canteiros (horta): alecrim, arruda, confrei, tranchagem, serralha, serralhinha, dente de leão, agrião do Pará, açafrão, gengibre, etc.

É importante também observar o terreno que se dispõe para o plantio: a área, o relevo, se é encharcado, se é arenoso, argiloso, a acidez do solo, as condições de produção de matéria orgânica, o clima da região e quais as plantas que podem desenvolver-se nele.

As plantas medicinais podem ser cultivadas em vasos (caseiro), em áreas livres em forma de canteiros (horta), podem ser ainda em monocultura ou policultura, os sistemas de produção podem ser convencional, tecnificado ou em sistema de agricultura orgânica ( o mais indicado).

2- REPRODUÇÃO E MULTIPLICAÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS :

a - Por sementes - a maioria das plantas se reproduzem por sementes. Elas devem ser colhidas na época certa, selecionadas, armazenadas com o grau de umidade ideal, e quando for usada, deve-se fazer o teste de germinação, algumas sementes precisam ser escarificadas para facilitar sua germinação, por exemplo a sucupira.

- quanto ao cultivo, as sementes podem ser usadas para:

1-plantio direto;

2-semeio para produção;

3-semeio para repicagem, transplantes e produção de mudas

b- Por estaquias - as estacas verdes do caule, raiz, brotos, rizomas, ramas, estolões, servem para a produção de mudas ou para o plantio direto.

c- Por alporquia - este método é mais complexo, serve para a multiplicação de uma planta de porte maior, provocando o enraizamento de um dos galhos de uma árvore, por exemplo.

d- Por enxertia - este método consiste em retirar uma borbulha de uma planta mais produtiva e colocá-la em outra mais resistente às intempéries.

e- Por clonagem método biotecnológico onde se multiplica, as plantas, por células, em laboratório.

f- Por mergulhia - método onde ramas ou galhos da planta são mergulhados no solo próximo a ela, e depois retiradas as mudas.

g- Por folhas - algumas plantas se reproduzem por folhas - por exemplo: a fortuna

Obs.: cultivar - designação técnica de uma determinada planta com expressiva capacidade de produção dentre as demais da mesma espécie (seleção).

Planta exótica trazida de outro país para o BRASIL.

Repicagem - operação que consiste em retirar as mudas da sementeira, para outro local(vaso, outra sementeira ou para o local definitivo)

3- PRODUÇÃO DE MUDAS DE PLANTAS MEDICINAIS:

Para se produzir mudas é necessário que se tenha um espaço físico suficiente para a instalação de um viveiro ( estufa ) e uma área livre de aclimatação das plantas, também é necessário que tenha água suficiente, para irrigação.

Viveiro ou estufa - deve ser uma instalação simples e funcional, sua construção deve ser em local de fácil manejo e deve ter um pé-direito de 4 m de altura, ser coberta de forma a proporcionar 50% de luz solar, se possível toda fechada com tela e com ventilação natural, de preferência. A cobertura pode ser de palhas, bambus sombrite etc. o piso deve ser de terra batida e com dreno de areia. Dentro da estufa se coloca cavaletes onde vão ficar as bandejas que funcionarão como sementeiras de germinação. Também se faz os canteiros onde vão ficar as mudas, em recipientes próprios ( sacos plásticos, sacos de leite, garrafa plástica, latas, colmos de bambus, cestas, cuias, torrões paulistas, etc. ).

Sementeiras - local onde são colocadas as sementes para germinarem. Pode ser em forma de canteiro ou em forma de bandejas, neste local deve-se ter forma de se identificar qual foi a planta semeada e a data do semeio. A irrigação dela deve ser feita com muito cuidado.

Área livre de aclimatação e repouso das mudas. - neste espaço são colocadas as mudas já formadas para irem para seu local definitivo. Deve ter pouca sombra e também área aberta com toda insolação natural. As mudas podem serem arrumadas em canteiros no solo, ou embaixo de árvores. Nesse local a irrigação deve ser mais constante.

Manejo das mudas - Após ter escolhido o local e construído o viveiro, inicia-se o semeio, na época correta. Deve-se semear em cada bandeja contendo terra e areia lavada, apenas uma espécie de cada vez, tendo o cuidado de anotar a lápis o nome da planta e a data do semeio, que deve ficar presa à bandeja.

Antes do semeio deve-se fazer o teste de germinação. Entre 7 a 15 dias as plantas nascem, nessa data deve-se fazer a 1ª seleção delas, eliminado as com defeito. Entre 15 a 30 dias do semeio deve-se fazer o transplantio para o vaso ou para o canteiro, ou ainda fazer o plantio em local definitivo. Uma série de cuidados devem ser observados:

-a plantinha não deve ficar muito tempo exposta, ao plantá-la deve-se observar se as raízes estão corretamente colocadas;

-a irrigação diária é importante tanto na sementeira como nos canteiros;

-as mudas formadas ficam no canteiro por 3 a 6 meses, dependendo da espécie plantada, a partir daí devem ir para a área de aclimatação, onde também devem ser irrigadas diariamente, dependendo do clima, chuvas, etc.;

-quando a multiplicação for por estaquia, esta, deve ser feita diretamente no vaso onde vai ser formada, ou ainda diretamente no local definitivo;

-as estacas podem ser colocadas em caixas de madeira contendo areia lavada, para o seu enraizamento e depois plantadas nos vasos de mudas;

-as estacas de caule, devem ter em torno de 20 a 30 cm de comprimento, e possuírem um número significativo de gemas vivas, devendo ter o cuidado de colocá-las em posição correta, isto é, a parte superior para cima. Nas estacas de raiz, também segue o mesmo raciocínio.

Quando por enxertia, estas devem ser feitas no local definitivo ou nas mudas já formadas, e quando por alporquia, as mudas devem ir para os seus locais definitivos. Quando por mergulhia, as mudas formadas podem ser aclimatadas no viveiro ou irem direto para o local definitivo.

A clonagem para produção de mudas, somente deverá ser feita em laboratório de biotecnologia, suficientemente montado.

4-CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS SOLOS:

Solo é a parte superficial da crosta terrestre, divide-se em camadas, chamadas de horizontes ( A; B; C e D ), a parte mais profunda chama-se subsolo, a mais superficial é chamada de solo agricultável, onde as plantas se nutrem.

Existem diversos tipos de solos: secos, encharcados, ricos, pobres, arenosos, argilosos, arenoargilosos, argiloarenoso. Eles podem ser de origem sedentária, aluvionais ou hidromórficos. De coloração amarela, roxa, preta, vermelha, alaranjado, etc. Classificados como latossolo, podizolico e húmus.

As propriedades do solo: físicas, químicas e biológicas.

Físicas: relacionadas ao tamanho das partículas do solo. Para melhorar estas propriedades, é importante fofar o solo, manualmente ou através da aração.

Químicas : relacionado com a formação química do solo. Os principais elementos químicos do solo, usado pelas plantas são: Nitrogênio(N), Fósforo(P), Potássio(K), em segundo o Cálcio(Ca) e o Enxofre(S) e em terceiro os microelementos, Se, Mg, Mn, Fe e outros. A água e o ar também são importantes no solo. A acidez é prejudicial, é causada pelo excesso de Al, para corrigi-la, usa-se o calcário dolomitico, extraído de um rocha apropriada. A adubação dos solos deve ser feita com matéria orgânica, através de adubação verde ou esterco curtido, composto orgânico ou ainda húmus. Se usar o esterco de animais deve-se ter o cuidado de observar, se os animais não usaram alguns produtos químicos, pois estes podem influir na composição do princípio ativo das plantas medicinais.

Para se saber qual a constituição química do solo, faz-se a análise do solo.

Como coletar amostra de solo para análise : coleta-se terras de diversos pontos do terreno, mistura-se todas as terras num vasilhame de plástico, coloque uma porção de aproximadamente meio quilo em um saco de plástico e envie-a para o laboratório, após identificá-la. Cada amostra deve representar em torno de um hectare do terreno.

Biológicas: relacionada às vidas existentes no solo. Pequeninos seres vivos que vivem no solo, decompondo as folhas secas que caem , etc., são os fungos, bactérias, minhocas e outros.

Conservação do solo

Os solos em relevo acidentado, necessitam ser protegido da erosão, através de práticas de cultivos:

- plantio em nível;

- cordão em contorno;

- capinas em faixas alternadas;

- terraceamento;

- banquetas individuais;

- adubação verde ( mucuna preta, siratro, operária, guando, crotalária e outras leguminosas );

- encoivaramento em nível;

- rotação de culturas;

- evitar queimadas.

5- O PLANTIO:

Para se efetuar o plantio, há necessidade de se programar as espécies que se deseja plantar, pois cada espécie têm suas exigências próprias, como:

- espaçamento, entre plantas;

- época do plantio;

- finalidade da produção;

- área disponível;

- tipo de solo disponível para cada espécie;

- disponibilidade de água, etc.

O plantio deve ser feito em dias de pouca insolação. A cova para o plantio deve ser preparada e adubada 15 dias antes. Quando colocar a muda na cova, apenas as raízes devem ser enterradas, até o nível do colo da planta, evitando enterrar o caule da mesma.

6 - OS TRATOS CULTURAIS:

No trato com as plantas, é necessário levar em consideração os aspectos particulares de cada uma delas, por exemplo: o guaco é uma trepadeira, portanto necessita de estaqueamento, ou o plantio próximo a alguma árvore. As arbustivas maiores e as árvores necessitam de um espaçamento de acordo com a projeção de suas futuras copas. As herbáceas devem ser plantadas em canteiros e irrigadas diariamente no verão e de 3 em 3 dias no inverno.

O controle das ervas daninhas deve ser feito apenas nas proximidades das plantas, deixando o terreno sempre coberto com vegetação.

As podas devem ser feitas nas épocas certas de forma a manter a planta sempre limpa e verde. Cercas vivas são importantes para evitar depredações por animais. O meio ambiente não deve ser poluído e a água deve ser potável e de nascente, de preferência.

O controle fitossanitário deve ser o mais natural possível, as pragas devem ser catadas a mãos ou fazer controle biológico. As doenças devem ser controladas retirando-se as folhas manchadas e queimando-as. As plantas totalmente atacadas por doenças, devem ser queimadas em local apropriado. O uso da água de fumo é recomendado para o controle de pragas.A irrigação deve ser recomendada de acordo com a espécie plantada, nas hortas é mais intensa, nas áreas livres devem ser semanalmente, de acordo também, com a precipitação pluviométrica local. Em solos inundados deve-se efetuar o dreno, em sistema de valetas, podendo também plantar as ervas que toleram locais assim, como: chapéu de couro, ninféias, taboa etc.

7 - COLHEITA E CONSERVAÇÃO DAS PLANTAS MEDICINAIS:

A colheita depende da parte da planta que será utilizada ( raiz, casca da raiz, rizoma, bulbo, tubérculos, caule, casca do caule, látex, sumo, resina, lenho, cipós, ramos, folhas, flores, botões florais, estigmas, pólen, frutos, cascas dos frutos e sementes); é importante observar a época da colheita ( na floração a planta é mais rica em princípios ativos), algumas plantas são colhidas à noite (babosa ) . A melhor forma de colher é após uma chuva, quando as plantas estiverem secas e limpas.

A secagem das folhas deve ser feita à sombra e em local bem ventilado. Sabe-se que elas estão secas quando estão quebradiças. Se ainda estiverem com umidade, estas poderão vir a criar mofos, quando guardadas.

O acondicionamento das plantas deve ser feito em vasilhame próprio, que não venha a interferir na sua composição química, e ainda com a retirada do ar de dentro do vasilhame.

É importante também anotar o nome comum e o científico da planta, além da data, local e responsável pela colheita, secagem e acondicionamento.

COLHEITA DAS PLANTAS MEDICINAIS

PLANTA

PARTES DA PLANTA

ÉPOCA

AÇAFRÃO

FLOR (ESTIGMA/ESTILETE)

SETEMBRO

ACANTO

RAIZ, FOLHAS, FLORES

DEZ / MAIO

ALCACHOFRA

FOLHAS, FLORES

ANO TODO

ALCAÇUZ

RAIZ, CAULES RASTEJANTES

ANO TODO

ALCAPARRA

RAIZ, BOTÕES FLORAIS

ANO TODO

ALCARÁVIA

FRUTOS

NOVEMBRO / JANEIRO

ALECRIM

CAULES E FOLHAS

ANO TODO

ALFAVACA

FOLHAS

ANO TODO

ALFAZEMA

FLORES

PRIMAVERA

ALHO

BULBOS

VERÃO

ALHO-PORÓ

PLANTA TODA (JOVEM)

JUNHO / SETEMBRO

ALTÉIA

RAIZ, FOLHAS, FLORES

VERÃO / OUTONO

AMORA

FOLHAS

PRIMAVERA / VERÃO

ANETO

FOLHAS E FRUTOS

PRIMAVERA / VERÃO

ANGÉLICA

CAULE, FOLHAS, RAÍZES

PRIMAVERA / OUTONO

ANIZ

SEMENTES

ANO TODO

ARRUDA

PLANTA TODA

ANO TODO

ARTEMÍSIA

PLANTA TODA

ANO TODO

ASPARGO

RAÍZES E BROTOS

SETEMBRO

AVELÃ

RAIZ, FOLHAS, FRUTOS

JULHO / SETEMBRO

AZEVINHO

CASCAS E FOLHAS

OUTONO / INVERNO

BABOSA

FOLHAS (SUMO)

ANO TODO

BARBATIMÃO

CASCAS

ANO TODO

BARDANA

RAIZ E FOLHAS

OUTONO / PRIMAVERA

BAUNILHA

FRUTOS

PRIMAVERA / VERÃO

BÉTULA

BROTOS E FOLHAS

INVERNO / PRIMAVERA

BOLDO

FOLHAS

INVERNO / PRIMAVERA

CÁLAMO

RIZOMA

VERÃO / OUTONO

CALÊNDULA

FLORES

PRIMAVERA

CAMOMILA

FLORES

PRIMAVERA

CANELA

CASCAS

OUTONO

CAPIM-LIMÃO

RIZOMAS E FLORES

ANO TODO

CAPUCHINHA

FOLHAS E FLORES

ANO TODO

CARDAMO

FRUTOS

OUTONO

CARDÍACA

FOLHAS E FLORES

NA FLORAÇÃO

CARDO MARIANO

RAÍZES E FOLHAS

PRIMAVERA / VERÃO

CARQUEJA (amarga)

HASTES FLORÍFERAS

ANO TODO

CAVALINHA

CAULES ESTÉREIS

VERÃO

CEDRINA

FOLHAS TENRAS

ANO TODO

CELIDÔNEA

PLANTA TODA / LÁTEX

PRIMAVERA

CINERÁRIA

FOLHAS E FLORES

VERÃO

COENTRO

FOLHAS TENRAS / FRUTOS

ANO TODO

COMINHO

FRUTOS (SEMENTES)

ANO TODO

CONFREI

RAIZ, RIZOMA, FRUTOS

PRIMAVERA / OUTONO

CRATEGO

CASCAS, FLORES, FRUTOS

OUTONO / PRIMAVERA

CRAVO DA ÍNDIA

FLORES EM BOTÃO

NOVEMBRO / FEVEREIRO

CUMARU

SEMENTES

OUTONO

CÚRCUMA (açafrão da terra)

RIZOMA

OUTONO / INVERNO

ERVA CIDREIRA

FOLHAS

PRIMAVERA / VERÃO

ERVA DE S.ta MARIA

PLANTA TODA

VERÃO

ESPONJEIRAS

CASCAS, FOLHAS, FLORES

OUT / INV / PRIMAV

ESTÉVIA

HASTES E FOLHAS

VERÃO

ESTRAGÃO

FOLHAS

VERÃO

EUCALIPTO

FOLHAS E FRUTOS

ANO TODO

FEDEGOSO

RAIZ, FOLHAS, SEMENTES

ANOTODO

FUNCHO

RAIZ, FOLHAS, SEMENTES

ANO TODO

GENCIANA MAIOR

RAIZ

INVERNO

GENGIBRE

RIZOMA

ANO TODO

GUACO

FOLHAS

ANO TODO

HORTELÃ-PIMENTA

FOLHAS E FLORES

ANO TODO (MENTA)

HIPERICÃO

GALHOS C/ FOLHAS E FLORES

ANO TODO

JABORANDI

FOLHAS

PRIMAVERA / VERÃO

JURUBEBA

RAIZ, FOLHAS, FRUTOS

PRIMAVERA / VERÃO

LINHO

SEMENTES

PRIMAVERA / VERÃO

LÍRIO-BRANCO

BULBOS E FLORES

ANO TODO

LOSNA

FOLHAS E FLORES

PRIMAVERA

LOURO

FOLHAS

ANO TODO

LÚPULO

FLORES FEMININAS

NA FLORAÇÃO

MACELA

FLORES

PRIMAVERA

MALVA

RAIZ, FOLHAS, FLORES

ANO TODO

MANJERONA

GALHOS FLORIDOS

ANO TODO

MIL FOLHAS

CACHOS DE FLORES

NA FLORAÇÃO

PACOVÁ

RIZOMA, FRUTOS

ANO TODO

PEQUIÁ-BRAVO

FOLHAS E FRUTOS

OUTONO

PISTACHE

FRUTOS

OUTONO

PITANGA

FOLHAS E FRUTOS

VERÃO

POEJO

GALHOS FLORIDOS

VERÃO

QUINA

CASCAS

ANO TODO

ROMÃ

RAIZ, CAULE, CASCAS, FRUTOS

ANO TODO

ROSA VERMELHA

FLORES

ANO TODO

RÚCULA

FOLHAS

ANO TODO

SABUGUEIRO

RAIZ, FOLHA, FLOR, FRUTO

ANO TODO

SALSA

RAIZ E FOLHAS

ANO TODO

SÁLVIA

FOLHAS E BOTÕES FLORAIS

ANO TODO

SAPONÁRIA

RAIZ, RIZOMA, FOLHAS

OUTONO

SERRALHA

FOLHAS

ANO TODO

TRANCHAGEM

FOLHAS

ANO TODO

TÍLIA

FLORES

VERÃO

TOMILHO

FOLHAS E FLORES

VERÃO

TUIA

BROTOS E PINHAS

INVERNO

VALERIANA

RAIZ, RIZOMA

OUTONO / INVERNO

VERBENA

RAIZ, FOLHAS, FLORES

PRIMAVERA

VIOLETA-SILVESTRES

RAIZ, RIZOMA, FOLHAS, FLORES

PRIMAVERA

VULMERÁRIA

PLANTA INTEIRA

PRIMAVERA

ZIMBRO

MADEIRA, GÁBULAS (frutos)

OUTONO / INVERNO

III) O CULTIVO EM QUALQUER ESPAÇO

Ter sempre à mão ervas aromáticas, que podem ser utilizadas em temperos, chás, remédios ou doces é, além de um prazer, uma medida que pode ser bastante econômica e prática. Durante o ano todo você terá ervas frescas, de ótima qualidade, cuidadas por suas próprias mãos, praticamente de graça.

Essas ervas podem ser cultivadas até em vasos ou jardineiras, dando um efeito de decoração muito interessante. Vasos com alecrim , arruda, manjericão, por exemplo, são bonitos e dão um aroma todo especial ao ambiente.

Você poderá cultivar as ervas em grupo, ou então junto a outras plantas ornamentais. Dentro de casa, o melhor lugar para o cultivo de ervas é na varanda ou num peitoril de janela, ou ainda perto dela, por causa da luz solar e do ar fresco. O cerefólio, por exemplo, prefere sombras, mesmo quando plantado ao ar livre.

Se você quer uma horta, escolha um lugar no seu quintal, jardim, chácara, sítio, onde haja luz do Sol durante pelo menos seis horas do dia. Mesmo não havendo um pedaço de terra, poderão ser usadas jardineiras, vasos grandes, caixotes, caixas d’água, latas, desde que essas vasilhas tenham, no mínimo, 20cm de profundidade.

Além do Sol, o cultivo dessa erva exige que o terreno ou terra a ser utilizada contenha uma grande quantidade de matéria orgânica; seja bem drenado, fofo e de preferência plano, sendo que para canteiros o mais aconselhados são os ligeiramente mais elevados, aproximadamente dez centímetros, do nível geral do terreno.

No caso de espaços cimentados, pode-se obter uma horta sem quebrar o calçamento. Para isso, basta construir os contornos dos canteiros, com tábuas ou tijolos, deixando nas bases pequenos buracos para que a água escoe. O canteiro deve ter de vinte a vinte e cinco centímetros de profundidade e um metro de largura. Para facilitar a movimentação das pessoas, no trato de vários canteiros, convém deixar um espaço de no mínimo quarenta centímetros um do outro.

Preparo da Terra

Por tratar-se de plantios domésticos, não é imprescindível, mas você poderá adicionar calcário dolomítico, numa proporção de 200 g. para cada metro quadrado de terra, misturando por igual em todo canteiro. Essa mistura deverá ser feita com antecedência de um mês do plantio. Antes de plantar, é importante distribuir o adubo orgânico de maneira uniforme.

Técnicos e agricultores garantem que o adubo orgânico curtido, que pode ser de restos de alimentos, esterco de animais de procedência conhecida ( isto é, que não usaram antibióticos e outros medicamentos químicos ), húmus de minhoca, folhagem e outros restos de vegetais é o mais aconselhável, porque é natural e de excelente qualidade.

Como fazer o adubo

Para se obter o esterco animal curtido deve-se colocar o material numa esterqueira, podendo ser qualquer cercadinho, para que ele fermente e se transforme em adubo. É necessário resolver o material periodicamente de modo que se transforme numa pasta homogênea.

Os restos de plantas, animais domésticos e alimentos também podem virar adubos de ótima qualidade. São os chamados compostos. Eles precisam, também ser curtidos, em local que pode ser um buraco ao chão, ou um caixote. Deposite, em camadas, as cascas de legumes, de ovos, de frutas, papéis, pó de café ou chá, poda de grama, folhas verdes ou secas, serragem, cinzas e restos de culturas, importante alterar as camadas de material úmido e seco, separadas por uma fina camada de terra. Para evitar o mal cheiro e as moscas. Espalhe uma camada de calcário dolomitico por cima do monte. Isso servirá também para diminuir a acidez do composto. A composteira deve permanecer tampada e úmida, mas não encharcada. Este composto preparado, após 45 dias, pode-se colocá-lo no minhocário e de 15 em 15 dias retirar o húmus.

Limpe o terreno

Antes de semear, é importante limpar bem o canteiro, retirando o mato, entulho, pedras, restos de plásticos, pedaços de panos, vidros, etc. Com a enxada, cave todo espaço escolhido até um palmo de fundura. Depois de desfazer os torrões e afofar a terra, coloque o adubo ou composto orgânico, numa proporção de vinte litros para cada metro quadrado de canteiro, misturando bem.

Canteiros ou Vasos

Para fazer o cultivo em pequenos espaços, você poderá usar canteiros utilizando tubos plásticos, de vinte centímetros de diâmetro, cortados pela metade no sentido horizontal. Nesse caso, é preciso colocar nas canaletas 20 partes de terra para 7 partes de adubo orgânico. Cada metro de canaleta, de 10 centímetros de diâmetro, precisa de, mais ou menos, 10 litros de mistura de terra e adubo. Se você quiser pode ter várias canaletas, montando um suporte de madeira ou ferro.

As canaletas podem ficar penduradas no teto, com arame, correntes ou fio de nylon.

Você poderá fazer, ainda, outro tipo de horta, usando tubos de zinco, como os de chaminés de fogões a lenha. Os tubos devem ser colocados na posição vertical, tendo sempre o cuidado de tampar a parte de baixo, mesmo que se vá apoiá-los no chão. Eles podem ser pendurados no teto também com buchas bem grossas. Faça aberturas alternadas, ao longo do tubo. Esses recipientes devem ser enchidos com camadas uniformes de terra peneirada e fofa. As regas podem ser feitas com irrigação por gotejamento. Para tanto, enterre no seu canteiro, deixando a boca a vista, um tubo não muito grande, com dois furinhos nas paredes. Encha-o de água e tampe-o para que a água não evapore. A medida que a terra precisar ela vai retirando água do tubo. Cuide para que o tubo esteja sempre cheio, e enterre-o com a terra umedecida.

Para plantar nos vasos, você deve preparar a terra da mesma maneira que para o canteiro. Encha-os com a terra bem fofinha. Procure escolher os vasos de tamanho compatível com o número e tipo de plantas que escolher para o plantio.

O PLANTIO

A maneira mais comum de se plantar é através de sementes. Porém, alguns tipos de ervas, como alecrim, manjericão ou estragão, são plantados a partir de mudas, cultivadas por você mesmo, ou então compradas em loja ou chácaras especializadas.

Semeadura, mudas ou touceiras

Para semear ao ar livre, primeiro é preciso alisar bem a terra e depois abrir sulcos com 2 centímetros de fundura, deixando um espaço de meio palmo entre um e outro. As sementes devem ser distribuídas uniformemente nos sulcos e cobertas com terra fina do próprio canteiro. A plantação deverá ser regada pela manhã e à tarde, até brotarem as sementes. Depois disso, basta regar uma vez por dia, sendo mais conveniente à tarde, para impedir que o calor evapore o líquido. É importante proteger o local contra o Sol muito forte e da destruição de animais e pássaros, colocando uma cobertura feita com ramos ou tela, que deve ficar a mais ou menos dois palmos acima da terra.

As ervas devem ser plantadas, tanto ao ar livre, como em canteiros, com espaçamento de 20 a 30 cm. A terra deverá estar bem fofinha, e a profundidade em vasos, canteiros ou ao ar livre deverá ser a mesma – 15 a 20 cm.

Há certos tipos de ervas que não podem ser plantadas diretamente no canteiro definitivo. Para esses tipos será preciso fazer uma espécie de pré-plantio, semeando-as numa terra bem fofa e porosa e regar periodicamente até a germinação completa, e depois transplantar as mudinhas mais vigorosas para o lugar definitivo.

O plantio através de estacas de plantas adultas é feito da seguinte forma: enterre, com profundidade de 10 cm, um pedacinho do caule da planta e aperte a terra na parte mais inferior da estaca, para que esta fique firme, tendo o cuidado de deixar uma parte da estaca para fora, de onde sairão os brotos.

Transplante

Para conseguir bons resultados na colheita de ervas é preciso dar atenção especial ao transplante, no caso daquelas espécies que não podem ser plantadas diretamente. Para transplantar as mudas, convém escolher um dia nublado ou, então, um fim de tarde, tendo o cuidado de molhar bem a sementeira.

Escolha preferencialmente as mudas melhores, mais fortes e maiores, retirando-as da sementeira, de modo que um pouco de terra permaneça nas raízes. Coloque-as nas covas previamente preparadas no local definitivo. Depois, é só cobrir com terra e apertar um pouco, para que fiquem firmes. É sempre bom molhar os canteiros depois do transplante.

Como secar as ervas

Você poderá usar suas ervas frescas, colhida na hora, ou então secá-las, concentrando seu sabor e aroma.

Quando frescas, a quantidade a ser usada é bem maior que quando secas, para obtenção da mesma qualidade e sabor. E secando-as você ainda poderá armazená-la para usá-las futuramente.

A melhor época para colher as ervas para secar é antes do florescimento, pois os óleos essenciais estão, nessa ocasião, concentrados. Não fique manuseando-as, pois, devido à sua fragilidade, elas podem perder perfume e qualidade.

Colha suas ervas e arrume-as em pequenos ramos, pendurando-as em local com circulação de ar. O tempo que você deve deixá-las secando varia, porém, não as deixe muito tempo, pois elas se sujarão. Quando estiverem bem secas, quebradiças, você poderá tirar as folhas dos caules, esmagá-las e colocá-las em vidros ou recipientes de cerâmica, bem fechados e ao abrigo da luz.

A temperatura da secagem deve ser entre 21° e 27°C. Caso a umidade esteja grande, você poderá colocá-las, durante a noite, sobre um forno morno, cuidando para a temperatura não ultrapassar 45°.

Pragas e doenças

Para que você tenha ervas sadias são necessários certos cuidados para proteção contra as pragas e doenças. Utilize produtos caseiros e adote medidas preventivas. Evite os produtos químicos que sempre acabam acarretando algum problema para as plantas e as pessoas.

As doenças que atacam as hortas, geralmente não podem ser vistas a olho nu, pois são provocadas por bactérias, fungos ou vírus. Mas as pragas podem ser facilmente identificadas, pois, entre elas, incluem-se as formigas, lagartas, pulgões, caracóis, lesmas, grilos, tesourinhas, besouros, percevejos, gafanhotos e outras.

Para prevenir a incidência de doenças ou pragas, você deve observar diariamente a plantação, retirar os insetos e suas larvas ou ovos, e também eliminando as plantas doentes. Evite machucar os caules das plantas; pois nesses machucados podem penetrar insetos ou microorganismos causadores de doenças. Aqui vão algumas dicas para você livrar suas plantas dos males mais comuns.

Pulgão

O pulgão, um inseto sugador de aproximadamente 2mm de comprimento, com um formato de pêra, é um velho e feroz inimigo das hortas. Ele aparece geralmente nas brotações novas, na face dorsal das folhas e nos caules macios. O pulgão pode ser branco, verde, marrom, cinza, preto e azul, e seu inimigo natural é a conhecida joaninha.

Para combater o pulgão, quando ele está iniciando seu ataque recomenda-se água morna com sabão, que deve ser espargida sobre a planta e depois enxugada. Uma outra maneira de acabar com ele é o uso de extrato de fumo, um eficiente inseticida, que não prejudica a planta, mas que deve ser manuseado com cuidado, pois, sendo tóxico, pode causar danos aos seres humanos.

Há três maneiras de se conseguir o extrato de fumo. A primeira consiste em deixar um pedaço de fumo de corda de molho na água; até que esta se torne amarelada. A segunda maneira é ferver, durante meia hora, 100 gramas de fumo, em um litro de água. A terceira forma de se produzir esse extrato é colocar o fumo em um recipiente com álcool e um pouco de água. Depois de o fumo ter absorvido todo líquido, deve-se adicionar mais álcool e água, deixando de molho num recipiente fechado, durante quinze dias. Em qualquer dos casos, o extrato de fumo deve ser guardado numa garrafa bem fechada.

Cochonilha

Outro famoso sugador de hortas é o inseto cochonilha, que pode ser encontrado em dois tipos: com ou sem carapaça. Os que tem carapaça podem ser vermelhos, marrons ou pretos. Já o sem carapaça são brancos ou rajados. Os dois tipos atacam os ramos, a face dorsal e as axilas das folhas, fazendo com que fiquem amarelas.

A calda de fumo funciona muito bem no combate ao tipo que não tem carapaça. Para acabar com a outra espécie, no entanto, recomenda-se uma mistura de água, sabão, querosene e extrato de fumo ou extrato aquoso de melão-de-são caetano.

Ácaro

Os ácaros, parentes das aranhas, são aracnídeos que medem meio milímetro, têm o formato oval. É bastante comum, podendo ser encontrado nas cores amarela, vermelha ou branca. Ele é um sugador inconfundível, porque faz uma espécie de teia nas folhas, que parece ferrugem. Os frutos, as flores e as brotações novas são sua refeição favorita. Você pode combatê-lo, com eficiência, usando também a calda de fumo, com um pouco de sabão ralado e um pouco de enxofre. Existem ácaros nocivos aos vegetais, podendo, por isso, representar importante método de controle biológico para a redução de pragas diversas.

Lesma e Caracol

O controle pode ser feito catando os bichinhos e esmagando-os assim que forem vistos, ou então fazendo armadilhas, com tampinhas, onde são colocados sal e cerveja ou sal e chuchu. Esses ingredientes atraem os moluscos, que morrem ao ingeri-los.

Vaquinha

A vaquinha é um besourinho verde, com manchas amarelas nas asas, medindo de 5 a 6mm. Ela come as folhas, e pode acabar com toda a planta. Você pode catar as vaquinhas sempre que ver, ou então usar o arbusto maria-pretinha para atraí-las. Coloque-o perto das plantas e quando as vaquinhas se juntarem, pegue-as todas de uma só vez.

Lagartas

Você pode controlar a incidência de lagartas esmagando seus ovos ou catando os próprios bichinhos nas plantas. Ou ainda, aplicando água de fumo.

Formigas

IV- Aspectos culturais das principais plantas medicinais

Quanto ao porte das plantas, elas podem ser cultivadas em situações distintas, como segue:

a) PLANTAS HERBÁCEAS TENRAS E ARBUSTIVAS MENORES:

Cultiva-se em sistema de canteiros diversificados (hortas), com 1 metro de largura e de comprimento variável, de acordo com as condições locais. Estes canteiros devem ser bem adubados com matéria orgânica, bem drenados, de fácil manejo de forma que as plantas fiquem em fileiras, no sentido do trajeto do sol. Os espaçamentos entre plantas variam de 20 a 50 cm, dependendo da espécie utilizada. Devem ser em locais de fácil irrigação e próximos ao viveiro de mudas.

1) Açafrão da Índia (Curcuma longa)

- Multiplicação: por rizomas (cortam-se pedaços com gema e preparam-se as mudas);

- Cultivo: Plantio em covas de 10 cm de profundidade em terrenos úmidos e afofados, com espaçamento de 0,5m X 0,5m;

- Colheita: colhem-se os rizomas 8 a 10 meses após o plantio (quando as folhas amarelarem). Os rizomas lavados e secos, devem ser conservados em vidros de boca larga e escuros ou latas, bem tampadas.

2) Acelga (Beta vulgaris)

Multiplicação: reproduz-se por sementes

Cultivo: plantio em solos neutros, prefere clima ameno e irrigação constante. Plantada em canteiros;

Colheita: colheita o ano todo. Geralmente planta-se na primavera e no final do verão, com duas colheitas por ano.

3) Alcachofra (Cynara acolymus)

- Multiplicação: por rizoma e por semente;

- Cultivo: plantio em clima temperado e subtropical . Forma touceira de até 2m. Exige solos férteis, frescos e arejados e espaçamento de 0,5m X 1,00m;

- Colheita: colhe-se as folhas antes da floração ou as flores. Os rizomas também podem ser colhidos 100 a 140 dias após o plantio. As folhas são secas à sombra, em local fresco e arejado, devendo ser acondicionadas em sacos de papel ou pano. As flores devem ser consumidas logo após a colheita.

4) Alecrim da horta ( Rosmarinus officinalis)

- Multiplicação: propaga-se por sementes, estaquia e mergulhia (mudas).

- Cultivo: o plantio deve ser feito em solos secos, leves, porosos, com espaçamento de 0,5m X 1m;

- Colheita: colhe-se os ramos, o ano todo, podando as plantas mais viçosas.

A conservação das folhas faz-se dessecando-as à sombra e em local ventilado, acondicionando-as em vasilhame sem ar.

5) Alfazema (Lavandula vera)

- Multiplicação: por sementes e estaquias (mudas);

- Cultivo: planta de clima subtropical. Planta-se as mudas em solos ricos em húmus, porém, com pouca umidade. O espaçamento ideal é de 50cm por 1m;

- Colheita: retira-se as espigas quando as flores se abrirem. As folhas também são colhidas, na época da floração. As espigas e as folhas devem ser secas à sombra e em local ventilado, acondicionando-as em sacos de papel bem fechados, ou ainda produzindo farelo das folhas secas e acondicionando-o em pote de vidro hermeticamente fechado.

6) Alho comum (Allium sativum)

- Multiplicação: reproduz-se por dentes (parte do bulbo);

- Cultivo: plantio em canteiros com bastante húmus, com espaçamento de 0,25 X 0,25m. Faz-se o uso de cobertura morta para conservação da umidade. Irriga-se diariamente por infiltração;

- Colheita: Colhem-se os bulbos quando a planta estiver seca. Seque-os à sombra e amarre-os em réstias. Conserve-os em local seco, arejado e com pouca luz.

7) Anis (Pimpinella anisium)

Multiplicação: reproduz-se por sementes para plantio direto ou formação de mudas em canteiros e por estaquia (mudas);

Cultivo: em espaçamento de 0,50m X 0,20m;

Colheita: 4 meses após o plantio quando as sementes começam a amadurecer. Seque as sementes sobre um pano à sombra e conserve-as em vidros secos e sem ar.

8) Arruda (Ruta graveoleus)

Multiplicação: por estaquia (mudas) e sementes;

Cultivo: prefere solos secos e orgânicos, desenvolve-se em qualquer clima. É exigente em irrigação e adubação orgânica. Produz-se mudas com estacas dos ramos e depois de 2 ou 3 meses planta-se no local definitivo em espaçamento de 0,5 metro entre plantas em fileiras de 1 metro entre elas. A adubação orgânica deve ser feita nos sulcos ou nas covas 15 dias antes do plantio;

Colheita: colhem-se os ramos com folhas verdes (existe a arruda "macho" e a "fêmea" de folhas menores).

9) Artemísia (Artemisia vulgaris)

Multiplicação: por estacas ou ramos e estolões com gemas;

Cultivo: planta de origem européia de adaptação cosmopolita. Planta-se no início do período chuvoso até o outono. Não exige solos, mas desenvolve-se melhor em solos adubados, arejados e com irrigação;

Colheita: colhem-se as folhas no período da floração, as raízes o ano todo.

10) Babosa (Aloes vera)

Multiplicação: semente ou estaquia dos rizomas (mudas);

Cultivo: originária da África e Ásia. Prefere clima quente e úmido, solos arenoargilosos, arejados e com relativa matéria orgânica. Não suporta excesso de água, por isso a irrigação deve ser moderada;

Colheita: as folhas são colhidas à noite.

11) Bardana (Arctium lappa)

Multiplicação: sementes e mudas da porção inicial da raiz;

Cultivo: planta japonesa que se adaptou aos climas diversos do Brasil. Planta-se na primavera e no outono. Prefere solos arenoargilosos, profundos, férteis, drenados e arejados. Plantio em sistema de canteiros (hortas). É exigente em irrigação e adubação orgânica;

Colheita: colhem-se as raízes 3 meses após o plantio, antes da floração.

12) Calêndula (Calendula officinalis)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: planta européia de adaptação cosmopolita. Prefere solos secos, arejados e com alguma matéria orgânica. Planta-se em sementeiras e faz-se o transplantio para o local definitivo ou ainda faz-se o plantio no local definitivo. O espaçamento é de 0,5m entre plantas e fileiras de 1 m entre elas.

Colheita: colhem-se as folhas e flores durante o período da floração.

13) Camomila (Matricaria chamomilla)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: planta européia, de clima ameno. Adapta-se em climas diversos. Prefere solos orgânicos, arejados e frescos. Planta-se, nas regiões quentes, no período do início do inverno e em regiões de clima ameno, na primavera. O espaçamento é de 30cm entre plantas e de 80cm entre fileiras;

Colheita: colhem-se as flores e botões florais no início da floração.

14) Carqueja (Bacchais trimera)

Multiplicação: por sementes ou por estacas (mudas);

Cultivo: planta brasileira, prefere regiões montanhosas onde o clima é ameno. Prefere solos secos, latossolo vermelho ou alaranjado, arejados. Responde a pequenas quantidades de matéria orgânica, não sendo exigente em irrigação;

Colheita: colhem-se as folhas quando novas tendo o cuidado de eliminar bolores que costumam desenvolver-se nelas.

15) Cavalinha (Equisetum arvense)

Multiplicação: por estacas dos rizomas ou por esporos bissexuados;

Cultivo: é cosmopolita. Prefere solos úmidos e pantanosos, ricos em matéria orgânica. Planta-se o ano todo em espaçamento de 30cm entre plantas e 50cm entre fileiras. Pode ser plantada em terrenos livres ou em canteiros. É exigente em irrigação;

Colheita: colhem-se os caules estéreis.

16) Coentro (Coriandrum sativum L.)

Multiplicação: multiplica-se por sementes;

Cultivo: prefere clima quente e solos arenoargilosos ricos em húmus. Planta-se o ano inteiro em covas de 20cm entre elas, colocando-se 2 a 3 sementes por cova. Faz-se o desbasto deixando-se apenas 1 planta por cova após 15 dias da queimação;

Colheita: 2 meses após o plantio colhem-se as folhas. Quando frutificarem estes devem ser colhidos e colocados para secar ao sol brando.

17) Confrei (Symplytum officinale)

Multiplicação: multiplica-se por mudas de rizoma;

Cultivo: prefere clima ameno embora tolere climas adversos. Requer solo rico em matéria orgânica, úmido, não encharcado. Planta-se os rizomas (ou mudas) nas covas com espaçamento de 50cm entre plantas. Após serem adubadas com húmus ou esterco (2l por cova). Os melhores meses para o plantio são de agosto a novembro, de preferência em locais com bastante luminosidade. Esta planta é considerada perene (dura mais de 10 anos);

Colheita: 3 meses após o plantio colhe-se as folhas e 2 anos após começam a colher-se as raízes.

18) Cordão de frade (Leonotis nepetaefolia)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: Em solos argiloarenosos e em climas quentes. É originária da África e da Índia, bem aclimatada no Brasil;

Colheita: as folhas e talos devem ser colhidos na floração.

19) Dente de leão (Taraxacum officinale)

Multiplicação: por sementes ou mudas do rizoma;

Cultivo: em climas diversos e solos pobres com pouca umidade;

Colheita: colhem-se as folhas durante a floração (julho — setembro).

20) Erva doce (Foeniculum vulgare)

Multiplicação: por semente;

Cultivo: originária das regiões próximas ao Mediterrâneo, adaptou-se bem em todos os climas brasileiros. Exige solos frescos, drenados, férteis e pode ser plantada o ano todo em espaçamento de 30cm entre plantas. Responde a irrigação nos períodos de estiagem.

Colheita: colhem-se os frutos quando maduros e as "cabeças" (região entre o caule e a raiz). As folhas são colhidas o ano todo.

21) Erva de São João (Ageratum conyzoides)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: em solos frescos, úmidos e férteis. O plantio deve ser por semeadura direta no terreno preparado com bastante matéria orgânica;

Colheita: o ano todo durante a floração.

22) Erva de Santa Maria (Chenopodium anbrosioides)

Multiplicação: por sementes ou estacas (ramos);

Cultivo: planta mexicana que se adapta a todos os climas do Brasil. Não exige solos, mas responde a adubação orgânica e a irrigação. Planta-se o ano todo em espaçamento de 30cm por 80cm.

Colheita: colhem-se as folhas e flores no início da floração para uso medicinal ou como inseticidas, para controle de pragas das outras plantas, em pulverizações semanais, assim como a solução feita com folhas de fumo.

23) Estévia (Stevia rebaudiana)

Multiplicação: por sementes ou por estaquia;

Cultivo: originária do Paraguai, em altitudes entre 1000m a 1500m e com temperaturas médias de 23o C. Planta-se as mudas em solos arejados, secos e adubados com matéria orgânica, de preferência na primavera. O espaçamento deve ser de 30cm entre plantas e 50cm entre fileiras. O cultivo econômico desta planta já vem sendo feito nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo;

Colheita: entre 3 a 5 meses do plantio, colhem-se as folhas que contém glicosídeos. Podem ser secas à sombra para uso posterior.

24) Gengibre (Zingiber officinale)

- Multiplicação: por rizoma (cortam-se em pedaços com gema) e faz-se o plantio direto ou preparam-se as mudas (até 3 meses);

- Cultivo: plantio em covas de 10 cm de profundidade em terrenos arenosos, leves, férteis e bem drenados com pH=5,5, com espaçamento de 0,5m X 0,5m;

- Colheita: colhem-se os rizomas 7 meses após o plantio das mudas ou 10 meses após o plantio direto. Os rizomas devem ser lavados, secos ao sol por 6 dias e acondicionados em vidros escuros ou sacos de pano.

25) Hortelã da horta (Mentha villosa)

Multiplicação: reproduz-se por estacas (ramos), principalmente;

Cultivo: tolera climas diversos. O plantio pode ser feito o ano todo. Tolera solos ácidos, mas produz muito em solos orgânicos. A irrigação deve ser freqüente. O espaçamento deve ser de 30 cm entre as plantas;

Colheita: colhe-se o ano todo, seis meses após o plantio. As folhas devem ser usadas preferencialmente verdes.

26) Hortelã-Pimenta (Mentha piperita)

Multiplicação: reproduz-se por estacas, rizomas (mudas), principalmente;

Cultivo: prefere clima frio, embora adapte-se bem em qualquer clima. O plantio se faz a qualquer época. Prefere solos ricos em matéria orgânica; não suporta solos ácidos. É exigente em termos de água, por isso deve-se irrigá-la com freqüência;

Colheita: 60 dias após o plantio, colhe-se as folhas durante o ano todo, para serem utilizadas de preferência verdes.

27) Losna (Artemisia absinthium)

Multiplicação: por estaquias;

Cultivo: originárias da Ásia, adapta-se bem em qualquer clima do Brasil. Exige solos bem arejados, arenoargilosos e bem adubados com matéria orgânica. Planta-se em canteiros com espaçamento de 30cm entre plantas;

Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

28) Macela (Achymocline satureioides)

Multiplicação: reproduz-se por sementes;

Cultivo: em clima ameno, com bastante sol. Plantam-se as sementes nas covas, de 50 em 50cm, de setembro a novembro. Não exige solos férteis. A irrigação deve ser somente quando houver um período de estiagem;

Colheita: colham as flores e sequem-nas à sombra

29) Malva (Malva sylvestris)

Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas (mudas);

Cultivo: prefere clima ameno, embora suporte temperaturas elevadas. O plantio, é feito na primavera com espaçamento de 60 cm entre as plantas. Exige solos férteis, por isso deve-se adubar com bastante matéria orgânica. A irrigação deve ser semanal, quando não chover.

Colheita: colhem-se as folhas a partir do 6o mês, secando-as à sombra.

30) Manjericão (Ocimum basilicum)

Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas (ramos);

Cultivo: prefere clima quente e solos bem drenados. Planta-se o ano todo, de preferência na primavera. O espaçamento deve ser de 50 cm entre plantas. Responde bem a adubação orgânica. Não tolera solos úmidos. Irrigue somente em épocas de pouca chuva;

Colheita: colhem-se as folhas de ramos terminais no início da floração. Podem secá-las em local arejado e à sombra ou usá-las ainda verdes.

31) Mil folhas (Aquiléia) (Achillea millefolium)

Multiplicação: por estacas do rizoma (mudas);

Cultivo: originária da Eurásia. Prefere regiões montanhosas onde o clima é ameno. Não é exigente em solos, mas cresce melhor em solos preparados, corrigidos, adubados com matéria orgânica e irrigação semanal. O espaçamento é de 40cm entre plantas. É necessário que seja feito de 3 em 3 meses um desbaste, visto que a planta possui muitos brotos.

Colheita: colhem-se as folhas no período da floração que geralmente ocorre em outubro.

32) Saião (Kalanchoe brasiliensis)

Multiplicação: mudas produzidas da folha;

Cultivo: planta brasileira, comum na região litorânea de Pernambuco a São Paulo. Adapta-se a qualquer clima. Exige solos secos e suporta solos rasos. É bastante exigente em matéria orgânica. Planta-se em canteiros ou em locais próximos a rochas para aproveitamento do terreno. Gosta de irrigação, mas não suporta excesso de umidade do solo. Existem diversas espécies de Saião e de plantas semelhantes como a fortuna e bálsamo da horta que tem as mesmas funções medicinais.

Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

33) Sete sangrias (Cuphea mesostemon)

Multiplicação: por sementes ou estaquias;

Cultivo: em solos argiloarenosos, preferencialmente úmidos;

Colheita: o ano todo, na floração.

34) Serralhinha (pincel) (Emilia Sonchifolia)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: em campos abertos ou em hortas. Não exige clima nem solo e desenvolve-se melhor em local com relativa umidade e solos férteis;

Colheita: o ano todo, na floração

35) Serralha (Sonchus oleraceus)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: em campos abertos ou em hortas. Não exige clima nem solo e desenvolve-se melhor em local com relativa umidade e solos férteis;

Colheita: o ano todo, na floração

36) Tranchagem (Pantago major)

Multiplicação: por sementes ou mudas do rizomas;

Cultivo: em hortas como a alface;

Colheita: durante a floração (ano todo).

Outras plantas herbáceas, semelhantes nos aspectos culturais:

cinerária, erva de bicho, aneto, jaborandi, poejo, salvia, tomilho, elevante, agrião do pará, língua de vaca, quebra pedra, bálsamo, picão, etc.

b) - PLANTAS TREPADEIRAS (CIPÓS) E RASTEJANTES

Este grupo de plantas necessita de tutoramento, cercas, parreiras ou árvores para que se desenvolvam. O tutoramento pode ser feito com estacas de bambus ou madeira, mourões de cercas, mourões de cimento, cercas com arame farpado ou liso e parreiras com bambus ou com arames. As rastejantes podem ser plantadas intercaladas a outras culturas.

37) Abóbora (Cucurbita moschata)

Multiplicação: reproduz-se por semente;

Cultivo: plantio o ano todo (na primavera de preferência). Espaçamento de 6m X 6m. Exige solos humosos, por isso faz-se covas grandes para colocar bastante esterco (húmus). É própria de clima quente. Não tolera solos muito encharcados, mas aumenta bastante a produção com irrigação;

Colheita: dos brotos, folhas, frutos e semente o ano todo.

38) Abútua (Cissampelos glaberrima)

Multiplicação: reproduz-se por rizomas ou sementes;

Cultivo: habita no Brasil desde Santa Catarina até a Bahia e Goiás. Prefere solos secos e arenoargilosos. É um cipó e necessita de condições adequadas para desenvolver-se, preferindo árvores, cultivos perenes ou cercas. O espaçamento deve ser de acordo com as condições existentes, ou seja, se em matas, próximo a cada árvore, se em lavouras permanentes também e se em cercas, de no mínimo 4 metros entre plantas. O cultivo desta planta ainda não existe tecnicamente mas assemelha-se ao cultivo do maracujá ou da videira, em relação ao espaçamento;

Colheita: as raízes podem ser colhidas na época da frutificação, tendo o cuidado de deixar sempre alguma raiz para que a planta não morra.

39) Baunilia (Vanilla planifolia)

Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas);

Cultivo: de clima tropical, originária do México, a baunilia tolera climas quentes e frios, mas prefere o clima ameno. Planta-se em solos secos, arejados e ricos em matéria orgânica. Pode ser plantada o ano todo mas prefere o início da primavera. É trepadeira e precisa ser plantada em parreiras.

Colheita: colhem-se os frutos quando estiverem prestes a amadurecer.

40) Buchinha (cabacinha) (Luffa operculata)

Multiplicação: reproduz-se por sementes;

Cultivo: em solos arenosos e secos;

Colheita: colhem-se as buchinhas quando maduras.

41) Capuchinha (Tropaeolum majus)

Multiplicação: por semente ou estacas (ramos);

Cultivo: originaria dos Andes, prefere clima ameno, mas tolera qualquer clima, desde que bem adubada com matéria orgânica e irrigada. Por ser uma trepadeira exige tutoramento, seus ramos podem chegar até 3 metros;

Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

42) Cipó cabeludo (Mikania hirsutissima)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: planta brasileira, ocorre da Bahia até São Paulo. Prefere locais sombreados, solos arenoargilosos. Necessita de tutoramento ou plantio próximo às árvores, por ser trepadeira. Pode ser plantada no espaçamento de 4m X 4m ou de acordo com o plantio das árvores.

Colheita: colhem-se as folhas e caules na época da floração.

43) Cipó caboclo (Davilla rugosa)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: planta brasileira de todo país. Por ser trepadeira necessita de tutoramento ou plantio próximo às árvores. Prefere solos arenoargilosos, secos e arejados;

Colheita: colhem-se as folhas e ramos na floração e as raízes a qualquer época.

44) Cipó de São João (Pyrostegia venusta)

Multiplicação: por sementes e estacas do ramo;

Cultivo: originário da América do Sul, medra de São Paulo até o Nordeste. Prefere solos arenoargilosos, secos e com matéria orgânica. Pode ser tutorado ou não;

Colheita: colhem-se os ramos com flores e folhas, em julho.

45) Cipó Suma ( Anchietea salutaris)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: ocorre em todo Brasil. Prefere solos úmidos, férteis, arejados e com matéria orgânica. Existem duas variedades o suma branco e o suma roxo, ambos têm os mesmos efeitos fitoterápicos;

Colheita: colhem-se as raízes na época da floração.

46) Cipó chumbo (Cuscuta umbellata)

Multiplicação: por caules que fixam-se nas outras plantas e por sementes;

Cultivo: planta parasita que depende de outra para sobreviver. É encontrado naturalmente nas pastagens abandonadas. Tem coloração amarelada (parecendo fios de ovos). Têm flores brancas rosadas. Para cultivá-la basta semeá-la sobre outras plantas.

Colheita: colhem-se os ramos com flores em agosto/setembro.

47) Cipó cravo (Tynnanthus fasciculatus)

Multiplicação: reproduz-se por sementes e estacas da raiz;

Cultivo: planta brasileira que ocorre de São Paulo à Amazônia. Prefere solos secos, arejados, sombreados e ricos em matéria orgânica. Pode ser tutorado ou não. Deve ser plantado de 2 em 2 metros podendo usá-lo como trepadeira em árvores;

Colheita: colhem-se as raízes no outono, principalmente.

48) Guaco (Mikania cordifolia)

Multiplicação: por sementes ou por estacas (ramos)

Cultivo: Planta brasileira, prefere terrenos arenoargilosos e úmidos. Como cipó, exige locais para desenvolver-se como trepadeira. Em cultivo programado pode ser feito semelhante ao maracujá, em parreiras. As mudas formadas devem ir para o local definitivo até 6 meses de seu plantio.

Colheita: colhem-se as folhas a qualquer época do ano, dando preferência às folhas mais novas.

49) Maracujá (Passiflora quadrangularis)

Multiplicação: sementes para formação de mudas;

Cultivo: suporta qualquer clima, mas desenvolve-se melhor em climas temperados. Prefere solos profundos, secos e adubados com matéria orgânica. A irrigação deve ser feita na época da falta prolongada da chuva. O espaçamento deve ser de 2m X 4m, com tutoramento das plantas por cercas ou parreiras;

Colheita: colhem-se as folhas na época da floração, os frutos maduros e as flores quando estiverem completamente abertas.

50) Mil Homem (papo de peru, jarrinha) - (Aristolochia cymbifera)

Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas de raízes ou rizomas;

Cultivo: planta brasileira que ocorre do Amazonas até São Paulo. Não tem preferência por solos. Seu plantio pode ser feito a qualquer época do ano, mas prefere o início da primavera. O espaçamento é semelhante ao descrito na abutua, por ser uma planta trepadeira, onde se usa principalmente a raiz e o caule (cipó);

Colheita: colhem-se principalmente as raízes e parte do caule próximo às raízes. Também pode-se usar as folhas verdes ou secas.

51) Pimenta do reino (Piper nigrum)

Multiplicação: semente (para formação de mudas em viveiro);

Cultivo: plantam-se as mudas no início da estação chuvosa, em dias nublados. O solo deve ser bem drenado. Faz-se tutoramento. O espaçamento é de 3m X 3m. Usa-se 5 Kg de adubo orgânico por cova. Faz-se irrigação no período seco. Não tolera clima frio.

Colheita: colhem-se os frutos quando começarem a amadurecer.

52) Salsaparrilha (Smilax officinallis)

Multiplicação: por semente, raiz ou brotos do caule próximo à raiz;

Cultivo: Ocorre em todo o Brasil até o México, existem outras espécies do mesmo gênero que também têm as mesmas finalidades. O plantio deve ser feito no início da primavera. Como um cipó, necessita de tutoramento. Prefere solos arenoargilosos. Vegeta bem em sombra de árvores. O enraizamento é melhor em solos aerados e férteis, com matéria orgânica. Não é exigente em água, embora responda a irrigação espaçosa. O espaçamento pode ser feito semelhante a cultura da uva ou do maracujá (4m X 2m)

Colheita: colhem-se as raízes no outono, principalmente.

Outras plantas trepadeiras:

melão de são Caetano, melão, vagem, pepino, fava, cipó almécega, etc.

c) - PLANTAS ARBUSTIVAS DE PORTE MÉDIO

Plantadas em áreas livres, aradas, gradeada e com correção da acidez do solo. O plantio e a adubação orgânica devem ser feitos diretamente nas covas ou em sulcos. O espaçamento varia de acordo com as espécies a plantar e fica em torno de 60cm a 2 m entre plantas.

53) Alfavaca cheirosa (Ocimum basilicum)

- Multiplicação: por estaquia (mudas) e por sementes;

- Cultivo: planta-se as mudas com 15cm de altura, em espaçamento de 30cm X 1m;

- Colheita: as folhas podem ser colhidas o ano todo, principalmente no período em que estiver florando. Para a conservação das folhas e botões florais, seque-as em local ventilado e à sombra, acondicionando-as em vasilhame sem ar.

54) Boldo do Brasil (Coleus barbatus)

Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas) e sementes;

Cultivo: Existem 4 espécies de boldos. O boldo comum, o boldo europeu e o boldo Vernônia, que se adaptam em solos secos e em qualquer clima, o boldo do Chile não. É melhor cultivá-los, plantado-os em covas com bastante matéria orgânica. O boldo comum necessita de 1 metro de espaçamento entre plantas, a Vernônia necessita de pelo menos 2 metros e o boldo europeu 0,5m. Respondem bem quando irrigados;

Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

55) Cana do brejo (Costus spicatus)

Multiplicação: reproduz-se por estacas;

Cultivo: as mudas devem ser plantadas em solos úmidos e ricos em matéria orgânica, em covas individuais, em sulcos contínuos ou em canteiros. O espaçamento entre os sulcos deve ser de 1m.

Colheita: colhem-se as folhas e talos o ano todo.

59) Curraleira (Croton antisyphiliticus)

Multiplicação: por semente (ou mudas);

Cultivo: Ocorre em regiões de clima ameno, regiões montanhosas: MG, SP, ES, RJ, BA, principalmente em pastagens próximas ao curral do gado, por isso o seu nome. Planta-se por mudas ou sementes em covas com espaçamento de 1 metro. O terreno deve ser seco e rico em matéria orgânica.

Colheita: colhem-se as folhas ou raízes durante o ano todo.

57) Erva macaé (Leonurus sibiricus)

Multiplicação: semente e estacas do ramo;

Cultivo: não é exigente em solos. Deve ser cultivada em terrenos secos, arejados e adubado com húmus nas covas. O espaçamento deve ser de 0,5 metro entre as plantas e 1m entre as fileiras;

Colheita: colhem-se as folhas e flores durante a floração.

58) Erva cidreira (Melissa officinalis)

Multiplicação: por sementes e estacas;

Cultivo: em solos secos, arejados e férteis. O plantio pode ser feito o ano todo mas, de preferência na primavera. Exige irrigação nos períodos secos.

Colheita: folhas e galhos tenros, na época da floração principalmente.

59) Estramônio (Datura stramonium)

Multiplicação: por sementes;

Cultivo: prefere solos secos e arejados, ricos em matéria orgânica. Não tem preferência por clima. O espaçamento ideal é de 1 metro entre plantas;

Colheita: colhem-se as flores e folhas durante a floração.

60) Gervão (Stachytarphetta cayenensis)

Multiplicação: por sementes e estacas (mudas);

Cultivo: planta que se desenvolve em todo o Brasil. Prefere solos secos arenosos ou arenoargilosos, profundos. O plantio deve ser feito na primavera observando o espaçamento de 1 metro entre plantas. A irrigação somente deve ser feita nos períodos de estiagem;

Colheita: colhem-se as folhas e raízes no período de floração.

61) Girassol (Helianthus annuus)

Multiplicação: sementes;

Cultivo: planta originária das Américas, cultivada a mais de 3000 anos. Exige solos profundos e férteis, sem acidez, secos. Responde bem a irrigação nos períodos sem chuvas. O espaçamento é de 1 metro entre sulcos e 50 centímetros entre plantas. A adubação deve ser com húmus à base de 2 Kg por metro de sulco;

Colheita: colhem-se as folhas, e a semente quando esta estiver madura.

62) Maria-preta (Solanum americanum)

Multiplicação: sementes;

Cultivo: Não é exigente em solos, mas desenvolve-se melhor em solos orgânicos. Pode ser plantada em canteiros ou em sulcos distanciados 1 metro um do outro;

Colheita: colhem-se as folhas quando a planta estiver florida, de preferência.

63) Panacéia (Penax quinquefolium)

Multiplicação: por sementes e estacas do caule ou raiz;

Cultivo: planta brasileira, ocorre em todo o país, principalmente ES, MG e BA. Prefere solos secos e arejados, arenoargilosos e com alguma matéria orgânica. O plantio deve ser feito no início da primavera em espaçamento de 1 metro entre plantas.

Colheita: colhem-se as folhas o ano todo.

64) Pariparoba (Potomorphe umbellata)

Multiplicação: por sementes, estacas do caule e raiz;

Cultivo: planta brasileira, ocorre do Paraná a Amazônia. Prefere solos úmidos, fofos e arenoargilosos com bastante matéria orgânica. O espaçamento deve ser de 1,5 metros entre plantas;

Colheita: colhem-se os frutos, raízes, cascas do caule e folhas.

Outras plantas com aspectos culturais semelhantes:

fedegoso, assapeixe, pacová, colônia, erva baleeira, arrebenta cavalo, guiné, etc.

d) - PLANTAS ARBUSTIVAS MAIORES:

Usa-se uma área maior do terreno por serem pequenas árvores. Nesse caso o preparo do solo resume-se a abrir uma cova de 40cm de largura por 40cm de profundidade e adubá-la bem com matéria orgânica.

65) Algodão (Gossypium herbaceum)

Multiplicação: por sementes, para plantio direto ou para produção de mudas.

Cultivo: plantio em terrenos áridos, de fertilidade mediana, neutros, com espaçamento de 1,0m por 2m.

Colheita: colhe-se a casca da raiz para uso no mesmo dia. Os caroços quando maduros ou frutos ainda verdes para combater piolhos e outros ectoparasitas com o sumo destes. Seque as sementes ao ar livre sobre sacos de pano, após retirar as fibras esbranquiçadas.

66) Ameixa amarela (Prunus domestica)

Multiplicação: reproduz-se por sementes;

Cultivo: Plantio de setembro a outubro em solos férteis, compactos e permeáveis, em climas frios e em locais altos;

Colheita: colhem-se as folhas após o 3o ano, o ano todo, principalmente as folhas mais velhas, devendo-se retirar os pêlos da parte inferior da folha. Os frutos são colhidos de julho a setembro e retiradas as sementes (4 a 5) que são ricas em princípio ativo. As folhas, depois de secas à sombra, são acondicionadas em vasilhames na ausência de ar.

67) Amora (Morus migra)

Multiplicação: multiplica-se por estaquia dos galhos ou da raiz (para produção de mudas)

Cultivo: em espaçamento de 3m X 3m. Por ser planta perene, pode efetuar-se nos primeiros 2 anos o plantio de outras plantas consorciadas;

Colheita: folhas ou frutos. Os frutos devem ser usados imediatamente para fazer licor ou salada de frutas ou ainda máscara facial. As folhas e cascas podem ser secas à sombra e guardadas em vasilhame sem ar.

68) Azeitona da praia - Tarumã (Vitex tarumã)

Multiplicação: reproduz-se por sementes e por estacas;

Cultivo: como um arbusto exige espaçamento de acordo com a projeção de sua copa, pouco existente em solos. Prefere os arenoargilosos do litoral do Rio de Janeiro até o Nordeste;

Colheita: colhem-se as folhas durante o período da floração (outubro/novembro). O fruto é comestível

69) Guandu (Cajanus cajan)

Multiplicação: sementes;

Cultivo: planta originária da Índia. É uma leguminosa e serve também como forrageira para animais e ainda como adubação verde. Desenvolve-se em todo Brasil, embora prefira clima quente e úmido. Não tolera terrenos encharcados. O espaçamento é de 1 metro entre plantas e 1 m entre fileiras, podendo ser maior se deixar a planta por mais tempo. Não necessita de adubação, basta fazer correção e preparar o solo;

Colheita: colhem-se as folhas e flores durante o período de floração.

70) Jurubeba (Solanum paniculatum)

Multiplicação: sementes e estacas da raiz;

Cultivo: Não é exigente em solos. Planta-se na primavera em terrenos preparados e adubados com húmus. O espaçamento preferido é o de 2 metros entre plantas;

Colheita: os frutos são colhidos no outono e as raízes e folhas o ano todo.

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Romã


Características da Planta: Suas folhas nascem isoladas na ponta das ramas, por meio de cinco ligações. As folhas possuem uma nervura principal que ramificam em secundárias, dispostas como as barbas de uma pena de ave.

Indicações Terapêuticas:

As folhas de romãzeira são muito eficientes nos tratamentos de pele, cabelo, unha, juntas, articulações, ossos, vermes, bactérias e doenças degenerativas, reumatismo e males da velhice, mesmo que esses males apareçam em crianças ou jovens; possui um vínculo com o sangue e com o equilíbrio dos intestinos; também são usadas para diarréias e solitárias.

romã no tratamento de diversas doenças. O chá feito com as folhas é usado para lavagens dos olhos e o chá produzido a partir das cascas dos frutos é usado nas infecções de garganta, em diarréias e desinterias crônicas. Estudos fitoquímicos descritos na literatura mostram que as cascas do fruto são ricas em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonóides, glicosilados, antocianinas, glicosídeos e ácidos graxos.

As cascas das raízes da romãzeira são ricas em alcalóides. O pericarpo apresentou atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus; Clostridium perfingeda e também foram isolados taninos elágicos, que apresentam propriedades cicatrizantes. A romã, cujo nome científico é Punica granatum, pertence à família das punicáceas. Nativa da Pérsia e cultivada no Irã desde 2000 AC, foi levada pelos fenícios para o Mediterrâneo de onde se difundiu para as Américas, chegando ao Brasil pelas mãos dos portugueses.

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A alcachofra (Cynara scolymus L.) é uma planta herbácea que atinge até 1,50m de altura. Suas folhas são grandes, podendo chegar a mais de 1m de comprimento. As variedades existentes são a alcachofra comum, a alcachofra hortícola e a alcachofra cultivada. É um vegetal originário da região mediterrânea que costuma ser cultivada como alimento, planta medicinal ou ainda, como planta ornamental.

Receita de como preparar na proxima pagina

25.01.06

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Mensagem aos amigos

É normal consideramos uma pessoa bonita quando seus traços faciais e o seu corpo têm certa harmonia e nos agrada. No entanto, todos nós sabemos que há pessoas bonitas no físico, mas não no caráter. Assim, quando nos deixamos atrair por esse tipo de pessoa, somos arrastados para baixo.

A pessoa verdadeiramente bela o é em seu caráter, em seu coração e em suas ações. Pessoas assim nos encantam, nos iluminam e são um estímulo para que migremos de nossa natureza inferior para aquilo que temos de melhor.

Sim, todos nós podemos trilhar o caminho da beleza se compreendermos e aceitarmos o que foi dito acima, podendo, dessa forma, esculpir, a cada dia, pensamentos, sentimentos e atos cada vez mais belos

PAULO A. S. RAFUL
LAURO DE A. S. RAFUL

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Outros nomes populares: espirradeira, oleandro, flor-de-são-josé, loureiro-rosa e loandro-da-índia
*Constituintes Químicos: oleandrina, neriantina
*Contra Indicações: tóxica, uma única folha pode causar envenamento.
*Parte Tóxica: Toda planta, mesmo depois de morta.
*Dose Letal: 0,18 g da planta pode causar a morte de um homem de 80 Kg.
*Sintomas da Intoxicação: dores abdominais, pulsação acelerada, diarréia, vertigem, sonolência, naúsea, vômitos, coma e morte. Os sintomas podem ocorrer várias horas após a ingestão

Obs: Cerca de 15-20 g, pode matar um bovino ou um eqüino. Existem casos registrados de morte de humanos em decorrência de intoxicação.

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Babosa

Aloe vera: toma-se em jejum durante uma semana para males do fígado, icterícia, prisão de ventre, bílis e estômago. O sumo triturado com mel é usado para bronquites e certos tipos de câncer. O uso interno deve ser evitado para gestantes, por quem sofre dos ovários, bexiga, hemorróidas e rins. Usa-se o líquido externamente para reumatismo, varizes, hemorróidas , doenças da pele, tumores, queimaduras e para prevenir rugas e flacidez. Embeleza e fortalece o cabelo, evitando a queda e a caspa.

Receita de como praparar na proxima pagina.

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Nomes Populares Alfavaca cheirosa, manjericão grande-erva real, manjericão dos cozinheiros
Nome Científico Ocimum basilicum / família Labiadas
Planeta Marte
Origem O nome deriva do grego basileus que significa rei. Originário da Índia.

Receita de como preparar na proxima pagina.

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carqueja

Baccharis crispa: o chá das raízes é diurético, indicado para combater azias, males do fígado, sinusites, doenças da pele e venéreas.

Receita de como preparar na proxima pagina.

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capim santo

Capim-limão (Cymbopogon citratus): capim marinho, capim-santo, erva-cidreira, calmante ou sedativo antiótico e hipnótico.

Receita de como preparar na proxima pagina.

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arnica

03 Arnica: Contra dores generalizadas ou não, sendo famoso o chá de arnica, depois de contusões; boa para traumatismos, ferimentos e febres, sendo indicada como diurético e estimulante.

A Receita está na proxima pagina.

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alho

02Alho: Para doenças do aparelho respiratório. É a base de muitos "remédios" contra resfriados, catarros, tosses, vermes, febres e anti-inflamatórios.

logo abaixo está a Receita de preparo desta planta.

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alfazema

Alfazema: Calmante, tônica, anti-espasmódica, digestiva, boa para tosses e bronquites.

Anti-reumática, analetica, febrifuga, atidiarretica, antidisenterica, tônica, afrodisiaca, antibacteriana, analgesica.

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cedro

Anti-seborréica, anti-séptica, aromática, calmante, condicionante, desinfetante, desodorante, fixadora, fortalecedora dos cabelos, fungicida.

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agriao

O agrião é uma planta de características medicinais muito conhecidas. Atualmente, é muito utilizado em combinação com o mel de abelha, para a fabricação de xaropes ou sprays que destinam-se a combater problemas na garganta ou pulmonares, tais como tosse, rouquidão, etc.

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Irrigação

autor: Redação RuralNews
data: 21/03/2007

É a maneira de fornecer água ao solo, nas quantidades adequadas e nas épocas indicadas, para que haja um bom desenvolvimento das plantas e que elas tenham uma boa produção quando há falta de chuvas ou quando elas não forem bem distribuídas durante o ano.

Todas as plantas necessitam de água, não só para sobreviver mas, também, para que possam ter uma boa produção, no mínimo satisfatória. Normalmente, essa água é lhes é fornecida pelas chuvas. É necessário, porém, que as chuvas sejam bem distribuídas durante o ano, por que as plantações não dependem somente do volume de águas que caem sobre elas mas, e principalmente, dos períodos em que isso ocorre. Chuvas fora de época ou em quantidade não condizente com a plantação, podem prejudicar ou mesmo acabar completamente com uma plantação.

Um sistema de irrigação é, portanto, uma garantia a mais e vital para o sucesso de uma plantação, para pastagens e para qualquer cultura, inclusive reflorestamentos, pois concorre para um melhor desenvolvimento das plantas, para sua maior produtividade e para a obtenção de produtos melhores.

A irrigação não é uma prática moderna, pois já era praticada há cerca de 4.500 anos. Podemos mencionar que no ano 2.100 aC, o famoso rei Hamurabi iniciou uma grande obra de irrigação na Babilônia. No Egito, o faraó Amenemat III construiu um canal ligando o rio Nilo ao lago Meri, de onde a água era distribuída para irrigação. Os chineses já construíam canais de irrigação em 2.000 aC, já na Índia isso ocorreu por volta de 1.000 aC.

Antes da descoberta da América, os Incas no Perú, os Astecas no México e os Pimas, nos EUA, já praticavam a irrigação em suas plantações. Como podemos perceber, a irrigação é um processo que já existia bem antes dos padrões técnicos atuais e pode ser executada com facilidade, dependendo do grau de necessidade e das facilidades da região.

No Brasil, a irrigação foi introduzida pelos padres jesuítas, na época da colonização, utilizando-a em culturas de arroz, nos estados do Rio de Janeiro. Atualmente, a irrigação é amplamente utilizadas nas plantações brasileiras, por iniciativa dos produtores rurais ou com ajuda do governo. Existe um enorme projeto de irrigação em andamento no país, onde as águas do Rio São Francisco irão irrigar uma enorme área onde plantar é muito difícil ou mesmo impossível, devido a seca característica da região.

Em algumas áreas, a irrigação já é uma realidade e onde antes nada crescia, hoje existem grandes plantações, entre elas a vinicultura. Quando esse projeto estiver totalmente implantado, as águas do São Francisco deverão atingir extensas regiões áridas, tornando-as altamente produtivas, como já vem ocorrendo em grandes lavouras de frutas voltadas, principalmente, para a exportação. Com uma irrigação adequada e devido ao clima propício, essa região do vale do São Francisco poderá se tornar a maior produtora e exportadora de frutas do mundo.

Vantagens da Irrigação

São grandes os benefícios provenientes da irrigação de plantações, podemos destacar os seguintes:

1. A lavoura passa a não mais depender somente das chuvas para receber a água de que necessita para seu desenvolvimento e para uma produção adequada;

2. Aumenta a produtividade das lavouras, por que a água lhe é fornecida em quantidades satisfatórias e nas épocas mais indicadas;

3. Pode ser empregada como um dos meios mais eficientes para manter o bom desenvolvimento das plantações;

4. Possibilita 2 ou mais colheitas por ano, em regiões que normalmente produzem somente uma colheita nesse mesmo período;

5. É uma das melhores e mais eficientes maneiras de combater as ervas daninhas ou invasoras, principalmente quando é adotado o método da sua submersão ou invasão nas lavouras como a de arroz, por exemplo;

6. Pode ser utilizado, também, no combate de algumas pragas da lavoura;

7. Protege as plantações contra os efeitos das geadas;

8. É de grande eficácia no combate à salinização do solo;

9. A adubação, com produtos solúveis em água, torna-se muito mais fácil e eficiente;

10. Melhora as condições gerais do solo, quanto à sua consistência, fertilidade, etc
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Controle da acidez, calagem e época para a adubação do solo

Os solos variam muito em relação à sua acidez. Esta variação ou grau de acidez é medida através da análise do solo, tendo como unidade de medida o pH, com uma tabela indo de 1 a 14 graus. De 1 a 6 pH, significa que o solo é ácido; pH 7 representa o neutro e pH acima de 7 e até 14, que ele é alcalino.

De um modo geral, as plantas aceitam melhor um pH de 6 a 7 ou um pouco mais, embora cada planta tenha um pH mais indicado para o seu desenvolvimento.

Quando o pH do solo é muito baixo, isto é, ele é muito ácido, devemos fazer uma correção para diminuirmos essa acidez. Para isso, usamos a calagem, ou seja, a incorporação de cálcio ao solo a ser corrigido.

Podemos empregar, para isso, pedras calcárias bem pulverizadas, farinhas de ossos ou de ostra, cal virgem ou extinta ou outro calcário, desde que economicamente viável. A quantidade de cada produto a ser aplicado depende do resultado da análise do solo.

Época para a adubação do solo

A adubação pode ser feita antes do plantio, junto com ele ou depois da plantação e nas épocas mais indicadas para cada uma delas. No caso das hortas, por exemplo, preparamos os canteiros e adubamos bem, com bastante adubo orgânico (estercos, compostos, etc.), jogando-o sobre todo o canteiro, misturando-o com a terra e depois aplainando a superfície.

Podemos, também, preparar o canteiro, colocar o adubo nas linhas ou sulcos e depois, sobre ele, lançamos as sementes, cobrindo-as com uma fina camada de terra, já misturada ao adubo. Pode-se, ainda, adubar somente as covas, o que é mais usado no plantio de arbustos e árvores frutíferas ou não.
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Agrometeorologia

A agrometeorologia trata da meteorologia aplicada às necessidades dos agricultores, para que estes possam contar com informações vitais às suas lavouras. Os dados obtidos através do estudo das condições e variações climáticas são tão importantes para os agricultores que pode significar a diferença entre uma boa safra e o prejuízo total.

A agricultura, como a maioria das atividades rurais, é um empreendimento de risco, e sempre dependeu da "boa vontade" do clima e da "sorte " dos agricultores. Nos últimos anos, devido à melhoria na precisão das previsões climáticas, principalmente pelo uso de satélites e de computadores com softwares especializados, os agricultores podem contar com um auxílio muito valioso para evitar prejuízos e maximizar suas produções.

Basicamente, os dados meteorológicos mais relevantes para a agricultura são:

- umidade relativa do ar;

- possibilidade e quantidade de chuvas;

- possibilidade e quantidade de precipitações de granizo;

- ocorrência de geadas e ventanias;

- temperatura do ar e do solo;

- radiação solar.

Temos que fazer uma ressalva no que diz respeito às radiações solares pois, com o aumento do buraco na camada de ozônio e o fortalecimento do efeito estufa, a incidência de radiações solares já apresenta efeitos negativos sobre a agricultura, o que deverá se intensificar nos próximos anos, caso não comecemos a reverter este processo.

Tendo em vista a disponibilidade dos dados acima, os agricultores podem tomar decisões estratégicas da maior importância, como a programação mais eficiente do plantio, colheita, aplicação de defensivos e fertilizantes. Além disso, podem evitar ou minimizar danos causados por geadas, granizo ou frio intenso.

Um aspecto da maior importância, do qual o agricultor deve tomar conhecimento, é a diferença entre clima e tempo. O clima pode ser definido como as características dos fenômenos atmosféricos inerentes à uma determinada região e de acordo com a época do ano. Por exemplo, é uma característica do clima da cidade do Rio de Janeiro, durante o mês de Janeiro, uma temperatura média de 33ºC.

O tempo diz respeito a fenômenos atmosféricos em um determinado momento. Uma forte ventania, geada ou chuva, caracterizam condições do tempo de um dia específico.

Com essas definições bem claras, o agricultor deverá programar o cultivo de lavouras que se adaptem bem às condições climáticas da região onde se encontra a sua propriedade rural. Além disso, deve ficar em constante monitoramento das condições do tempo, para não ser pego desprevenido por condições desfavoráveis, que possam implicar em prejuízos ou, ainda, aproveitar as condições de tempo favoráveis, para realizar procedimentos, como plantio, colheita, etc., com maior eficiência
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O humus das minhocas

Humus é um produto orgânico, inodoro, leve, macio, solto, finamente granulado, asséptico e rico em sais minerais assimiláveis pelas plantas. É estável, com pH 7 (neutro) e, portanto, não mais sujeito a fermentações podendo, por essa razão, ser colocado diretamente sobre as raízes das plantas.

O humus nada mais é do que uma substância rica em matéria orgânica em decomposição, usado para formar a cama do canteiro ingerido pelas minhocas e que sofrendo o processo da digestão, mas não sendo por elas absorvido, é eliminado como fezes. Além disso, ele é muito rico em macronutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, bem como de micronutrientes, entre os quais zinco, ferro, cobre, boro, molibdênio e cloro.
Possui, ainda, uma grande e variada flora microbiana e uma série de hormônios fitoreguladores, essenciais para maior fertilidade natural do solo.

Outra qualidade importante do humus é que ele é um corretivo do solo, combinando-se com ferro, alumínio e manganês, além de outros elementos que, quando em excesso, podem se tornar tóxicos. A composição do humus, naturalmente, varia de acordo com o material usado nos canteiros e os alimentos suplementares fornecidos para a alimentação das minhocas.

O humus tem, ainda, 250 a 300 milhões de elementos vivos, enquanto uma terra roxa, argilosa, possui 150 milhões, sendo que isso é um dos principais fatores de melhoria do solo, pois ajuda a absorver o adubo químico, quando é usado em doses moderadas pois, em doses elevadas, os adubos químicos podem matar toda a vida do solo, ou seja, os microrganismos nele existentes.

autor: Redação RuralNews
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Fertilidade física do solo

A fertilidade de um solo depende de vários aspectos, que precisam ser favoráveis para que nele possa ser desenvolvida a atividade agrícola. A preocupação dos agricultores, no que diz respeito ao solo, está associada à sua fertilidade. Tal fertilidade, como já foi dito, pode ser "medida" de várias formas e sob alguns pontos de vista.

O que é a fertilidade física de um solo? Nada mais é do que o conjunto de características físicas que este solo precisa ter para ser considerado mais ou menos fértil. Esta fertilidade depende da presença de oxigênio no solo, pois sem ele, os vegetais não se desenvolvem bem e a atividade agrícola fica prejudicada. De uma maneira geral, podemos dizer que a presença de uma boa quantidade de oxigênio aumenta a produtividade da plantação.

Não pode haver grandes quantidades de Alumínio e Manganês no solo, o que está ligado ao pH, que deve ser o mais adequado possível, para cada diferente cultura. Uma análise de solo é sempre recomendável, para que o pH seja determinado e que possíveis correções sejam feitas.

Outra importante e vital característica física que o solo deve apresentar para que se presta à agricultura é uma boa capacidade de infiltração de água. Solos impermeáveis ou com pouca capacidade de infiltração não são bons para a agricultura e devem ser "consertados" ou simplesmente descartados para esse uso.

Além das características físicas do solo, propriamente ditas, devemos ressaltar outro fator importante para que se saiba qual é a capacidade ou fertilidade do solo: a quantidade e a qualidade de vida existente nele. Minhocas, por exemplo, são ótimas para tornar o solo mais fértil e produtivo. A vida no solo deve ser rica e diversificada, num ecosistema saudável, para abrigar atividades agrícolas.

Tecnologia a serviço do solo e da agricultura
Para que o solo seja bem aproveitado, devemos utilizar sempre as melhores tecnologias disponíveis. Como a atividade agrícola causa uma forte alteração no sistema ecológico nativo, deve ser feita de forma a criar um novo sistema, balanceado e saudável através da utilização de técnicas como a adubação, irrigação, etc.

A principal função do trato do solo é mantê-lo sempre favorável ao plantio e ao desenvolvimento agrícola, principalmente através da sua renovação constante que é feita, principalmente, através da adição de matéria orgânica

autor: Redação RuralNews

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Produção de composto

O composto é um adubo orgânico, preparado, em volume, na seguinte proporção: esterco de qualquer animal - 1 parte; restos vegetais - 2 partes. O esterco age como um inoculante de microorganismos e, em caso de necessidade, pode ser substituído e na mesma proporção (1:2), por um composto feito anteriormente, mas que ainda esteja em fermentação. Também o composto de lixo pode ser usado, com o mesmo propósito e na mesma proporção que o obtido na propriedade rural.

A massa que estiver sendo trabalhada deve ser mantida sempre úmida, mas não encharcada. Além de ser o mais barato de todos os adubos, mesmo o vendido no comércio, o composto pode ser empregado, de um modo geral, em qualquer lavoura, sem a necessidade de adicionar fertilizantes minerais ou inorgânicos, como vem sendo provado em muitos sítios e fazendas e, também, em pesquisas.

Como já mencionamos, para preparar o composto são necessárias matérias vegetais e estercos ou resíduos animais, sendo esses últimos que fornecerão os microorganismos que irão fermentar os resíduos vegetais, de difícil fermentação.

Para "fazermos" o composto, devemos demarcar, em um terreno seco, livre de enxurradas, alagamentos ou inundações, o local em que ficará empilhado o material para a produção do composto. Em seguida, colocamos, primeiro, uma camada de 30cm de espessura de matéria vegetal como capins cortados, folhas, gramas cortadas, etc., mesmo que estejam contaminados por pragas ou doenças porque, com a fermentação que produz temperaturas de 60 a 70 ºC, todo o material ficará esterilizado.

Sobre a camada vegetal, colocamos uma de esterco e assim vamos alternando as camadas vegetais e de esterco. Quando não dispusermos de esterco, podemos utilizar no seu lugar a mesma quantidade de um composto anterior, mas que ainda não esteja na fase de fermentação.

Também o composto de lixo, ainda em fermentação, que pode ser adquirido em uma usina de beneficiamento de lixo, pode ser empregado, nas mesmas quantidades, para fazer um novo composto. Uma tonelada de composto, eqüivale a 2 metros cúbicos do mesmo material, o suficiente para adubar 1 hectare.
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Adubação com Esterco de Coelho

O esterco de coelho é um dos melhores adubos orgânicos que podem ser utilizados na agricultura, se comparado com o de outros animais. Nas análises químicas, esse tipo de esterco se mostrou superior, em comparação ao de outros animais.

Seu valor como fertilizante é muito grande e o seu emprego pode ser feito, com grande sucesso, em qualquer plantação, horta ou jardim.

O esterco de coelho é muito rico, principalmente em nitrogênio, fósforo e potássio, segundo comprovam análises feitas por vários departamentos técnicos de universidades no Brasil e no exterior, e nas quais foram encontrados os seguintes resultados:

Nitrogênio 2,48% Fósforo sob a forma de anidrido fosfórico 2,50% Potássio, como óxido de potássio 1,33%

Além desses elementos, são encontrados no esterco do coelho, embora em menor quantidade, cálcio, sódio, magnésio, enxofre, etc.

Quanto ao fato de termos afirmado que o esterco de coelho é superior ao de outros animais, podemos verificar pelos dados a seguir, de acordo com as percentagens obtidas em análises realizadas:

****coelho galinha porco carneiro cavalo vaca
Nitrogênio 2,48% 1,75% 1,00% 1,00% 0,60% 0,50%
Fósforo 2,50% 1,25% 0,40% 0,35% 0,25% 0,30%
Potássio 1,33% 0,85% 0,30% 0,60% 0,50% 0,45%

Segundo cálculos realizados, baseados em observações, 100 coelhos, em um só ano, podem produzir de 5000 a 6000 quilos de esterco. Essa quantidade é suficiente para adubar 1 hectare de terra e sua distribuição pode ser feita 1, 2 ou 3 vezes por ano.

Se o esterco for adicionado à palhas, restos e outros materiais, pode atingir muitas toneladas, dando, assim, para adubar uma área bem maior.

É aconselhável não usar esterco fresco de coelho, porque pode ?esquentar? muito e queimar as plantas. Outro cuidado a ser observado é evitar empregar esterco de coelho em plantações destinadas à alimentação desses animais, para evitar a disseminação de alguma doença.

Todo criador deve ter uma boa esterqueira para aproveitar esse elemento de tão grande utilidade na adubação de qualquer plantação e que por isso tem um grande valor, podendo ser aproveitado pelo próprio fazendeiro ou vendido a outros produtores rurais. Além disso, as esterqueiras ou fossas especiais, evitam o mau cheiro, fermentações excessivas, a proliferação de germes e a disseminação de doenças.

Sendo misturado com palhas, capins, sabugo de milho, palha de arroz ou qualquer outro material absorvente, sua qualidade melhora porque a urina é absorvida e fixada, não escorrendo, perdendo-se por filtração e evaporação.

Para diminuir a perda de nitrogênio, é aconselhável adicionar 10% de super fosfato, porque este elemento, combinado com o amoníaco, forma um sal não volátil que, não se evaporando, permanece no adubo, mantendo suas boas qualidades.
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Adubação

Quando a camada do solo ou a quantidade de humus vai diminuindo devido à erosão ou às plantações feitas nele, ou a ambos, só há uma forma de evitarmos o seu enfraquecimento: com a adubação.

Através da adubação, fazemos a reposição dos elementos que o solo perdeu. Há dois tipos de adubação: a química, com o emprego de adubos químicos, fabricados pelo homem ou naturais, por ele extraídos de minas e adubos orgânicos compostos por matérias animais ou vegetais, inclusive estercos de animais como coelhos, aves, etc., depois de decompostos.

Os estercos devem ser curtidos antes de aproveitados como adubos, para evitar que, fermentando, ?queimem? as plantas. Os valores nutrientes dos estrumes variam de acordo com os animais que os produzem, dependendo da sua composição. Além disso, o adubo orgânico melhora as condições físicas do solo, tornando-o mais solto e arejado.

Quanto à adubação mineral, serve para devolver à terra os elementos minerais que dela foram retirados ou para incorporá-los ao solo, corrigindo-o quando este for pobre nesses elementos. Os principais elementos para a adubação química são chamados de macroelementos relacionados a seguir:

- Nitrogênio (N): que atua na cor e desenvolvimento das plantas, nos seus grãos e no seu teor de proteína;
- Fósforo (P): influi, principalmente, na floração, produção dos frutos e de sementes e
- Potássio (K): contribui para maior resistência das plantas, inclusive às doenças.

Como fontes de nitrogênio, temos uréia, salitre do Chile e sulfato de amônio; de fósforo, as farinhas de ossos e ostras; e para o potássio, sulfato e cloreto de potássio e cinzas. Naturalmente, eles só devem ser incorporados ao solo quando necessário, nas quantidades certas e guardando uma proporção entre eles.

Os adubos vendidos no comércio apresentam a sua fórmula em NPK, traduzidos em números, nessa ordem e de acordo com a percentagem que cada um desses elementos entra na composição. Temos, ainda, em certos casos, adubações com os denominados microelementos como, por exemplo, o zinco

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O Solo

Toda a estrutura de uma propriedade rural se baseia na terra ou melhor, no solo, ou seja, a camada superior ou externa, em geral de cor preta, escura ou avermelhada da qual dependem, diretamente, todas as plantas do mundo e indiretamente, toda a vida animal desse nosso planeta.

Apesar de toda essa importância, o solo mede, em média, apenas 20 a 30cm de espessura. É dele que todas as plantas retiram os elementos nutritivos de que necessitam para germinar, crescer e produzir flores, frutos e sementes ? dele depende toda a humanidade. Onde o solo é destruído, nasce um deserto. É por essa razão que devemos fazer todos os esforços para preservar essa fina camada de terra.

Assim sendo, para que continue produzindo satisfatoriamente, não ficando fraco devido à perda dos elementos nutrientes que o compõem, devemos adotar algumas práticas para preservá-lo, conservando suas qualidades e evitando sua exaustão. Para isso, devemos:

- não deixar, nunca, a terra nua, sendo preferível deixá-la coberta até pelo ?mato?, a deixá-la exposta ao sol e principalmente às chuvas que, caindo e correndo sobre ele, levam os seus elementos ou matérias orgânicas e minerais para os rios, empobrecendo o solo que, com o correr dos anos, perde o seu valor. É a chamada erosão laminar;

- não fazer ?queimadas? que destroem o solo e, além disso, contribuem para o efeito estufa que assola o nosso planeta, cada vez mais intensamente;

- só derrubarmos árvores quando não houver outro jeito, respeitando o meio-ambiente e as áreas de proteção ambiental, criadas pelos governos, em todo o mundo. As árvores, além da sombra e da melhoria do ar, com suas raízes ajudam a firmar o solo, diminuindo os riscos de erosão, principalmente a laminar, a mais perniciosa;

- fazer plantações em curva de nível, por menor que seja a inclinação do terreno e, a intervalos regulares, quando for o caso, construir os ?muruduns?, evitando enxurradas e forçando a penetração da água no solo, o que faz com que seus efeitos sejam mais duradouros;

- não fazer plantações ?morro a baixo?

- fazer valetas ou terraços em morros, mas somente nas curvas de nível;

- não deixar barrancos nus, mas com plantas que seguram a terra e, quando necessário, fazer muros de arrimo ou proteções especiais para segurá-los, com estacas, telas, barras, amarrações, etc.;

- em certos casos, revestir as valetas de escoamento com alvenaria de tijolos ou cimento, madeira bambus, etc., para conservá-las e evitar erosões.

Estes são alguns dos aspectos relevantes no cuidado com o solo. Existem um grande número de técnicas e providências a serem adotadas para se cuidar adequadamente do solo, como a adubação e a irrigação, por exemplo. Uma providência muito importante é consultar um engenheiro agrônomo, que poderá fazer uma análise mais detalhada das condições do solo e das ações necessárias para que sejam feitas as devidas correções ou a simples proteção dessa fina e importantíssima camada de terra.
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Estercos e Composto

Os adubos orgânicos, ou seja, os estercos, composto e resíduos vegetais industrializados, um tanto ?esquecidos? durante muito tempo estão, novamente, merecendo a atenção dos agricultores, principalmente devido ao elevado custo dos fertilizantes químicos e ao mal que alguns deles podem trazer à natureza.

Muitas são as fontes de matéria orgânica mas, entre as principais, economicamente, temos:

- adubos verdes - leguminosas, principalmente;
- esterco de animais - depois de curtidos;
- vinhoto ou vinhaça;
- linhito - depois de preparado como adubo;
- turfa;
- composto - produzido em usinas de lixo das cidades ou, então, preparados nas propriedades rurais, com materiais nelas encontrados, como resíduos animais e vegetais

Temos, ainda, como um excelente adubo orgânico, os resíduos obtidos dos biodigestores, após a produção de gás.

O composto é preparado, em volume, na seguinte proporção: 1 parte de esterco de qualquer animal e 2 partes de restos vegetais.

O esterco age como um inoculante de microorganismos e, em caso de necessidade, pode ser substituído e na mesma proporção (1:2), por um composto feito anteriormente, mas que ainda esteja em fermentação. Também o composto de lixo pode ser usado, com o mesmo propósito e na mesma proporção que o obtido na propriedade rural.

A massa que estiver sendo trabalhada, deve ser mantida sempre úmida, mas não encharcada. Além de ser o mais barato de todos os adubos, mesmo o vendido no comércio, o composto pode ser empregado, de um modo geral, em qualquer lavoura, sem a necessidade de adicionar fertilizantes minerais ou inorgânicos, como vem sendo provado em muitos sítios e fazendas e, também, em pesquisas.
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Potencialidade do solo

Historicamente falando, o potencial produtivo de um solo sempre foi avaliado de acordo com a fertilidade deste, ou seja, pela quantidade de nutrientes encontrados na terra. Apesar da importância desse dado, esta é apenas parte das características necessárias para que um solo possa ser considerado de grande potencial produtivo.

Uma planta, ou uma plantação precisa ser ?bem nutrida? e isso não só acontece se há uma quantidade suficiente de nutrientes na terra mas, também, se a planta ou plantação consegue absorver devidamente esses nutrientes através da água disponível no solo e se ela consegue metabolizar, através do processo de fotossíntese, os nutrientes que foram absorvidos.

Para que haja a absorção e metabolização adequadas, a planta ou plantação, precisa de uma quantidade de oxigênio, que esteja disponível no solo. Sem uma aeração adequada, o solo, mesmo que rico em nutrientes, não será capaz de ?ajudar? a planta em seu processo de absorção de elementos nutritivos.

Como podemos ver, uma análise da quantidade e a qualidade dos elementos nutrientes num solo não é um dado definitivo para garantir bons resultados em uma plantação. A quantidade de água disponível no solo, sua permeabilidade a ela, além da aeração são fatores vitais para o desenvolvimento das plantas.

Não se discute que a quantidade e a qualidade dos nutrientes encontrados no solo, também chamada de fertilidade química, é o fator primordial para a viabilização de uma plantação. Por este motivo a correção das características químicas do solo é uma providência das mais importantes. Uma correta análise do solo e o uso de fertilizantes químicos ou adubação natural é uma premissa básica que deve ser adotada antes do plantio, durante o processo de desenvolvimento das plantas e após a colheita, antecipando um novo plantio.

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Adubação Verde

A adubação verde é um processo totalmente natural, que visa a proteção superficial do solo e a melhoria das características químicas deste. Todo o processo é independente de qualquer outro tipo de adubação.

Esta técnica consiste, basicamente, na rotação ou na sucessão de culturas, ou seja, em plantar na mesma área, de forma alternada ou sucessiva, diferentes culturas. Além disso, pode ser feito o plantio consorciado de culturas. Isto faz com que nenhum nutriente essencial à fertilidade do solo seja completamente exaurido e que sejam repostos o mais rapidamente possível.

Qualquer cultura retira do solo muitos nutrientes, cada uma, em proporções diferentes. Utilizando-se da adubação verde, o agricultor consegue evitar o esgotamento do solo, além de conseguir uma significativa melhoria na qualidade do mesmo, alcançando melhores resultados com suas plantações.

Segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a adubação verde traz muitos efeitos benéficos, como: aumentar o teor de matéria orgânica, desde que utilizada continuamente; diminui a erosão, protegendo o solo de chuvas fortes; aumenta a retenção de água no solo; recupera solos degradados e adensados; diminui a perda de nutrientes, como o nitrogênio; reduz a quantidade de plantas invasoras; favorece a proliferação de minhocas no solo e interrompe o ciclo e reduz o ataque de pragas e doenças.

As principais práticas de adubação verde são feitas das seguintes maneiras:

No outono / inverno

Trata-se de implantar novos cultivos, durante a entressafra de culturas comerciais de verão. Isso traz como vantagens, não só a melhoria do solo mas, também, um melhor aproveitamento de terras ociosas, controle de erosão e muitas das vantagens já mencionadas anteriormente.

Na primavera / verão

Fazer novas plantações, durante a entressafra das culturas de inverno. Suas vantagens são as mesmas, já citadas, no item anterior.

Combinação de culturas

Plantar nas entrelinhas da cultura principal, por exemplo, plantar feijão-de-porco nas entrelinhas de uma plantação de milho.
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Métodos ou Sistemas de Irrigação

São 4 os métodos de irrigação empregados nas lavouras ou plantações, sendo sua escolha feita de acordo com as circunstâncias, as necessidades de cada plantação, o suprimento de água disponível ou a preferência do produtor:

1. Infiltração, feita por gravidade ou através de sulcos e que pode ser superficial ou subterrânea. É o mais antigo método utilizado pelo homem;

2. Submersão ou inundação;

3. Aspersão ou chuva artificial;

4. Gotejamento.

Infiltração

É a penetração de água no solo, o que pode ser feito das seguintes maneiras: vertical, lateral ou ascendente. Por esse processo, a água, captada em rios, ribeirões, córregos, lagos, açudes, lagoas, poços, etc., é transportada até as plantações através de canais ou de tubulações principais, das quais saem sulcos secundários, entre as linhas ou canteiros das plantações. Nestes casos, a irrigação ou infiltração é superficial.

A infiltração também pode ser subterrânea, através de manilhas que possuem buracos ou orifícios em sua parede ou por túneis perfurados no próprio terreno, por arados adequados para esse serviço. Em todos os casos, porém, tem que ser atingido o objetivo da irrigação, que é fazer a água atingir as raízes das plantas.

Essa técnica de infiltração apresenta diversas vantagens, por esse motivo já vem sendo adota há muito tempo. É, atualmente, o método mais empregado no mundo, porque:

1. É o mais econômico de todos, pois dispensa máquinas e equipamentos dispendiosos, exigidos em outro sistemas de irrigação;

2. Quando a fonte de água fica a nível superior ao da área de irrigação, esta é feita por gravidade, dispensando o uso de diversos equipamentos, inclusive as bombas;

3. O fornecimento de água, por gravidade, está livre de problemas, como ocorre quando há falha numa bomba d?água num sistema que não utilize a força da gravidade;

4. Adotado o método da gravidade na infiltração, as perdas por evaporação são muito menores;

5. Os ventos não prejudicam esse tipo de irrigação, como ocorre, por exemplo, no sistema por aspersão;

6. Há economia na quantidade de água, porque sua distribuição não é feita sob pressão, como ocorre quando ela passa através de encanamentos;

7. Como a água caminha sobre o solo ou sob a superfície, não ocorre a lavagem de fungicidas e de inseticidas nele aplicados para o combate a pragas e doenças das plantações.

8. O sistema por gravidade, no entanto, apresenta inconvenientes porque exige o preparo do terreno, com seu nivelamento, a abertura de sulcos, a formação de curvas de nível, etc.

Inundação ou Submersão

Esse sistema de irrigação é muito empregado no Brasil há muitos anos, principalmente para a cultura de arroz.

Para evitar grandes despesas na sua implantação, os terrenos devem ter um declive suave, de 0,5 a 1%, pois isso facilita a drenagem dos tabuleiros durante a colheita e o manejo da água, bem como permite um subsolo impermeável e que haja uma diminuição das perdas de água por infiltração profunda.

De um modo geral, esse método consiste no fornecimento de água a tabuleiros, ou seja, porções de terrenos separadas por pequenos diques e nas quais a inundação pode ser periódica, quando é feita durante somente uma fase da cultura, ou permanente, quando é mantida durante todo o ciclo vegetativo da planta. O lençol de água empregado nesse tipo de irrigação, deve ter de 5 a 20 cm de espessura.

As formas dos tabuleiros podem ser geométricas regulares ou em curvas de nível, de acordo com a topografia do terreno em que se localizam as plantações.

Para haver uma aeração melhor do solo inundado, o lençol de água mantido nos tabuleiros deve estar sempre em circulação, o que é possível quando existe água suficiente para as necessidades das plantações.

Aspersão ou Chuva Artificial

Esse sistema de irrigação começou a ser empregado em 1929, havendo sido adotado nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, entre os quais a França, Inglaterra e Itália. O processo também é conhecido como ?chuva artificial? pois a água, por meio de aspersão, é realmente lançada para o ar, para cima e caindo sob a forma de chuva, irrigando as lavouras e os terrenos em que elas estejam plantadas. Esse método apresenta diversas vantagens, entre as quais:

1. Evita os serviços de preparação do terreno;

2. Pode ser empregado, praticamente, em terrenos de qualquer topografia;

3. O solo fica menos sujeito a erosões;

4. Exige menos mão-de-obra para sua implantação;

5. A distribuição da água é mais uniforme e lenta, embora isso dependa, em parte, da intensidade dos ventos;

6. A irrigação pode ser feita a qualquer hora do dia e da noite ou durante as 24 horas do dia;

7. Concorre para a maior incorporação do oxigênio e do nitrogênio atmosféricos, ao solo;

8. Promove melhor a distribuição de adubos solúveis, na água;

9. A umidade do ar é elevada de maneira acentuada, reduzindo, dessa maneira, a transpiração das plantas;

10. Sua eficiência é maior do que a dos demais sistemas de irrigação.

Para que a água caia sobre as plantações, como se fosse chuva, é necessário o uso de equipamentos especiais, que aspiram, bombeiam, através de encanamentos, para dispositivos especiais como aspersores ou tubos com orifícios na superfície, destinados a espalhar a água como uma verdadeira chuva artificial, sobre a plantação.

O sistema de irrigação por aspersão, no entanto, apresenta algumas desvantagens. Entre as quais, temos:

1. Remove da superfície da folhas, frutos e ramos, os fungicidas e inseticidas, prejudicando o combate às pragas e doenças que podem atacar as plantações;

2. A distribuição da água, de maneira uniforme, é muito prejudicada pelos ventos, quando sua intensidade ultrapassa determinados limites;

3. Exige determinadas despesas, às vezes elevadas, para a aquisição, geralmente de uma bomba d?água com motor, encanamentos e outros equipamentos necessários para o funcionamento do sistema de irrigação.

4. Para a irrigação por aspersão, é necessário um conjunto de instalações e equipamentos, que passamos a descrever:

- Estação de bombeamento, composta por uma fonte de água que pode ser um rio, um córrego, um riacho, uma lagoa, um lago, um açude, um poço, etc.;

- Um motor elétrico, a óleo diesel, a gasolina ou a gás natural;

- Tubulações, tanto a condutora ou principal quanto a distribuidora ou lateral, podem ser de metais ou de PVC. Essas tubulações são móveis, podendo ser mudadas de local, de acordo com as necessidades da plantação;

- Acessórios para os encanamentos: curvas, registros, vedadores finais, dispositivos para a distribuição de adubos, etc.;

- Aspersores ou tubos perfurados de diversas formas, tamanhos e potência, que servem para espalhar a água sobre toda a plantação.

Os conjuntos para aspersão podem ser de 3 tipos ou sistemas:

Móvel, portátil ou transportável

Ele se caracteriza, justamente, pela mobilidade da bomba que, em geral, é montada sobre rodas, o que facilita o seu transporte para as fontes de água em que será utilizada e que, normalmente, são as mais próximas das plantações a serem irrigadas. As tubulações, principal e lateral, também são móveis, podendo ser mudadas de posição e de local, de acordo com as necessidades. As mais modernas tubulações com aspersores são adaptadas sobre rodas, podendo ser rebocadas, aspergindo a água sobre toda a plantação. Isso facilita o trabalho e diminui o tempo gasto nas aspersões;

Tipo semifixo, semimóvel, semiportátil ou semitransportável

Nesse caso, ou tipo, a bomba ou unidade de potência e a tubulação principal são fixas no terreno, enquanto que os ramais ou linhas laterais são móveis, e podem ser de metal ou PVC;

Tipo fixo ou permanente

A característica desse último tipo é o fato de a bomba, a linha principal e todos os ramais serem fixos e subterrâneos. Somente os hidrantes ou tomadas ficam na superfície, onde são acoplados os aspersores. O custo desse tipo de irrigação é muito mais elevado do que os outros dois tipos, anteriormente descritos.

Gotejamento

É um método ou sistema de irrigação de grande eficiência, pelos resultados que apresenta. Sua adoção requer alguns materiais e mecanismos, ou seja:

- Uma fonte de água a nível superior ao das terras a serem irrigadas;

- Uma tubulação ou encanamento principal, para conduzir a água até o local da irrigação e distribuí-la por toda a rede de encanamentos;

- Canos mais finos, de menor diâmetro, para serem fixados à tubulação principal, formando uma rede de encanamentos por toda a área a ser irrigada;

- Bicos especiais para serem adaptados às extremidades de todos os canos que, fixados à tubulação principal, formam a rede de irrigação. É através desses bicos que a água sai, controlada pelas extremidades dos canos, irrigando o solo.Por esse sistema, a água, saindo da fonte de abastecimento, entra na tubulação principal, sendo por ela conduzida para a rede de canos mais finos e saindo através dos orifícios existentes nas extremidades desses canos, caindo exatamente no local desejado pelo agricultor, ou seja, próximo às plantas, para que a água, por infiltração, atinja suas raízes.

Esse método de irrigação apresenta uma série de vantagens, dentre as quais:

- Economiza muita água, pois sua quantidade é controlada pelo gotejamento;

- É fornecido a cada planta, somente o volume de água exigido para as suas necessidades;

- A água para a irrigação pode ser fornecida por gravidade, dispensando os custos com a aquisição e manutenção de bombas motorizadas;

- A irrigação pode ser suspensa a qualquer hora como, por exemplo, quando chove, o que economiza a água dos reservatórios e

- A rede de encanamentos não atrapalha os serviços normais em uma plantação como, por exemplo, capinas, colheitas, etc.

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Aplicação de Fertilizantes e Defensivos Através da Irrigação

Como já abordamos em outras matérias, a irrigação tem um papel de grande importância para o sucesso de uma lavoura, principalmente em épocas de estiagens prolongadas. Além dessa grande utilidade, levar água às plantações, o sistema de irrigação pode ser utilizado para combater pragas e para ajudar na fertilização do solo.

A aplicação de produtos químicos, defensivos agrícolas, é chamada de quimigação. No caso da aplicação de fertilizantes, o nome utilizado é fertirrigação. Estes são nomes genéricos, e dependendo do produto químico utilizado, recebe uma nomenclatura específica.

A utilização do sistema de irrigação para estes fins traz enormes vantagens para os agricultores, se compararmos aos outros métodos. Podemos citar, como vantagens:

- aumenta a velocidade de aplicação;

- necessita pouca mão-de-obra;

- é mais seguro para os operadores, reduzindo o risco de contaminações e doenças;

- apresenta um custo total muito menor, por não depender de grandes máquinas e de muita mão-de-obra;

- permite adubações em qualquer fase da cultura, sem risco de danificar as plantas; - maior homogeneidade ou uniformidade nas aplicações, reduzindo as perdas dos produtos aplicados.

Nem todos os produtos podem ou devem ser aplicados através desse método. Muitos não foram desenvolvidos prevendo quantidades ou mesmo a possibilidade de aplicação através desse método. Alguns, ainda, podem causar sérios danos ao sistema de irrigação, através da oxidação, ou seja, do ?enferrujamento? das partes metálicas do sistema.

A aplicabilidade desse método deve ser decidida através do parecer de um técnico agrícola ou engenheiro agrônomo, para que os resultados alcançados sejam os melhores possíveis.

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Sistemas e Métodos para a Irrigação de Café

Os produtores de café, principalmente nas épocas de estiagem, lançam mão da irrigação para garantir a produtividade da sua lavoura e até mesmo que ela não seja destruída pelos efeitos da seca.

Além disso, a utilização da irrigação na lavoura de café é importante, também, para regular a quantidade de água que as plantas recebem, o que pode aumentar a produtividade mesmo nas épocas em que a plantação não esteja sob a ameaça da estiagem.

Para irrigar sua lavoura de café, o agricultor pode utilizar alguns métodos distintos, basicamente os seguintes:

- aspersão: quando a água é ?lançada? em forma de chuva

- irrigação localizada: quando a irrigação atinge somente parte da área

- irrigação de superfície: quando a água é conduzida pelo solo

- irrigação de sub-superfície: quando há uma elevação do lençol freático

À partir desses métodos, existe um grande número de técnicas que os viabilizam, de acordo com as situações encontradas nas diversas plantações.

O gotejamento é o sistema de instalação mais barata, sendo utilizado em pequenas lavouras, podendo irrigar uma área de até 10 hectares.

Para áreas maiores, em terrenos planos ou com pouca declividade, o sistema mais indicado é o de pivô central que além de fazer a irrigação de maneira uniforme, permite com facilidade a fertirrigação, ou seja, a fertilização do solo através da utilização do sistema de irrigação. Em comparação com o gotejamento, seu custo é bem mais elevado.

Para a irrigação de áreas pequenas e médias de até, aproximadamente, 30 hectares, o mais indicado é a utilização do sistema de ?tripa?. Esse sistema utiliza-se de uma ?tripa?, por onde passa a água, que irriga a lavoura por esguichamento, que sai da tripa através de inúmeros furos feitos a laser. Esse sistema tem um custo de instalação bem menor, mas necessita de maior mão-de-obra.

Antes de se fazer o investimento de instalação de um desse sistemas, porém, deve ser feita uma avaliação da disponibilidade de água na propriedade, análise de solo e uma avaliação da ocorrência de geadas, para que possa ser escolhido o melhor sistema.

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Adubação orgânica

Existem 3 tipos de materiais disponíveis para aumentar a produção e a produtividade das plantações:

- os fertilizantes;

- os corretivos;

- os melhoradores ou condicionadores do solo.

Os fertilizantes (adubos inorgânicos ou minerais), têm a função de alimentar as plantas, através de suas raízes, para as quais eles fornecem elementos nutritivos (nutrientes), sob formas assimiladas com mais facilidade e guardando determinadas proporções entre esses elementos, ou seja, misturas balanceadas.

Os corretivos são destinados a neutralizar o excesso de acidez do solo, quando e se necessário. Quando, porém, juntamos ao solo, com esse objetivo, calcário calcítico, que contém carbonato de cálcio ou calcário dolomítico, no qual encontramos carbonato de cálcio e de magnésio estamos, também, incorporando a ele 2 elementos importantes para as plantas: o cálcio e o magnésio. Portanto, os corretivos são, ao mesmo tempo, corretivos e fertilizantes.

Adubo orgânico

O adubo orgânico, no entanto, exerce 3 funções: como fertilizante, como corretivo e como melhorador ou condicionador do solo. É um fertilizante, embora de baixa concentração, sendo necessário usá-lo em maiores quantidades, mas contém nitrogênio, cálcio, fósforo, potássio, magnésio e enxofre, além dos micronutrientes boro, cloro, cobre, ferro, manganês, molibdênio e zinco.

É um corretivo porque corrige a composição do solo, combinando-se com o manganês, o alumínio e o ferro, por exemplo, reduzindo ou neutralizando os efeitos tóxicos desses elementos, quando em excesso, sobre as plantas.

É um condicionador pela forma que age no solo, melhorando suas condições e propriedades físicas, facilitando o desenvolvimento e a alimentação das plantas. Portanto, pelo que acabamos de expor, concluímos que o adubo orgânico pode, perfeitamente, substituir os adubos minerais, bastando que ele seja empregado em doses mais elevadas, por não ser concentrado nesses elementos. Parte das informações sobre adubação orgânica, foram obtidas de experiências realizadas pelo Departamento de Solos, Geologia e Fertilizantes da Escola Luiz de Queiroz, em convênio com a Prefeitura Municipal de São Paulo, sendo os trabalhos realizados em suas usinas de produção de composto obtido de lixo domiciliar.
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especificações de cada planta/ erva

Aquí encontram-se formas de uso, plantio, colheita e etc.

As plantas medicinais são cada vez mais empregadas nos mais diversos tipos de tratamentos, nos mais diferentes tipos de enfermidades ou problemas de saúde. Podem servir como um completo remédio, proporcionando resultados definitivos e resolvendo pequenos ou grandes problemas. Podem, ainda, servir como tratamento auxiliar ou complementar, quando estiverem sendo usados medicamentos convencionais. De qualquer maneira, existem milhares de plantas medicinais, cuja eficiência é confirmada pela ciência e que podem ser utilizadas sem risco para as pessoas.

Cada planta pode apresentar diversas formas de preparo para o seu consumo ou utilização, dependendo do problema a ser tratado, da morfologia da planta, da enfermidade ou mesmo de outros fatores que possam influenciar na escolha do preparo. A maioria das plantas são preparadas de 4 maneiras diferentes, de acordo com a parte da planta a ser utilizada e das características específicas de cada espécie.

- Chás: Quando utilizamos folhas e flores, na maioria das vezes, preparamos chás ou infusões. Primeiro, colocamos água para ferver e em seguida a despejamos sobre as flores ou folhas, que devem estar em uma vasilha que tenha tampa. Depois, basta tampa-la e deixar em repouso por 10 ou 15 minutos. Após este tempo, deve ser coado e servido o quanto antes, para que as propriedades medicinais, vitaminas e elementos nutritivos não sejam comprometidos.

- Sucos: Em alguns casos, principalmente de frutas, podem ser consumidas em forma de suco. O suco é preparado com o uso do liquidificador. Basta colocar a fruta (limpa, com ou sem sementes, dependendo da espécie) no liquidificador e bater com água. Depois de pronto, deve ser coado antes de servir.

- Cozimento: Normalmente, são cozidas raízes e cascas, para emplastos ou para beber. O cozimento é feito em fogo brando, sendo as cascas ou raízes colocadas em água fria e levadas ao fogo. Deixar ferver por até 10 minutos, dependendo da planta.

- Macerado: Esta é uma forma de preparo utilizada somente para folhas frescas, que devem ser deixadas em uma vasilha com água fria, em repouso, por 12 a 24 horas. As folhas, antes de serem colocadas na vasilha, devem ser lavadas e amassadas, o que enriquece as propriedades do suco obtido. Ao final do período de repouso, devemos coar antes de utiliza-lo. Pode ser bebido ou utilizado em emplastos.

Independentemente da forma de preparo, cada planta ou erva medicinal deve ser consumida de acordo com indicações específicas. No caso dos chás ou infusões, podem ser tomados várias vezes por dia, durante períodos variáveis, de acordo com a sua aplicação, gravidade do caso ou indicação médica. Os emplastos também são utilizados de acordo com as necessidades de cada caso. O importante é verificar as indicações de preparo e utilização específica de cada planta.

A Melissa (Melissa oficinalis L.), também conhecida como erva-cidreira, chá-de-França, erva-cidreira-européia e erva-cidreira-verdadeira, é uma planta herbácea, perene, que atinge até 1m de altura. Apresenta flores pequenas, folhas simples e também pequenas.

Esta planta é bastante conhecida por suas aplicações medicinais. A ela atribui-se a capacidade de atuar como um forte calmante natural, além de ser útil no tratamento de dores de cabeça, agitação, ansiedade e insônia. De suas folhas são feitos chás, além de servirem de matéria prima para diversos medicamentos.

É originária do Oriente Médio, da região mediterrânea e do Sul da Europa. Como o clima destas regiões é subtropical ou temperado, no Brasil, as melhores regiões para o seu cultivo são a região Sul e parte da Sudeste, especialmente no estado de São Paulo e regiões serranas de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entretanto, apesar do cultivo ser favorecido nas regiões citadas, encontramos esta planta em muitas outras regiões do Brasil.

O plantio é feito, normalmente, na primavera e para sua propagação utilizamos sementes. As sementes são plantadas em viveiros, para a produção de mudas, que deverão ser transplantadas, posteriormente, para o local definitivo. Não suporta geadas e ventos frios com incidência direta. Devemos procurar cultivar essas plantas em locais com uma certa proteção contra ventos fortes.

Além de se desenvolver melhor em climas mais amenos, a melissa prefere solos sílico-argilosos, ricos em matéria orgânica e profundos. Não deve ser cultivada em solos muito úmidos ou muito secos.

É uma planta que sofre pouco com doenças e pragas, desde que o solo e as condições gerais de plantio sejam satisfatórias. Se o solo apresentar os nutrientes necessários e o clima for favorável, dificilmente a melissa será atacada por doenças. Uma boa adubação pode reduzir bastante a ocorrência de problemas. Mesmo assim, está sujeita ao ataque de alguns fungos, da broca dos ponteiros e dos pulgões.

Os tratos culturais são simples e resumem-se em manter o terreno livre de invasoras e verificar se o solo não está muito seco, o que criaria a necessidade eventual de irrigação. Além disso, como já mencionamos, a adubação é vital para mantermos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento dessas plantas.

A colheita é feita assim que surgem os primeiros botões das flores. As partes colhidas desta planta são as folhas, que são utilizadas para produção de medicamentos, além de ser um condimento, e as flores, muito utilizadas na produção de essências aromáticas e na perfumaria.

A taioba (Colocasia antiquorum) é uma planta que se parece bastante com o inhame, até mesmo causando uma certa confusão, além de serem da mesma família. É originária de climas tropicais, adaptando-se bem à maior parte do clima encontrado no Brasil.
É utilizada como digestivo e, em algumas regiões do mundo, também serve para ajudar em partos difíceis. Outra aplicação prática para esta planta é como repelente para mosquitos e insetos em geral. Após ser cozida, ela exala uma substância que mantém os insetos afastados.
Segundo crença popular, existiria uma variedade de taioba que seria venenosa. Esta afirmação, no entanto, é errônea pois não há tal variedade. A taioba é uma planta totalmente comestível, seu aproveitamento é maior do que o do inhame. Podemos ingerir o tubérculo, as folhas e as hastes.
Em sua composição, encontramos cálcio, fósforo, ferro, proteínas, uma grande quantidade de vitamina A, vitaminas B1, B2 e C. Tanto o talo quanto as folhas apresentam os mesmos elementos, apenas em proporções diferentes. Nas folhas, encontramos mais ferro e mais vitamina A . O valor energético para cada 100g de talo é de 24 calorias, enquanto que, nas folhas, temos 31 calorias para as mesmas 100g.
Para os que cultivam a taioba para obter apenas as folhas, a planta as produz constantemente, podendo ser cortadas sempre que atingirem o tamanho desejado. No início do inverno, entretanto, as folhas deixam de ser produzidas e só reaparecem no início da primavera.
A colheita é feita quando as plantas estão maduras, o que ocorre cerca de sessenta a oitenta dias após o plantio.
O cultivo da taioba é feito da mesma maneira do inhame, desenvolvendo-se bem em climas quentes e úmidos, tipicamente tropicais, com temperaturas médias entre 25 e 30ºC. Apesar de úmido, o solo deve ser bem drenado. É uma planta que prefere sol direto, mas também pode ser cultivada em locais sombreados.
Desenvolve-se melhor em solos arenosos ou areno-argilosos, desde que não sejam muito argilosos. O pH do solo, indicado para esta cultura, deve ficar entre 5,5 e 6,5. Como necessita de um regime de chuvas regular e com bom volume, em regiões mais secas, devemos utilizar um sistema de irrigação ou regas constantes.
A taioba é pouco atacada por doenças e pragas mas , eventualmente, pode ser atacado por fungos, que causam manchas nas folhas ou que atacam as raízes.

A salsa (Petroselinum sativum L.) é uma hortaliça de origem européia, uma planta herbácea, bienal ou perene. É um condimento muito consumido no Brasil, além de possuir propriedades medicinais bastante difundidas. Devido a seus princípios ativos, a salsa atua como estimulante, diurético e sedativo. Atua, também como analgésico, entre muitas outras aplicações práticas e eficientes.
É muito utilizada no combate à acidez estomacal, gastralgia e flatulência. Também é eficiente como analgésico no caso de dores de dente, cólicas renais, fígado, intoxicações e no tratamento de contusões, quando devem ser aplicados cataplasmas na região atingida. Os cataplasmas também são utilizados no tratamento de feridas, machucados e abcessos.
É uma planta bastante versátil, no que diz respeito ás suas aplicações medicinais. Combate pedras nos rins, hemorragia nasal, dores menstruais, picadas de insetos e até mesmo ardência nos olhos. É claro que, para cada uma destas diversas utilidades, o preparo e a aplicação serão diferentes.
O cultivo da salsa é simples. As sementes são plantadas diretamente no local definitivo, ou seja, não há a necessidade de produzirmos mudas desta planta. Em geral, utiliza-se cerca de 1,5g de sementes por metro quadrado, em covas de, no máximo, 1cm de profundidade. O rendimento de uma plantação chega a ser de 30 toneladas de folhas frescas, por hectare. Aproveita-se desta planta as folhas, caule e raízes.
Prefere climas temperados mais quentes, pois não se desenvolve bem com temperaturas baixas. Deve ser cultivada em locais protegidos do vento, de preferência com sombra, apesar de suportar bem o sol direto. O plantio deve ser feito no período mais frio, do início do outono até o final da primavera.
Os solos mais indicados são os sílico-argilosos, férteis e com uma boa umidade. Deverá ser rico em matéria orgânica e com um pH próximo do neutro, ou seja, entre 6 e 6,5. A germinação acontece em, aproximadamente, 20 dias e a colheita das folhas é feita 90 dias após a germinação.
Os tratos culturais são simples, bastando que se mantenha o terreno limpo, sejam feitas adubações, quando o solo for pobre e que se mantenha um controle de irrigação, em regiões ou épocas com pouca chuva. É uma planta pouco sujeita a doenças e pragas. Apesar disso, pode ser atacada por alguns tipos de fungos, além dos pulgões e de formigas cortadeiras, que se alojam nas raízes.

O consumo de plantas medicinais e seus produtos está em crescimento no Brasil e em todo o mundo. No nosso país, encontramos a maior diversidade de plantas com aplicações medicinais ou farmacêuticas do mundo, o que nos torna o maior produtor e fornecedor potencial. Apesar disso, o cultivo de plantas medicinais no Brasil, na maior parte dos casos, ainda é caseiro ou artesanal, sendo que relativamente poucos empresários do setor realmente possuem empreendimentos comercialmente competitivos, com alta produção e produtividade.

As plantas medicinais cultivadas e encontradas no Brasil podem ser utilizadas tanto in natura quanto como matéria-prima para a indústria farmacêutica. Esta, por sua vez, está cada vez mais interessada nos efeitos medicinais das plantas e os investimentos na área de pesquisa são crescentes, em todo o mundo.

Muitas são as plantas medicinais que podem ser cultivadas e comercializadas, de maneira lucrativa, por agricultores e produtores rurais. O importante é que, antes de se determinar qual ou quais serão as plantas cultivadas, o empresário rural faça uma avaliação de mercado e possibilidades de negócios. Ainda, devem ser observadas as condições climáticas, geográficas e de solo, para que sejam escolhidas variedades de plantas que poderão se desenvolver com maior grau de produtividade.

Para a avaliação valor comercial de uma determinada planta medicinal, o agricultor deverá levantar a potencialidade de sua comercialização, levando em conta as seguintes possibilidades:

fornecimento regular para um ou mais laboratórios farmacêuticos, no Brasil; exportação regular da produção (ou parte dela) para laboratórios estrangeiros; produção e comercialização própria de produtos feitos à partir das plantas cultivadas.

Em alguns casos, existe as opção de fornecimento das plantas ou algum produto obtido à partir delas, para laboratórios de pesquisas, em várias partes do mundo. Como já mencionamos, este é um campo em franco desenvolvimento e a maioria dos laboratórios farmacêuticos está investindo pesado em pesquisas, na tentativa de obter novos remédios, concebidos à partir de princípios ativos de muitas plantas medicinais. Por esta razão, as empresas desta área necessitam dessas plantas, para darem prosseguimento às suas pesquisas.

Por último, gostaríamos de ressaltar que, qualquer pessoa que disponha de um pequeno terreno cultivável, em sítios chácaras ou pequenas propriedades, mesmo em áreas urbanas, poderão desenvolver esta atividade e obter renda extra. É claro que dever haver um critério na escolha das plantas a serem cultivadas em pequenas áreas e, da mesma forma que em grandes plantações, devem ser levantados mercados potenciais. Para pequenas áreas, recomendamos o cultivo de plantas que requeiram maiores cuidados, que não sejam normalmente cultivadas comercialmente, ou seja, que sejam mais raras, mas que encontrem um mercado comprador, provavelmente na área de pesquisa

Características medicinais

Além de ser muito apreciada como alimento, a alcachofra apresenta características terapêuticas pois atua na regularização das funções do fígado. Por conter uma quantidade bastante expressiva de ferro em sua composição, principalmente em suas folhas, a alcachofra é muito útil para pessoas com problemas de anemia. Atua, também, no combate a cálculos biliares, além de ser um ótimo diurético. Todas as principais aplicações medicinais desta planta tem como matéria prima as folhas da alcachofra utilizadas, principalmente, em chás e sopas.

Cultivo

É uma planta que, devido à sua região originária, se adapta melhor aos climas temperados-quentes. Em locais com temperaturas médias muito elevadas, é comum o desenvolvimento de pragas e doenças. Apesar disso, precisa de muito sol. As regiões mais adequadas ao cultivo da alcachofra devem apresentar uma alta umidade relativa do ar. Adapta-se melhor em solos argilo-silicosos, profundos e drenados, com pH próximo de 6,5, ou seja, neutro. Outro cuidado importante que devemos tomar no cultivo da alcachofra é de fazer a plantação em locais abrigados ou protegidos contra os ventos fortes.
A propagação é feita por sementes ou através de mudas, que nascem na base da própria planta. Para o plantio comercial ou mesmo caseiro, as mudas devem ser cultivadas, primeiramente, em um viveiro e, depois, transplantadas para o local definitivo. O tempo de germinação das sementes é de 15 dias, em condições apropriadas.
Por não se adaptar em regiões com temperaturas muito altas, a cultura da alcachofra não é recomendada na região Nordeste do Brasil. O plantio deve ser feito durante o período de outono e inverno, do final de março até final de agosto.
As pragas mais comuns a atacarem a alcachofra são os pulgões cinzentos e a cochonilha vermelha. Há, ainda, a ocorrência ocasional de uma doença causada por um fungo, que deixa manchas acinzentadas nas folhas.
Os tratos culturais necessários para a obtenção de bons resultados no cultivo da alcachofra são simples: capinas, irrigação (a alcachofra necessita de grande quantidade de água, devido ao número e tamanho de suas folhas), controle das pragas (principalmente os pulgões) e desbastes.
Os resultados obtidos com uma plantação de alcachofra, bem cuidada, são uma colheita de cerca de 3,5ton de folhas frescas, por hectare. Para uso medicinal, também se aproveita as raízes dessa planta. A colheita é feita à medida que as folhas vão alcançando seu tamanho máximo, portanto, não se deve colher tudo de uma só vez.

As plantas conhecidas como medicinais, são aquelas que apresentam características curativas, cosméticas ou auxiliadoras nos cuidados de enfermidades ou pequenos e grandes problemas de saúde. Em alguns casos, são atribuídas a elas utilidades nem sempre comprovadas cientificamente, entretanto, nenhum pesquisador em todo o mundo ousa negar o potencial das plantas medicinais. Veja neste artigo, algumas plantas chamadas de medicinais e que efeitos são atribuídos aos tratamentos que utilizam estes vegetais.

Jurubeba: boa contra febres, tumores do útero e do abdômen, erisipelas, icterícia e estimula o aparelho digestivo.

Lombrigueira, Apeú-açu, Caxinguba (Ficus anthelmintica): antiparasitária.

Macela: é um bom sudorífico.

Malva: boa contra inflamações na boca, dores de dentes, inflamações dos intestinos, dos rins e da bexiga, prisão de ventre, tosses, inflamações da pele, dores por artrites e por gota.

Mandacaru: indicado contra doenças cardíacas, cardiotônicas e diuréticas, insuficiência aórtica, doenças vasculares, palpitações nervosas, doenças funcionais e contra o tabagismo. É diurética.

Maracujá: (Passiflora edulis): calmante, sedativo antiólico e hipnótico.

Marupazinho, Marupa-I, Coquinho (Euletherine plicata): antidiarréica.

Mentrasto, Erva-de-São-João, Caatinga-de-bode (Ageratum conyzoides): analgésico, antipirético, antinflamatório e antiespasmódico.

Morango ou Moranguinho: seu chá é indicado como diurético, contra reumatismo, contra diarréia, como hipotensor, antiescorbútico, vermífugo, contra infecções dos rins e bexiga, contra a gota sob a forma de inchação, infecções da mucosa da boca e da garganta e contra a arteriosclerose.

Pedra-ume-caa (Myrcia uniflora): antidiabético.

Poejo: bom para rouquidão, tosse, afecções do estômago, gases intestinais e cólicas dos recém-nascidos.

Quebra-pedra, Erva-pombinha (Philanthus niruri L.): diurético e contra cálculo renal.

Quina: estimula as funções do estômago, fígado e intestinos.

Sabugueiro: suas folhas são boas para tosses, bronquites, sarampo, gripes, escarlatina, ácido úrico, cistite, prisão de ventre, intoxicação, dor ciática, etc.

A malva é uma planta medicinal muito utilizada no combate às inflamações da laringe, através de gargarejos. Ajuda na proteção de mucosas, é expectorante e suas folhas são utilizadas para combater úlceras, sendo aplicadas através de um processo de infusão.
O seu nome científico é Malva sylvestris L. e é uma planta com flores rosadas, com raios vermelhos, que ficam azuis quando estas ficam secas. É uma planta perene, que pode chegar a 1 metro de altura. Existem algumas variedades, mas a considerada melhor é a branca. Não deve ser confundida com outra planta chamada malva (Urena lobata L.), que é um arbusto perene, que pode chegar à altura de quatro metros, cujas fibras são utilizadas na indústria de tecelagem.
O espaçamento mais indicado para o plantio da malva é de 30cm entre as linhas, sendo plantadas cerca de nove touceiras por metro quadrado. Deve ser plantada em terreno nivelado ou em terraços de curva de nível, para que seja evitada a erosão. Antes do plantio, deve ser feita uma análise de solo, para corrigir as possíveis deficiências encontradas. Preferencialmente, o solo utilizado no plantio da malva deve ser fértil. A colheita deve ser realizada seis meses após o plantio.
Esta planta exige poucos tratos culturas, sendo que podemos colocar, como necessário, a limpeza dos canteiros, que deve ser feita manualmente e regas regulares. As chamadas ervas daninhas e o mato devem ser combatidos, para que não atrapalhem o bom desenvolvimento da planta É uma planta bastante resistente às pragas e doenças, portanto, o cuidado com estes problemas podem ser minimizados ou até dispensados.
É uma planta que apresenta uma produção de 1kg por metro quadrado de canteiro cultivado. É, normalmente, cultivada como matéria prima para produtos homeopáticos e para utilizações caseiras, também de cunho medicinais. Além desta principal utilização, também pode ser fornecida como forragem para os animais ou, ainda, para o consumo humano, como uma hortaliça normal. Em outros países, como no caso da Grécia, a malva faz parte do cardápio regular das pessoas, como uma simples hortaliça, regularmente consumida, sem que se tire proveito das suas características medicinais, como é feito no Brasil.
Se adapta bem aos climas encontrados no Brasil, desde que haja regas regulares, em regiões mais secas e que as temperaturas não sejam extremas, nem de frio, nem de calor. Com condições favoráveis, o que não é difícil para esta planta, o plantio pode ser realizado em qualquer época do ano.
Como atividade comercial, a produção da malva não costuma ser rentável, pois poucas são as empresas e entrepostos que trabalham com a comercialização desta planta. Por essa razão, o seu plantio costuma ser restrito a pequenas áreas e, principalmente, para consumo próprio, nas zonas rurais.

Muitas das aplicações das plantas medicinais são comprovadas cientificamente e aceitas por toda a comunidade científica. Em outros casos, os resultados obtidos são questionáveis. Conheça o que podem fazer algumas plantas medicinais:

Erva mate: Boa como estimulante, diminui o cansaço, a dispepsia, estimula as funções do aparelho urinário, a atividade cerebral e a circulação sangüínea.

Fedegoso: Combate afecções do fígado e do aparelho urinário, prisão de ventre, febres e é reconstituinte.

Folha-da-fortuna: Contra cálculos e outros problemas renais (chá das folhas), dor de ouvido e otite, sendo usado um algodão embebido no suco e colocado no local.

Folha-santa; espinheira-santa; espinheira divina; cancerosa; salva-vidas: contra febres; tem efeitos analgésicos e balsâmicos; adstringente estomacal; diurético; laxante; desinfetante; contra acidez, fermentação gastrointestinal, vômitos; gases; úlceras do estômago, fígado e rins; afecções cutâneas, feridas, malária, reumatismo, artritismo, metrite e feridas no útero. Diminui a produção de leite, sendo contra-indicada para lactantes.

Funcho (Foenunculum vulgare): Mesmas propriedades da
erva-doce; calmante, sedativo antiólico e hipnótico, usado nas cólicas, vômitos, diarréias e dispepsias; estimula a menstruação e a produção de leite.

Gengibre: Bom para a falta de fome, distúrbios estomacais e intestinais, doenças respiratórias.

Goiabeira (Psidium guajava): Suas folhas, como chá, são usadas contra diarréias, estomatites, afecções das vias digestivas. Como infusões é usada em gargarejos nas afecções da boca e garganta, lavagens vaginais (na leucorréia ou flores brancas e corrimentos uterinos). Também é empregada na lavagem de úlceras e contra a colite.

-Guaco (Mikania glomerata): Contra tosse; expectorante e broncodilatador.

Hortelã, hortelã-pimenta, menta: Possui propriedades calmantes, tônicas, digestivas, antiespasmódicas, anti-sépticas e vermífugas. É usada contra dores de cabeça, de estômago, do fígado, dos intestinos e dos rins, tosses, asmas, etc.

Ipê roxo ou pau darco: Usado no combate do câncer. Devido aos seus componentes, tem propriedades analgésicas, sedativas, anti-hemorrágicas, descongestionantes, cicatrizantes, fortificantes, cardiotônicas, hematopoieticas (produção de glóbulos vermelhos), adstringentes, diuréticas, antiinfecciosas e hipotensoras. É indicado para câncer de qualquer tipo, leucemia, mal do sangue, úlceras estomacais, diabetes, leucorréia, osteoporose, fistulas, feridas, polipo da bexiga e dos intestinos, doenças da pele, tuberculose, lepra, hipertensão, distúrbios cardiovasculares, prostatite, cistite, metrites, entre outras. O tratamento é feito à base de chás, extratos da casca ou do cerne, tinturas, pomadas, pós para feridas, etc.

A citronela-de-java, também conhecida somente como citronela, é uma planta aromática que fornece a matéria prima (óleo) para a fabricação de repelentes contra mosquitos e borrachudos, sendo muito eficiente nesta função. Sua composição química é, principalmente, feita de geraniol e citronelal.

No mercado, podemos encontrar vários produtos feito a partir da citronela, entre eles podemos destacar:

- pomadas e óleos repelentes, utilizados por pessoas que moram ou vão passar por regiões com grande incidência de mosquitos e borrachudos;

- velas utilizadas como repelente para mosquitos e borrachudos. Acender velas que contenham o óleo da citronela garante um ambiente livre de mosquitos e borrachudos, enquanto o vapor emanado da vela estiver espalhado no ar.

O cultivo da citronela-de-java deve ser feito em solos férteis, ricos e úmidos. Prefere climas úmidos e que apresentem uma boa regularidade no regime de chuvas. As principais variedades cultivadas são a lenabatu e a mahapengiri, que se adaptou bem às condições de clima e solo do estado de São Paulo.

O plantio deve ser feito entre outubro e novembro, pouco antes do início das águas. A colheita acontece várias vezes por ano, pois é uma planta que pode ser cortada várias vezes, produzindo cerca de 120kg de óleo por hectare.

O espaçamento indicado é de 1m entre as plantas e 50cm entre as linhas, tornando-se necessário cerca de 14000 mudas/ha. A variedade mais cultivada é a mahapengri, que se adaptou melhor às nossas condições de clima e solo.

A comercialização da produção é normalmente feita através da venda do óleo essencial para laboratórios farmacêuticos, para a produção dos repelentes, em escala industrial. Apesar disso, muitos produtores comercializam este produto através da industrialização própria, instalando uma pequena fábrica de velas ou contratando o serviço de terceiros, para a fabricação de velas-repelentes. Existe, ainda, a possibilidade da fabricação de incenso, que, além de deixar o ambiente agradavelmente perfumado, ainda conta com a vantagem de "espantar" os mosquitos e borrachudos.

Em localidades como Ilhabela, no litoral do estado de São Paulo, onde a incidência de mosquitos e borrachudos é muito grande, o consumo de produtos à base de citronela é bem grande, criando um mercado consumidor bastante atrativo.

Muitas são as plantas consideradas medicinais que apresentam qualidades comprovadas cientificamente. Em alguns casos, sua eficácia não é garantida, mas por tradição ou costume popular, as pessoas continuam usando-as, na certeza de cura ou alívio para enfermidades. Veja neste artigo algumas plantas medicinais e suas potencialidades.

-Casca-de-anta: Boa para vômitos, indigestões, problemas do aparelho digestivo, dores de estômago, anemia, prisão de ventre, dispepsias, etc.

-Catuaba verdadeira: É uma das plantas mais conhecidas como afrodisíaca, sendo utilizadas as cascas das suas raízes (rizomas), que têm gosto amargo e adstringente.

-Chá-preto: Bom para problemas de rins e cálculos renais, estimula a circulação sangüínea, facilita a digestão, etc.

-Cinco-nervos: Contra infecções da boca, piorréias e aftas.

-Cipó-bravo: Suas raízes adstringentes são usadas contra diarréias.

-Cipó-cacau: Muito usada para males do estômago, intestinos, fígado, má digestão e gases.

-Confrei (Sumphtum peregrinum): Muito rico em proteínas, sais minerais e vitaminas, é um ótimo alimento. Ótimo cicatrizante, sendo muito usado contra úlceras gástricas e duodenais, intestinais, hiperacidez, asma, dor de cabeça, queimaduras, fraturas, icterícia, prisão de ventre, arteriosclerose, urticária, micoses, dermatite, feridas, corte e ferimentos e antisséptico local.

-Dente-de-cão; dedo do diabo; graveto do diabo; mata-verrugas: É purgativa, contra a sífilis, rubefaciente contra reumatismo, câncer benigno inclusive da pele, verruga, etc. É cáustico para os olhos.

-Embaúba ou imbaúba (Cecropia peltata): Hipotensora e estabilizadora de pressão.

-Erva cidreira; cidrilha; salsa-limão; melissa: Usada como calmante ou estimulante; contra problemas de estômago. Histeria, insônia, dores de cabeça; é antiespasmódica e antinevrálgica nas afecções gástricas, nervosas e histéricas. É usada como água-de-melissa, lavagem, chá, infusão, cataplasma, xarope, solução alcoólica, etc.

-Erva-de-Santa Maria; menstruz; mastruz (Chenopodium ambrosioides): Anti-helmíntica muito usada. Um pequeno feixe, embaixo da cama, espanta as pulgas.

-Erva-doce; pimpinela: Boa para problemas de estômago, asma, digestão, etc.; calmante; sedativo antiólico e hipnótico.

-A Artemísia (Artemisia vulgaris) é considerada uma planta medicinal porque suas folhas e a raiz possuem uma substância oleosa e amarga, utilizada como antiespasmódico, excitante, tônico estomacal e emenagoga, ou seja, estimulante para a menstruação. Além disso, a raiz, transformada em pó, atua como cauterizador cutâneo.
Deve ser plantada em nível, para evitar a erosão, com espaçamento de 30cm entre as linhas. Prefere solos férteis, mas não chega a ser uma planta muito exigente quanto ao tipo de solo. Um canteiro pode produzir cerca de 1kg por metro quadrado. A melhor época para o plantio da artemísia é no início da primavera e a colheita acontece de seis a oito meses após o plantio.
É uma planta com muitas flores brancas e aromáticas, bastante resistente a pragas e doenças, desde que alguns tratos culturais simples sejam realizados. È necessário, apenas, manter o solo livre de ervas, através do arrancamento manual e efetuar regas regulares, mantendo sempre o solo umedecido, sem ficar encharcado. Devem ser plantadas nove touceiras por metro quadrado.
Outra utilização da Artemísia é encontrada nas suas folhas, verde-escuras, que podem ser utilizadas como forrageiras, mas, devido à pequena produtividade em grandes áreas, esta planta não costuma ser utilizada para esta finalidade.
Como curiosidade, esta planta, mais especificamente a sua raiz, já foi utilizada para combater a histeria e a epilepsia. Estas propriedades, no entanto, nunca foram comprovadas cientificamente.

As plantas medicinais auxiliam no tratamento de algumas doenças ou males que atacam as pessoas. Muitas vezes, são a única forma de tratamento utilizado, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros e longe das facilidades e dos benefícios dos hospitais, médicos e medicamentos industrializados. Veja nesta matéria, as principais características de algumas plantas medicinais:

- Beladona: devido à atropina que contém, é usada para exame de fundo de olho, porque tem a propriedade de dilatar a pupila. Tem efeitos calmantes e uma bebida feita com suas raízes provoca um sono profundo.

- Boldo: mesmos usos que a goiabeira, ou seja, seu chá é utilizado contra diarréias, estomatite e afecções das vias digestivas e como tônico na anemia e na clorose.

- Bruxo: laxante, diurético, colagogo (aumenta a bílis), antireumático, etc.

- Caa-Hee: anticoncepcional usada pelos índios.

- Apeba, caapeba-do-norte, caapeba verdadeira, malvaisco, malvarisco (Pothomorfe peltata): antiespasmódico, analgésico, antipirético e antinflamatório.

- Caapi: possui efeitos eróticos e alucinógenos, utilizada pelos índios.

- Caju: as flores são tônicas e afrodisíacas devido à anacardina que contém. A infusão de folhas novas provoca sintomas de embriaguez. As castanhas torradas são excitantes.

- Cambará, camará, erva-chumbinho (Lantana camara L.): contra tosse, expectorante e broncodilatador.

- Camomila: contra falta de apetite, cólicas menstruais, azia, insônia, enjôo, conjuntivite, gastrite, má digestão, etc.

- Canela: boa para anemia, gripe, fraquezas, doenças do estômago, etc.

- Canjerana, pau-de-santo: bom contra prisão de ventre, diarréia, febres e é um estimulante.

- Cansação-de-leite: tônico, diurético e afrodisíaco, provoca uma sensação de queimadura na pele. Serve, ainda, como repelente, pois os índios do Amazonas a esfregam no corpo para atravessar rios, afastando piranhas e poraquês.

- Capim-limão (Cymbopogon citratus): capim marinho, capim-santo, erva-cidreira, calmante ou sedativo antiótico e hipnótico.

- Capim-rei: bom no tratamento de hemorróidas, laxante suave, bom para erupções da pele, urticárias, sarampo, tosses, diarréias, etc.

- Cerqueja: usada para problemas de estômago e intestinos, como diarréias, infecções intestinais, má digestão, vermes, inapetência, diabetes, etc.

- O gengibre (Zinziber officinale Roscoe) é uma planta utilizada, principalmente, devido às suas propriedades medicinais. Além disso, também é um condimento utilizado em bebidas e em alguns pratos da culinária.

Como planta medicinal, suas principais características atuam sobre a falta de fome, distúrbios estomacais e intestinais, cólicas e doenças respiratórias. É muito utilizado como componente ativo de xaropes e sprays, associado com mel, para o alívio de problemas na garganta.

-O gengibre se adapta melhor a climas quentes, como o tropical ou o subtropical, não resistindo a condições mais adversas de temperatura ou clima, como geadas. Apesar disso, em alguns locais, o gengibre mostrou boa adaptação e consegue resistir às geadas, mesmo tendo suas folhas queimadas.

Para o seu cultivo, o gengibre deve ser plantado em solos bem drenados, arenosos e férteis, com pH de 5,5. As mudas devem ser transplantadas para o local definitivo depois de um mês, quando estão com cerca de 3cm. O plantio deve ser feito na primavera, colocando-se as mudas nas covas, que devem ter 10cm de profundidade e com um espaçamento de cerca de 80cm entre as linhas e 40cm entre as plantas. É uma planta herbácea, que pode alcançar 1,50m de altura.

Os tratos culturais necessários se resumem em capinas, para que se mantenha o terreno livre de plantas invasoras, além da adubação e da calagem, que devem ser feitas de acordo com os resultados da análise do solo, não só antes do plantio, mas com o passar do tempo, para que o desenvolvimento da plantação seja o melhor possível. Outro cuidado muito importante é manter o terreno sempre bem drenado, para que não aconteça o apodrecimento das plantas. Entretanto, em caso de secas prolongadas, deve ser feita a irrigação da plantação.

A colheita acontece por volta de 8 a 9 meses após o plantio, podendo haver, de acordo com o clima e a região, duas colheitas por ano.

-A sálvia (Salvia officinalis L.) é uma planta medicinal, utilizada como antiespasmódica e estimulante. Como estimulante, atua no coração e nos rins, além de ser sudorípara e tônica. Também é conhecida como salva ou salva-das-boticas.
É uma planta pequena, um arbusto que chega, no máximo, a meio metro de altura. Possui muitos ramos e flores azuis. Suas propriedades medicinais, no entanto, residem nas suas folhas, que contém um óleo aromático, além de resinas e bálsamos.
É um vegetal que pode ser plantado em qualquer mês do ano, desde que não seja em condições extremas de clima. Sua colheita é relativamente rápida, acontecendo cerca de seis meses após o plantio. Como na maioria das culturas, deve ser plantada em nível, mesmo em terrenos acidentados, onde devem ser feitas curvas de nível.
A plantação deve ser feita com um espaçamento de 20cm entre as linhas. O solo deve ser adubado com 5 kg de esterco bem curtido e não ser regado logo após o plantio. As regas devem ser regulares, mas sem deixar o solo ficar encharcado. Plantar em solo leve e seco. Sua produção média é de meio quilo por metro quadrado.
É uma planta bastante resistente, não sendo necessário tratos especiais para se evitar doenças ou pragas. Deve ser desbastada para que fique com 30cm. O canteiro deve ser limpo com regularidade, sempre manualmente e tomando cuidado para não danificar a planta. Recomenda-se, depois de dois ou três anos, que sejam repartidas as touceiras e que seja feita uma nova plantação, em outro lugar, pois o solo já estará enfraquecido, mesmo com adubações posteriores.

Muitas plantas, não importando origem, se são frutíferas ou não, apresentam características que as qualifica como medicinais, desde que, à partir delas, possam ser produzidos remédios ou substâncias que apresentem alguma propriedade curativa ou, em alguns casos, cosmética. Apesar de estas plantas serem muito utilizadas com estas finalidades específicas, muitas das suas aplicações "medicinais" não são totalmente comprovadas cientificamente.
Apresentamos, nesta matéria, uma relação de algumas plantas medicinais e suas utilidades mais conhecidas:

- Abacate (Persea americana): Folhas usadas como chá diurético e contra cálculo renal. Tanto a polpa dos frutos quanto o macerado da semente, com vinho branco e os botões florais são considerados estimulantes sexuais.

- Abóbora-menina: Sementes usadas contra parasitas intestinais.

- Acácia: A goma arábica extraída por incisão, em seu tronco, é usada contra queimaduras, febres, diarréias, dores nas vísceras e as folhas e sementes em inflamações na boca e garganta.

- Açoita-cavalo, mutamba preta, papeá-guaçu: Para reumatismos, diarréia, hemorragias, tumores, etc.

- Aipo ou salsão: Usado desde épocas antigas como afrodisíaco e como anticoncepcional (na Índia).

- Alecrim: É tônico, estimulante, excitante, cologogo (estimula o fígado), narcótico e anti-espasmódico e desinfetante; contra reumatismos (banhos); bom para o estômago; bom para estimular a menstruação, para bronquites e asmas; anticoncepcional.

- Alface: Na época da floração, produz um "leite" (látex), considerado de efeitos calmantes, soporíferos e anafrodisíacos.

- Alfavaca, mangericão-de-molho, etc: Bom para cólicas renais, reumatismo e para tosse.

-Alfazema: Calmante, tônica, anti-espasmódica, digestiva, boa para tosses e bronquites.

-Alho: Para doenças do aparelho respiratório. É a base de muitos "remédios" contra resfriados, catarros, tosses, vermes, febres e anti-inflamatórios.

- Ameixa preta: Laxativa e desintoxicante.

- Amendoim: Tônico e erógeno. É considerado como afrodisíaco sendo, talvez o mais "falado" como tal.

-Arnica: Contra dores generalizadas ou não, sendo famoso o chá de arnica, depois de contusões; boa para traumatismos, ferimentos e febres, sendo indicada como diurético e estimulante.

- Aroeira, aroeira do sertão (Astronium urundeuva): Cicatrizante e anti-séptico local.

- Arruda: Facilita a menstruação. É anti-espasmódica, anti-helmintica (vermífugo), sudorífera, anti-reumática, anti-nevrálgica. Perigosa para gestantes.

- Aruca: Boa contra cólicas, desinteria amebiana e contra problemas estomacais (infusão), contra helmintos e oxiuros (vermes) e contra a malária.

- Aspargos: Seus grãos são tidos como afrodisíacos.

- Aveloz; planta do nordeste; árvore de coral; cega-olho; coral verde; dente-de-cão: Produz uma goma com ação rubefaciente, purgativa, antisifilítica, anti-reumática, contra o câncer benigno da pele, verrugas, etc.

- Barba-de-bode: É um capim considerado "praga" nas pastagens, mas seu chá é um dos mais conhecidos como de grande efeito afrodisíaco.

- Babosa, caraguatá, alóes: Contra a prisão-de-ventre, inflamações, icterícia, fraquezas e estimulante da menstruação.

- Barbatimão: Alto teor de tanino. Boa contra diarréias, hemorragias, etc.

- Baunilha: Considerada como estimulante e afrodisíaca, embora muito usada como especiaria
É uma planta com utilidades medicinais. Suas folhas são um ótimo diurético, enquanto que a sua flor é utilizada como sudorífero. Se utilizadas na forma de cataplasma, suas folhas são um ótimo antiinflamatório. Além disso, também pode ser utilizada na culinária, principalmente como condimento para saladas.
É uma planta resistente, que pode ser plantada em qualquer época do ano. Deve ser plantada em nível, com adubação de 5kg de esterco por metro quadrado. Por ser uma planta que propaga-se por auto-semeação e com muita facilidade, devem ser tomadas providências para que não se propague além do desejado. Para evitar a semeadura indesejável, devem ser cortadas as flores para que estas não propaguem as sementes.
Por não haver necessidade de grandes produções ou plantações, ela é mais cultivada em estufas, quintais ou em áreas destinadas exclusivamente ao cultivo de plantas medicinais. Sua utilidade comercial é como matéria prima para laboratórios que possam utilizá-la na fabricação de remédios. Entretanto, este é um mercado bem restrito, sendo que, em caso de necessidade, os laboratórios encomendam esta e outras matérias-primas de produtores já cadastrados, fornecedores usuais.
Deve ser regada regularmente e observada a retirada de plantas invasoras. A colheita das folhas deve ser feita antes que as flores se abram, aproveitando-se melhor o seu aroma.
Esta é uma planta melífera, atraindo muito as abelhas, que atinge até 50cm de altura, com flores muito bonitas, podendo ser azuis ou róseas.

-A losna (Artemisia absinthium), também conhecida por erva-dos-vermes ou alvina, é um arbusto cujas folhas produzem um chá com efeito vermífugo e estimulante do aparelho digestivo. Também pode ser utilizado como estimulante da menstruação.
O gosto do chá feito com suas folhas é amargo. Na forma de sumo, pode ser venenoso. Seu chá deve ser feito com água fria, onde as folhas devem ficar por uma hora, sendo consumido sem as folhas. O óleo verde e volátil produzido a partir desta planta é a matéria prima utilizada na fabricação do licor de absinto. Sua composiçaõ é glucosídica e contém ácido málico.
É uma planta que chega a 1,20m de altura, pode ser plantada no local definitivo, dispensando o transplante das mudas, em qualquer época do ano e chega a produzir 3kg num canteiro de 6m². Deve ser plantada em nível, para conter a erosão e regada periodicamente. Apesar de necessitar de bastante água para o seu desenvolvimento, o solo não pode ficar encharcado, necessitando de uma drenagem em casos de excesso de água. Antes do plantio, deve ser feita uma análise do solo, para que sejam feitas as devidas correções.
É uma planta bem resistente à doenças e pragas, necessitando, apenas de uma limpeza no canteiro, periodicamente.
Para o plantio, são necessárias doze mudas enraizadas por metro quadrado. A adubação deve ser feita com esterco, na proporção de 5kg por metro quadrado e o espaçamento mais adequado é de 15cm entre as linhas. A colheita é feita quando o arbusto estiver bem enfolhado.

-A erva-doce (Pimpinella anisum L.) é uma planta de sementes aromáticas e com fortes características medicinas e curativas. É muito utilizada para combater males do aparelho digestivo, como excesso de gases, problemas na digestão, atua combatendo a aerofagia e é considerado um ótimo estimulante gastrointestinal.
Além das qualidades medicinais, devido ao à sua essência aromática, é utilizada para dar gosto a medicamentos, licores, chás e pratos da culinária. A planta apresenta flores brancas, caule estriado e frutos aromáticos.

Características do plantio e tratos culturais :

O espaçamento apropriado é de 30cm entre as linhas e 20cm entre as plantas. Deve ser feito um desbaste, sempre que necessário, para manter a distância entre as plantas e a aeração adequada.
Pode ser plantada em qualquer época, desde que o solo esteja seco e fofo. Deve ser plantada em nível, com adubação de 5Kg por metro quadraado de esterco. A plantação deve receber regas regulares.
Os tratos culturais são simples e se resumem em limpeza manual e o desbaste das plantas, para que não haja a obstrução da aeração necessária.
É um tipo de planta que sofre pouco com doenças e pragas, que devem ser tratadas com defensivos, caso necessário.
A colheita é feita quatro meses após o plantio

-O agrião é uma planta de características medicinais muito conhecidas. Atualmente, é muito utilizado em combinação com o mel de abelha, para a fabricação de xaropes ou sprays que destinam-se a combater problemas na garganta ou pulmonares, tais como tosse, rouquidão, etc.

Outras propriedades medicinais do agrião são como diurético, laxante e vermífugo. Ele é, ainda, utilizado para ajudar no tratamento de doenças nos rins, fígado e em problemas de pele. Além do seu uso medicinal, ele é muito consumido em saladas e sopas.

O agrião é uma planta que se desenvolve em terrenos alagados ou muito úmidos e, por esta razão, é conhecido também como agrião-dágua ou agrião aquático. É uma planta de clima ameno e seu desenvolvimento é melhor em temperaturas que variam de 16 a 20ºC. Com temperaturas mais elevadas, o agrião floresce mais rápido, mas apresenta um desenvolvimento menor da planta.

Por ser uma planta que necessita de muita água e umidade, os solos mais indicados para o seu cultivo são os que possuem maior capacidade de retenção de água, os solos argilosos. Além disso, para o seu cultivo, são necessários tanques que são inundados, chamados “agrieiras”.

Solo e adubação

O solo para o plantio, como já mencionado, deve ter uma grande capacidade de retenção de água. Para o desenvolvimento adequado da planta é necessária muita matéria orgânica e um pH de 6,0 a 6,8.

A adubação deve ser feita com adubo orgânico, antes do plantio. As agrieiras devem ser fertilizadas com esterco curtido, na proporção de 50 t/ha e 50g de superfosfato triplo por metro quadrado. Semanalmente, deve ser aplicada uréia nas agrieiras.

Plantio

Utiliza-se sementes, em sementeiras, com sulcos separados por 10cm e 0,5cm de profundidade. Também pode ser plantada diretamente nos canteiros. Em um grama há, aproximadamente, 5000 sementes que germinam na proporção de 40%. Para o plantio, são necessários 4kg de sementes/ha.

As mudas devem ser transplantadas para o canteiro durante os meses de temperaturas mais amenas. O espaçamento entre elas, no canteiro definitivo, é de 0,30x0,30m.

Colheita

A colheita começa a partir de 75 dias após a semeadura ou em 75 dias após o transplante das mudas para o canteiro definitivo, em estacas.

Tratos culturais

Os canteiros devem ser irrigados diariamente e a água das valas deve estar sempre limpa. As agrieiras devem sempre estar inundadas, mas somente até o ponto em que a folhagem fique fora d’água. Outro ponto importante é a utilização de adubação de cobertura.

-O bálsamo-de-cotiledon é uma planta com características medicinais muito acentuadas. É um forte analgésico, utilizado para combater a dor-de-cabeça. Sua aplicação é feita através de suas folhas, que quando frescas e tostadas, são base de chá ou suco.
A sua planta alcança até 1 metro de altura e possui flores avermelhadas e enroladas que demoram a murchar.
É uma planta de fácil plantio e que não é muito exigente. Pode ser plantada em qualquer época do ano e, preferencialmente, em solos férteis.
É plantada através de mudas, que devem ser transplantadas para o local de plantio definitivo vinte dias após a formação da raiz. O espaçamento deve ser de 25cm entre as linhas. Para o plantio, são necessárias 180 mudas por metro quadrado.
Para que não haja problema de erosão, deve ser plantada em nível, e ser adubada com 5kg de esterco por metro quadrado. A época para a colheita é a primavera, quando acontece a floração.
Os tratos culturais são os mais simples: regas regulares e limpeza por capinas manuais. Por ser uma planta resistente, não é necessário nenhum controle de doenças ou pragas .

-A camomila é uma planta cuja as flores possuem propriedades terapêuticas e medicinais. O chá feito à partir de suas flores é indicado contra cólicas, má digestão, falta de apetite e febres. Além disso, o óleo dela extraído é utilizada como matéria prima para a industria de perfumaria.

É uma planta que prefere climas temperados e com pouca umidade. É muito sensível às chuvas, principalmente às prolongadas.

Os solos mais indicados para o seu plantio são férteis, drenados, mas que possam ser irrigados.

O plantio é feito através de semeadura em canteiros. Deve haver um bom controle do mato, mantendo-o sempre limpo. Durante a germinação, a terra precisa de uma maior umidade. Para isso deve ser coberta com uma cobertura morta, o que evita o seu ressecamento.

As mudas devem ser transplantadas para o local definitivo quando estiverem com, aproximadamente, 15cm. No local definitivo, as mudas devem ser plantadas com um espaçamento de 60cm entre as fileiras e de 40cm entre as linhas.

As flores devem ser colhidas somente quando estiverem totalmente abertas, o que pode ocasionar várias colheitas, quando não há uma floração uniforme. Depois de colhidas as flores são colocadas ao sol, para a secagem inicial.

-Alfavaca propriedades Medicinal As folhas são ricas em vitamina A e C, além de ter vitaminas B (1,2 e 3) e são uma fonte de minerais (cálcio, fósforo e ferro); são sudoríferas e diuréticas, indicadas para os casos de ardor ao urinar. Bom para compressas nos bicos doloridos das lactantes. Auxilia na boa circulação, pele, dores reumáticas, tosse e resfriados. Ajuda fazer a digestão. Afasta fadiga. Bom para aftas. Dá excelente pomada antibacteriana. · Para Insônia: f1 col de chá de folha em 1/4 de litro de água fervente, faça um infuso por 5 minutos. Coa e beba à noite antes de deitar. · Para dor no mamilo de lactantes: Infuso de 2 xíc de água fervente com 2 col de sopa de folha por 10 minutos. Coe e aplique compressas. CosméticaVinagre de manjericão é excelente hidratante para cabelo e pele. O unguento da erva exerce mesmo efeito sobre a pele, mais suavemenmte.Utilização
· Uso caseiro: Afasta mosquitos e embaixo do travesseiro faz ter uma boa noite de sono · Uso culinário: As folhas são usadas para o cozimento de legumes e recheio de aves. Peixes ficam deliciosos se deixados descansando em molho de limão, alfavaca, cebolas e salsa. Tempera bem carnes assadas. Usa-se no molho pesto e para aromatizar vinagres. Adicionar no último minuto a pratos cozinhados. No caldo de verduras, dá mais sabor e força às sopas e carnes.


Alfavaca; Partes usadas Folhas e flores
Lendas e Mitos É a erva das fábulas Na Idade Média acreditava-se que um ramo de alfavaca num recipiente espantava escorpiões. Oriundo da Índia, o manjericão grande é venerado como planta imbuída de essência divina (consagrada a Krishna e Vishnu), por isso os indianos o escolheram para fazerem sobre a erva os juramentos em tribunal; além disso ela é colocada no peito dos mortos para servir de passaporte para o paraíso. Encontrou-se manjericão grande em volta do túmulo de Cristo depois da ressurreição, por isso algumas igrejas ortodoxas o usam para preparar a água benta e têm vasos embaixo dos altares. Em Creta, o manjericão simbolizava o amor banhado com lágrimas e na Itália é usado como prova de amor.Plantadas nos túmulos, os hindus acreditavam ser o passaporte para o paraíso. Em Minas gerais era usado nos velórios por causa do seu cheiro.Na Itália oferece-se o manjericão como prova de fidelidade à pessoa amada. No Haiti acompanha a deusa pagã do amor, Erzulie, como uma poderosa proteção e as camponesas mexicanas muitas vezes trazem-no no bolso para atraírem o olhar de algum eventual apaixonado.
Característicase Cultivo Herbácea anual de até 60 cm de altura, caule pubescente, finamente estriado, ramoso, verde claro a avermelhado na base, folhas grandes, serradas, ovada e verde-clara, com cheiro forte e ardente, mas fresco. As flores se reúnem num fascículo circular em número de seis, e são pequenas, aromáticas e esbranquiçadas, desabrochando no final do verão. A espécie Citriodorum tem aroma de limão e a Purpurascebs tem folhas enrugadas e púrpuras, com flores rosa pálido.Gosta de solos leves e ricos em matéria orgânica, em terrenos ensolarados e bem drenados, bem irrigados quando seco. Propagação por semeadura ou estaquia de galhos. Deixar 30 cms entre as plantas. Funciona bem a auto-semeadura em locais que não são muito frios. Outras espécies Manjericão de folha miúda ou de santa cruz : o. minimumManjericão de folha crespa: o. crispumManjericão de folha roxa: o. purpureumAlfavacão : o. graissimun.

- Mangericão: tem uso mágico: Simboliza a prosperidade e acredita-se que só cresce viçoso o pé de manjericão quando é semeado sob ofensas. Poção afrodisíaca tem como um dos ingredientes o manjericão. Aromaterapia: Efeitos colaterais: Contra indicado para mulheres grávidas.

-O alpiste é também chamado de Phalaris canariemsis. A erva cinta corresponde à espécie Phalaris arudinacea. Vem da família das gramíneas. É uma erva nativa das regiões temperadas da Europa e dos Estados Unidos.

É cultivada comercialmente por suas sementes, utilizadas para pássaros. A erva cinta, usada como forragem e em jardinagem é uma espécie próxima do alpiste.

As partes usadas da erva são as folhas e as sementes.

É rica em hidrato de carbono, proteínas e vitaminas B1 e E.

Os hidratos de carbono possuem calorias que mantêm a saúde das aves, mas também pode ser usada como chá misturado com farelo de trigo tostado e hissopo.

- A uva é uma das frutas mais apreciadas. Ela dá em cachos, numa planta trepadeira chamada videira.

Dão-se louvores à videira e ao seu fruto, que nos oferece um suco aromático, que quanto fermentado resulta em saborosos vinhos.

Com muitas propriedades medicinais, a uva atua sobre o fígado, rins e intestinos, graças à sua água e sais de potássio, por suas substâncias pécticas e tartaratos.

Elas são refrescante, suavizante, depurativa, diurética, aperitiva, calmante, anti-escorbútica, tônica e reconstituinte, além de purificar o sangue, enriquecendo-o de glóbulos vermelhos.

Também regulariza a circulação nas doenças do coração e respiração nas moléstias pulmonares.

Melhora dispepsias, flatulências e fermentações nos intestinos. A uva tem um incrível efeito desintoxicante. Para quem sofre de prisão de ventre, deve-se comer a fruta com sua casca.

Os que sofrem de problemas nos rins, consumir o suco.

-O coco verde é fruto de uma palmeira. Nele encontramos água, calorias, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas B, B2 e C, niacina, fósforo e cálcio. Os nutrientes do coco podem substituir os da carne, do ovo, do queijo e do leite. É um verdadeiro alimento natural.

Sua água é para repor o potássio e até propiciar maior elasticidade à pele do rosto.

Já a poupa serve para auxiliar na digestão. Além disso, é um verdadeiro soro natural para crianças e adultos, no auxílio para a cura da desidratação.

- A melancia deve ser consumida bem fresca e madura. Estando verde, pode causar cólicas e disenterias. Quanto às suas propriedades medicinais, são bem variadas: ela é levemente laxante e diurética. É indicada nos reumatismos e nas obstruções renais. A melancia lava o estômago e o intestino e traz muito bons resultados nas enfermidades das vias urinárias.

Quando usada externamente, polpa e casca trituradas através de cataplasmas ou em sucos em pinceladas, é excelente no tratamento de erisipela. Contra as febres, o suco de melancia é bastante eficaz.

As semente, trituradas, acalmam as dores produzidas por ferimentos, além de reduzirem a hipertensão arterial.

A beterraba é excelente para os que sofrem de prisão de ventre, graças a suas propriedades laxantes. Os gregos e os romanos já atribuíam à beterraba resultados notáveis nos estados febris, principalmente em crianças em fase de crescimento.

Embora seu conteúdo em ferro não seja notável, oferece a vantagem de que o ferro que contém apresenta-se de uma maneira que o torna facilmente assimilável pelo organismo, daí sua importância no combate à anemia. É um ótimo remédio no tratamento de distúrbios do fígado e baço.

O suco de beterraba é aconselhável para doentes de todo o tipo, como recurso no combate à debilidade orgânica.

Indicações Terapêuticas:

Apresenta propriedades terapêuticas e é indicada no tratamento de doenças de origem sexual, pedras nos rins, afecção da vesícula, fígado, pulmões e problemas na próstata.

Os talos também devem ser aproveitados quando você extrair o suco; são ricos em vitamina A e em minerais.

O suco é muito utilizado para combater reumatismo e artrite, bem como para fortalecer os tendões e aumentar a resistência orgânica e enfermidades.

-Coentro planta herbácea anual, alcança até 1 m de altura. Possui folhas fendidas, semelhantes às da salsa. Em pratos regionais do Norte e Nordeste, as folhas do coentro são utilizadas como condimento, como no Sul se utiliza a salsa. As flores são brancas ou levemente rosadas. Os frutos arredondados e de coloração cinza exalam forte odor, que lembra muito o cheiro do percevejo, e, por essa razão, o coentro chegou a ser apelidado de erva-de-percevejo.

Indicações Terapêuticas:

O chá feito com as sementes, que saem dos frutos sem polpa (uma colherzinha para um copo d'água fervente), ajuda a aliviar espasmos, combate gases intestinais e auxilia nas funções digestivas e hepáticas. Funciona também como anti-séptico. Além disso é um condimento que faz parte da receita de vários pratos.

Toxicidade:

Em doses diárias excessivas pode causar perturbações renais.

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{Oque é Xamanismo}

O xamanismo é a mais antiga prática espiritual, médica e filosófica da humanidade. Hoje médicos, advogados, donas de casa, psicólogos, espiritualistas, místicos, estudantes, executivos, e pessoas das mais variadas crenças estão estudando e aplicando o xamanismo.

Os rápidos resultados, introvisões de profundo significado, o contato com realidades ocultas, a obtenção de auto-conhecimento, a busca do poder pessoal, contribuem para o interêsse nas práticas. O xamanismo é um conjunto de crenças ancestrais. Sua prática estabelece contato com outros planos de consciência, a fim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde. Propicia tranquilidade, paz, profunda concentração, estimula o bem estar físico, psicológico e espiritual.

O xamã pode ser homem ou mulher. É o mago, o curandeiro, o bruxo, o médico, o terapeuta, o conselheiro, o contador de estórias, o lider espiritual, etc.

Ele é o explorador da consciência humana. O praticante é levado a sair do torpor convencional, reconhecendo os seus limites, a sua limitada visão pessoal do mundo, buscando um plano mais universal.

Através de um chamado interior ele vive um confronto existencial que o força a sair de uma zona de conforto, do falso brilho, da alienação.

Reforçando a coragem e a determinação, o praticante mobilizado por visões, introvisões e vivências, expande a sua consciência, podendo processar transformações de profundas proporções na sua vida. O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta.

Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.

A premissa básica é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado.

O praticante compreende o "Espírito Essencial" que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. Ele sabe quem ele é , e como se relaciona com o Universo.

O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e a compreensão que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante, e provém do desenvolvimento de seus próprios dons.

Hoje, no Planeta, a vibração está mais alta do que nunca. As pessoas se preocupam cada vez mais com o autoconhecimento e fazem a sí mesmo uma pergunta : "O que eu realmente devo fazer na vida?"Nesta busca deparam-se com barreiras, seja com relacionamentos, trabalho, saúde, carreira e etc.

O maior obstáculo para o crescimento é a inércia, que cria a insensibilidade, pois priva o indivíduo de novas possibilidades, cria passividade com relação à vida. Cria falta de vitalidade, limita a criatividade e predispõe ao papel de vítima. A consciência se limita a fugir, a ter medo. A vítima fica sempre vivendo as sombras do passado e com medo do futuro.

As práticas xamânicas compelem a mente a viver dentro do coração, até que a mente ignorante seja destruída. Isso se manifesta quando o ser se revela espontaneamente. Na verdade, o antigo modo de viver acaba, abrindo caminho para um jeito mais consciente.

Quando se aproxima o verdadeiro propósito da alma, tudo da natureza interior vem a tona. A pessoa entra em um processo mais rápido de transformação pessoal. Quando convidamos o amor para despertar poderes mais profundos, trabalhar nos desafios torna-se uma aventura.

O praticante explora a estrutura de sua própria consciência e vai compreendendo como os fatos acontecem na sua vida, deixando de ser vítima das circunstâncias. Sente-se inspirado pelos desafios e aprende a utilizar a energia de forma a caminhar no Amor - Paz e Luz.

Praticando a sabedoria das antigas tradições adaptadas ao mundo atual e ao estado atual da alma humana, o trabalho é feito com tambores, canções, meditações, instrumentos de poder, danças, respirações, visualizações, histórias, vivências e muito, muito amor.
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CHÁS RAÍZES E PLANTAS MEDICINAIS

ALECRIM: de sabor forte, é muito usado para temperar carnes de frango, porco, cabrito ou carneiro, e como regulador das funções hepáticas.

ALFAVACA: para temperar lingüiças e molhos. Bom para ajudar a digestão.

BOLDO: usado para tratamento das afecções do fígado, como diurético, estimulante do apetite.

CAMOMILA: analgésica, age contra cólicas estomacais e intestinais, e protege os bebês das assaduras.

CARQUEJA: estimulante para o fígado, digestiva e diurética.

CEBOLINHA: temperam carnes, peixes, molhos, omeletes. É também rica em vitaminas A e C.

COENTRO: as folhas são muito usadas no preparo de peixe, frutos do mar e outros pratos regionais. Os frutos são estimulantes do aparelho digestivo.

ERVA-CIDEIRA: calmante e digestiva, suas folhas podem ser utilizadas para preparar molhos, omeletes e saladas.

ERVA-DOCE: usada em chás contra cólicas e outros problemas estomacais. Também temperam carnes, bolos e doces. Suas folhas e o caule podem ser usados para tempero de saladas.

GUACO: esta planta medicinal, por ser expectorante, é muito utilizada para combater asma e bronquite. Pode ser usada também contra picada de insetos venenosos, bem como picada de cobra.

HORTELÃ: utilizada para temperar carne de carneiro, sucos, molhos e saladas. É diurética e antiespasmódica. Antiespasmódica.

LOSNA: estimula a digestão e também tem ação vermífuga.

LOURO: as folhas podem temperar carnes, peixe, feijão e ensopados. O chá feito com suas folhas é recomendado para distúrbios menstruais.

MANJERICÃO: Tem propriedades diuréticas e estimulantes.

MANJERONA: é mais suave que o manjericão e estimula o apetite.

ORÉGANO: ideal para molhos à base de tomate, saladas, carnes e pizzas.

PIMENTA: as mais comuns são a malagueta, muito forte que é usada em peixes e moquecas; a dedo-de-moça ou vermelha, ideal para molhos, carnes; e a pimenta-de-cheiro, usada em ensopados e moquecas.

SALSA: as folhas são utilizadas no preparo de inúmeros pratos e contêm vitaminas A, B e C.

SÁLVIA: tempera carnes e molhos. A inalação do chá é indicada como expectorante.

Agora que já lhe mostramos as várias utilidades de diversas plantas medicinais, vamos também lhe ensinar como fazer sua própria hortinha caseira:

O hábito de cultivar uma horta caseira instalou-se entre nós no tempo da escravidão. Na casa-grande, as sinhazinhas distribuíam chazinhos e para tanto era necessário que tivessem sua própria hortinha. Hoje em dia é crescente a procura por métodos naturais de tratamentos e os velhos chazinhos da vovó voltam a ser importantes.
Para fazer sua horta de ervas e temperos você vai precisar de um espaço de 2 metros quadrados, onde você poderá cultivar de quatro a cinco tipos de ervas diferentes, esse espaço deverá receber sol de duas a três horas por dia. A maneira mais simples de plantar é fazendo a semeadura direta, nesse caso, faça sulcos de aproximadamente 1 a 2,5 cm , conforme o tamanho da semente (quanto maiores, mais profundos os sulcos). Jogue as sementes e cubra, regue-a conforme a necessidade. O risco de praticar a semeadura direta é expor demais as sementes ao sol num período em que elas ainda estão fracas.
Para solucionar esse problema, temos outra técnica bem fácil, que é o viveiro. Basta escolher um lugar onde tenha sol o dia todo, mas que não receba diretamente essa luz. Cubra-o com uma tela de náilon ou varas de bambu. Coloque as sementes em copos plásticos ou saquinhos com terra adubada e preparada, jogue as sementes e cubra. Você deve fazer furinhos no fundo dos saquinhos para que a água escoe. As plantinhas irão para um lugar definitivo só quando estiverem fortes, o que leva de 5 a 10 dias. Quanto ao tipo de terra, ela não deve ser muito barrenta ou argilosa, mas se for o caso acrescente um pouco de areia até o ponto de ficar lisinha e sem esfarelar. Para corrigir a acidez do solo (a maioria das terras de todo Brasil são ácidas), misture à terra 400 g de c