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Aqui estão algumas plantas e ervas e as melhores formas de cultivalas. ALGUNS DOS ARQUIVOS AQUI DESCRITOS SÃO FRUTOS DE PESQUISAS E Clipagens DE VÁRIOS SITES DE BOTÂNICA, Xamanismo E ETC. CUIDADO MUITOS ERVAS DEVEM SER USADAS COM SABEDORIA,POIS SE USADAS DE MODO ERRADO PODEM SER FATAL,PROCUREM SEMPRE ORIENTAÇÃO MEDICA.

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Arquivos para: Agosto 2009

26.08.09

Permalink 01:09:21, por mestre_xaman Email , 12 palavras, 45 visualizações   Portuguese (BR)
Categorias: mestre_xaman

voltarei a posta !

A vida é bela, e por ela muita gente espera.

Ana Maria.:jumphappy:

Permalink 00:25:32, por mestre_xaman Email , 813 palavras, 94 visualizações   Portuguese (BR)
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Cuidados na escolha e aquisição de um sítio

Quem não deseja ou sonha em ter um sítio? Quantos já não vêm, há anos, fazendo planos para adquirir um, mudar para lá, fazer criações e plantar de tudo? O objetivo desta matéria é justamente o de mostrar como adquirir um sítio, levando em consideração os mais importantes aspectos, de forma a transformá-lo em fonte de lazer, alegrias, fartura e também de lucros.

Documentação

Quando pretendemos adquirir um imóvel devemos, primeiramente, verificar se toda a documentação está em ordem. O principal é que as escrituras estejam registradas no cartório de registro de imóveis. Devemos exigir que o vendedor apresente, também, certidões negativas de ônus e alienações e, para maior garantia, uma certidão de filiação vintenária do imóvel.

Devemos verificar, ainda, a situação do vendedor, isto é, se é o legítimo dono do imóvel ou se está legalmente qualificado, por procuração do proprietário ou outro instrumento legal, a efetuar a transação de venda. Devemos exigir, ainda, que o proprietário apresente certidões pessoais de cartórios distribuidores cíveis, certidões negativas de protestos e certidão negativa da Receita Federal. Outro ponto importante é verificarmos se não há nenhuma disputa judicial ou não, sobre o imóvel ou mesmo uma ?briga entre vizinhos? pela localização de uma cerca de limite de imóvel, para não ?comprarmos uma briga? junto com o sítio.

É importante que na escritura de compra e venda do imóvel fique expresso, claramente, que ele será entregue livre e desembaraçado de quaisquer ônus e totalmente desocupado, sem nenhum morador pois, a falta dessa cláusula ou o seu não cumprimento podem acarretar sérios aborrecimentos e prejuízos ao comprador, por indenizações que mais tarde seja obrigado a pagar a empregados ou moradores que ficarem no imóvel. Todo o cuidado é pouco e o melhor é contratar um advogado para assessorar na documentação.

Localização

O melhor é que fique à margem de boas estradas, com trânsito garantido durante todo o ano, mesmo nas estações chuvosas, pois um acesso rápido aos locais de recursos é importante, não só em casos de emergência, compras, etc. mas também para o transporte mais rápido e econômico da produção, principalmente de produtos perecíveis.

Comunicação (telefonia e internet)

É imprescindível que a localização do sítio permita a utilização de telefones fixos e/ou celulares possibilitando, ainda, o acesso à internet. O aspecto dos meios de comunicação é especialmente importante para sítios produtivos, com produção voltada para o mercado regional, nacional ou mesmo para exportação.

Outros fatores a considerar

Temos, entre eles, os seguintes: salubridade da região que deve ser livre de doenças endêmicas ou de poluições originárias de fábricas, pulverizações, vinhoto, etc.; temperatura / umidade relativa do ar / regime pluviométrico, ou seja, a incidência das chuvas durante o ano, nos diversos períodos; mão-de-obra disponível na região; possibilidades de mercados locais; possibilidades de atingir maiores mercados, etc.

Preço de custo

Quanto menor o preço de compra, melhor. Barato, no entanto, não é só o que custa menos, mas sim o que preenche as condições desejadas e que fica em condições de aproveitamento com os menores gastos, por facilidades nas construções, plantações, etc., com menores despesas, o que compensa um custo um pouco maior. É aconselhável verificar os preços correntes na região, para não pagarmos mais caro do que vale o imóvel.

Tipos ou composição dos solos

Variam bastante, podendo ser arenosos, calcáreos, silicosos, mais ou menos ácidos; secos úmidos ou charcos (brejos), todos aproveitáveis, de acordo com os fins a que se destinam. Também o perfil do terreno é importante, podendo ser plano, ondulado, com um ligeiro declive (talvez os melhores) ou mais ou menos acidentados, com morros ou elevações às vezes íngremes, dificultando os serviços ou as construções e que podem, ainda, provocar enxurradas e desabamentos.

Água

É o elemento mais importante em um sítio: sem água não há vida. Deve ser limpa, de preferência potável e em quantidade suficiente, inclusive para possíveis aumentos das atividades no imóvel. Um sítio sem água, não serve!

Benfeitorias

Quando em bom estado e adequadas, representam uma boa economia de dinheiro e de tempo para a exploração do imóvel. Caso contrário, só atrapalham, pois precisam ser consertadas ou adaptadas, o que pode não compensar pelos seus custos ou por sua funcionalidade. Quando não houver instalações adequadas, o melhor é que nem existam, pois mais fácil se torna um planejamento global para o aproveitamento do sítio, com a localização das instalações e plantações nos locais mais indicados.

Vizinhança

É outro fator que deve pesar muito na escolha de um sítio, porque muitos são os problemas que podem ocorrer com vizinhos inconvenientes. Entre esses, podemos citar, como exemplo, as pedreiras que, além do barulho das explosões, ainda podem atirar pedras, às vezes de grande tamanho, causando prejuízos. Além das pedreiras, podemos citar, como ?maus vizinhos?, fábricas que lancem fumaças tóxicas ou poluam as águas, e aglomerados humanos que sejam foco de marginalidade, tornando a localização do sítio perigosa.
fonte (www.raralnews.com.br)

Permalink 00:21:45, por mestre_xaman Email , 250 palavras, 201 visualizações   Portuguese (BR)
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Aquecedor solar simples para água

Para aquecermos a água ou elevarmos a sua temperatura, podemos utilizar um aparelho de construção caseira, muito simples, de baixo custo e de fácil construção. Este dispositivo nada mais é do que uma simples mangueira preta de borracha ou PVC, enrolada em uma armação, também simples, de madeira, formando uma cruz com os quatro braços do mesmo comprimento e nos quais pregamos um arame formando arcos para a passagem da mangueira em cada uma de suas voltas, construindo o aquecedor de forma circular.

A mangueira (ou cano) vem livre da fonte de abastecimento, é enrolada em forma espiral, formando o aquecedor e depois, novamente livre, leva a água até um reservatório ou direto para a sua utilização imediata.

Como em todo o seu trajeto a mangueira fica exposta aos raios caloríficos do sol, mesmo em dias nublados e só de mormaço, por ser preta ela absorve calor, esquenta bastante e aquece a água, atuando como as serpentinas das caldeiras a vapor. Quanto mais comprida a mangueira e mais voltas ela der em volta da armação, mais quente ficará a água que pode atingir mais de 50 ºC.

Este tipo de equipamento é muito útil em diversas situações como, por exemplo, as seguintes:

- Aquecimento de água para tanques de criação de peixes, camarões, etc., de acordo com as necessidades de cada animal;

- Fornecimento de água quente para uso pessoal, em casa. Isto pode ser muito útil, pois é um meio bem mais econômico que o aquecimento elétrico ou a gás, por exemplo.

Permalink 00:14:42, por mestre_xaman Email , 539 palavras, 57 visualizações   Portuguese (BR)
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As vias de acessso à propriedade rural

O proprietário rural precisa se preocupar com muitas variáveis que podem influenciar a rentabilidade e a capacidade produtiva de seus negócios. Sob este prisma, a qualidade e a funcionalidade das vias de acesso à propriedade são de extrema importância. As estradas principais (asfaltadas) e as de terra (dentro ou fora da propriedade), que chegam até a o sítio ou fazenda são responsáveis pela entrada de material e pelo escoamento da produção, seja ela agrícola ou pecuária.

Imagine o prejuízo que uma estrada de terra intransitável, pode causar ao produtor que tem que despachar rapidamente seus produtos perecíveis, sob pena de perder todo um carregamento. Isso acontece, muitas vezes, devido a estradas de terra danificadas pelas chuvas e que impedem a passagem dos veículos que transportariam a produção, mesmo caminhões. Algumas vezes, apenas os animais e tratores são capazes de passar por alguns trechos.

Esta é uma preocupação que o agricultor ou pecuarista deve ter para que, antes do período das chuvas, verifique o estado das estradas próximas à sua propriedade rural e certifique-se que possam agüentar fortes chuvas, por exemplo. É claro que a conservação de estradas fora das propriedades é de responsabilidade da prefeitura municipal mas, caso esta não esteja atuando como deveria, o produtor deve tomar as medidas que forem necessárias para garantir o acesso à sua propriedade e o futuro escoamento da produção.

As verificações que devem ser feitas regularmente, principalmente no período que antecede a época das águas, são as seguintes:

- o estado das pontes de madeira, no percurso que leva à estrada asfaltada;

- se a estrada de terra, dentro e fora da propriedade, está em bom estado, sem grandes buracos ou ondulações (costelas) que possam formar grandes atoleiros;

- se não há sinal de barrancos que possam despencar sobre a estrada, em caso de chuva forte.

As medidas para se evitar problemas decorrentes da má conservação das vias de acesso são as seguintes:

- A estrada dentro da propriedade é de responsabilidade única do produtor rural, que deve mantê-la perfeitamente transitável através de terraplanagem e colocação de cascalho. As pontes de madeira dentro da propriedade também devem ser reforçadas, se necessário, de acordo com o estado da madeira. Os barrancos que possam vir a despencar, devem ser contidos. Para isto, em cada caso, haverá um tipo de obra diferente a ser executada.

- A estrada de terra que fica fora do sítio ou fazenda é de inteira responsabilidade da prefeitura municipal. Caso o produtor rural verifique problemas, deve procurar a prefeitura e pedir por obras imediatas. Para que o pedido surta mais efeito, todos os vizinhos que se utilizam daquela via devem fazer uma solicitação conjunta. A estrutura e a força das cooperativas regionais podem ajudar bastante.

- Caso a prefeitura não cumpra o seu papel, deve ser montado um esquema de emergência onde os proprietários rurais que se utilizam daquela via dividam os custos de alguns reparos mais emergenciais. Até mesmo a contratação de máquinas para reparar a estrada e "cascalhar" os trechos mais críticos são custos que podem ser rateados.

O que não deve ser esquecido é que a manutenção das vias de acesso é uma medida de grande interesse para os produtores rurais e que, em caso de necessidade, deve ser executada pelos próprios usuários.

Permalink 00:03:20, por mestre_xaman Email , 372 palavras, 406 visualizações   Portuguese (BR)
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Como fazer terraços em curva de nível em pequenas áreas

Os terraços em curva de nível são verdadeiros degraus, mais ou menos largos, feitos em terrenos inclinados, para evitar que as águas das chuvas caiam sobre a terra e deslizem para baixo, levando sua camada superficial, de humus, deixando-a cada vez mais "fraca" e menos fértil.

A marcação do terreno em curvas de nível, para a construção dos terraços, pode ser feita de maneira prática e eficiente, com o pé-de-galinha, muito simples e que pode ser feito no próprio sítio ou fazenda. Consta de uma régua de madeira de 3m de comprimento e 5cm de largura, tendo pregados, em cada uma de suas extremidades, e em ângulo reto, um sarrafo igual ao outro, mas medindo 1 a 1,20m de comprimento, servindo de pernas. Como reforço colocamos um sarrafo preso a cada uma das pernas e à haste principal. Sobre esta, fixamos um nível de pedreiro e o aparelho estará pronto.

Usá-lo é mais fácil do que explicar como fazê-lo. Basta chegarmos ao local em que pretendemos iniciar a curva de nível e apoiar os seus pés, de maneira tal, que fique bem na horizontal, o que pode ser verificado pelo nível de pedreiro nele acoplado.

Com uma enxada ou uma pequena estaca de madeira ou de bambu, marcamos os lugares em que estão apoiados cada um dos pés do aparelho e, depois, o giramos sobre um de seus pés e marcamos o lugar em que se apoiou o pé que mudou de lugar. Continuamos, assim, rodando o pé-de-galinha, até o local em que deva ser terminada a marcação da curva de nível. Verificamos, então, que fizemos uma linha horizontal, acompanhando o perfil do terreno. Depois, é só cavar em cima das marcações e a uma distância que corresponda à largura que desejamos do terraço, mas com uma ligeira inclinação para o lado do barranco.

Plantação em curva de nível

Há vários casos a considerar:

a) a plantação é feita em carreiras seguindo a marcação da curva de nível;

b) as plantas são plantadas nos terraços já prontos;

c) são feitas somente as covas, em curvas de nível;

d) são feitas "coroas" ou seja, escavações circulares, em curva de nível e nas quais são feitas covas para o plantio de árvores frutíferas e outras.

25.08.09

Permalink 23:59:05, por mestre_xaman Email , 597 palavras, 61 visualizações   Portuguese (BR)
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Segurança nas instalações rurais

É necessário que protejamos o sítio, fazenda ou empresa rural, de maneira geral, para evitar a sua invasão por animais e, principalmente, por ladrões e outros maus elementos. Além disso, há necessidade de evitarmos a saída ou fuga de animais, a saída de crianças menores e também o "desvio" de materiais, frutas ou animais.

Para obtermos essa segurança, podemos lançar mão de algumas técnicas, como as que se seguem:

Cercas

A medida de segurança, talvez a mais importante em uma propriedade rural é mantermos suas cercas externas sempre firmes e seguras, não permitindo a passagem de homens ou animais. Conforme a localização da propriedade, devem ter, no mínimo, 1,70m de altura, formando um ângulo para o exterior, na sua parte superior.

Os mourões podem ser de achas de madeira, madeira serrada, madeira roliça, cimento armado, canos de ferro, etc., de acordo com as necessidades e com o fator econômico (preço). Podem ser de arame farpado de 8 a 12 fios, conforme a necessidade e até de 4 fios, quando se tratar de conter somente grandes animais (bois, cavalos, etc.); tela de arame e de bambu, taquaras, etc. A cerca pode ser, ainda, de tábuas de madeira bem trabalhadas.

Para as cercas internas, quando for para conter os grandes animais, bastam 4 fios de arame farpado e 7 a 12 para os médios, como as cabras. Por medida de economia de tempo e de dinheiro, não devemos ficar mudando cercas de lugar e só o fazemos quando for absolutamente necessário.

Vigia

Toda fazenda ou sítio deve ter, no mínimo, um empregado residente, de preferência casado, pois além do trabalho normal, ainda serve de vigia dia e noite, pois tem que zelar por sua própria segurança e a de sua família. Em caso de haver mercadoria estocada, de valor, que pode ser alvo de furto, em alguns casos, torna-se necessária a contratação de seguranças que trabalhem 24 horas por dia ou somente à noite, quando todos os outros funcionários tenham ido embora, mesmo que haja um que resida na propriedade.

Cães de guarda

Sua presença é de grande importância, pois evitam a entrada de elementos estranhos e indesejáveis que eles denunciam e atacam, quando conseguem penetrar no imóvel, inclusive animais domésticos ou selvagens. Devem ser, de preferência, de raças puras especializadas para tal tarefa, como o Pastor alemão, o Dobermann, etc.

Gansos

Essas aves podem ser transformadas em bons vigias, desde que localizadas estrategicamente, pois começam a gritar alto e estridente, ao menor ruído ou barulho estranho, além de quase não dormirem, ficando sempre alertas.

Luzes

A claridade espanta os ladrões. Por isso, quando possível, é melhor manter lâmpadas acesas, durante a noite, em pontos estratégicos. Para economia, no entanto, podemos instalar lâmpadas nesses locais, de maneira tal que possam ser acesas em casos de necessidade, como barulhos estranhos, vistorias, etc. Naturalmente, isso só é possível quando há eletricidade ou uma outra maneira ou sistema de iluminação.

Muros

De acordo com as circunstâncias, possibilidades ou mesmo necessidades, as cercas podem ser total ou parcialmente substituídas por muros de alvenaria, blocos de cimento ou de pré-moldados (chapas) de cimento ou mesmo por materiais mais baratos ou produzidos na propriedade.

Grades e segurança eletrônica

Se a propriedade rural ficar situada em uma região muito sujeita a assaltos e roubos, podemos utilizar uma segurança mais eficiente e ostensiva. Grades nas janelas e forro do teto sem passagem livre para ladrões são essenciais nesses casos.

A utilização de alarmes eletrônicos e sensores de presença, como os de infravermelho, podem detectar e avisar sobre a presença de intrusos. Outra possibilidade, também, é a instalação de cercas eletrificadas em torno da casa.

Permalink 23:46:03, por mestre_xaman Email , 510 palavras, 101 visualizações   Portuguese (BR)
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Como deixar a cidade e começar uma vida no campo

Muitas pessoas que vivem nas cidades tem um sonho em comum: ter condições de deixar para trás a correria, a poluição, o stress, o barulho e as dores de cabeça da vida nas cidades grandes. Para isso, a solução mais "desejada" é mudar-se para uma casa de campo, uma chácara, um sítio ou uma fazenda.

Imaginar que a vida no campo, em uma propriedade rural, é sinônimo de melhora de qualidade de vida não é um engano, pois realmente as pessoas passam a desfrutar de uma melhora tanto física como psicológica em comparação às suas condições, antes da "mudança de ares". O único problema deste sonho é: como se manter financeiramente no campo, sem um trabalho?

Existem muitas alternativas para obtermos suporte financeiro no campo, sem um trabalho na cidade. Antes de enumerarmos as possibilidades, devemos ressaltar que muitas pessoas apresentam uma situação mais favorável do ponto de vista econômico: os aposentados, que já possuem uma renda fixa mensal e que podem, com maior facilidade, deixar a vida da cidade e se estabelecer no campo.

Quanto às oportunidades de negócio no campo, como já mencionamos, são muitas, abrangendo atividades na agricultura, pecuária, industria caseira e mesmo prestação de serviços na região. Podemos ressaltar muitas atividades, como o cultivo de hortas, pomares, plantas medicinais e condimentares, flores, plantas ornamentais, etc. Na pecuária, a criação de bovinos, caprinos, ovinos, coelhos, minhocas, escargots, rãs, galinhas, patos, faisões, abelhas, entre muitas outras criações comerciais.

As atividades produtivas são uma maneira de se manter no campo, mas são, também, uma forma de se manter ativo e de ter uma boa qualidade de vida. Isto é verdade, pois a atividade física característica das atividades rurais aliada a todos os outros componentes da vida no campo, como alimentação, ar puro, etc., compõem uma forma de vida saudável, com qualidade.

É um sonho para muitos e pode se tornar realidade. Imagine a vida em uma casa tranqüila, com uma área de lazer adequada, que pode ser composta de uma piscina, quadra, churrasqueira, etc. Uma mesa farta, com produtos colhidos e produzidos na propriedade, como leite, pão, queijos, carne, frutas e hortaliças. Imagine, ainda que tudo isso pode ser proporcionado através de um trabalho prazeroso, livre do stress da cidade grande e com enorme potencial para crescimento e bons lucros.

Por onde começar? Bom, esta pergunta é, sem dúvida, o primeiro passo para transformar um sonho em realidade. Neste caso, podemos enumerar os principais tópicos do caminho a trilhar:

- Definir o montante disponível para investimento;

- Aprender o máximo possível sobre o campo e as atividades rurais (livros, vídeos, revistas, Internet, programas de TV, etc.);

- Escolher a região e a propriedade rural mais adequada à atividade à qual se proponha a desenvolver;

- Pedir o auxílio de pessoas experiente, pois a experiência mais "barata" é sempre a dos outros (mesmo que não sejam boas experiências!);

- Construir ou reformar a casa principal da propriedade;

- Preparar toda a infra-estrutura para moradia e para o início das atividades produtivas, incluindo até a contratação de pessoal e, por fim;

- Mudar-se e começar uma nova vida!

Permalink 23:43:10, por mestre_xaman Email , 508 palavras, 72 visualizações   Portuguese (BR)
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Casas e residências nas fazendas e sítios

Uma propriedade rural, como uma fazenda ou sítio, além de ser um local de produção agropecuária, costuma ser o local de moradia de muitos funcionários e do proprietário rural. Quando o produtor não reside na sua propriedade, no mínimo, possui uma casa dentro de suas terras para poder passar algum tempo por lá, quando necessário. Além disso, existe o fator lazer, ou seja: seu sítio ou fazenda também é um local de lazer para o proprietário rural e sua família.

As casas em fazendas e sítios são, de um modo geral, construídas de maneira a atender as necessidades específicas de seus proprietários, levando-se em conta alguns importantes fatores como:

- a casa é uma residência fixa (se o proprietário realmente mora no imóvel);

- a casa é utilizada regularmente, pois o produtor dela necessita por alguns dias, todas as semanas;

- a casa é apenas utilizada esporadicamente, como "casa de campo";

- a região onde se encontra a propriedade (estilo arquitetônico predominante na região);

- clima (se é muito chuvoso, frio, quente, com grandes variações de temperatura, etc.);

- construção de áreas de lazer (piscinas, quadras de esportes, etc.).

Aspectos da construção

Dependendo da região ou do gosto do proprietário, a casa rural pode ser construída de acordo com os padrões arquitetônicos predominantes na região como, por exemplo, casas em estilo colonial brasileiro (comum nos estados de MG e SP), estilo imperial brasileiro (encontrado principalmente no estado do Rio de Janeiro), "country" (estilo rural dos Estados Unidos, utilizado no interior do estado de São Paulo e região Centro-Oeste), construções normandas (muito utilizadas nos estados do Sul do Brasil e em regiões serranas),etc.

Além do estilo de construção, as características climáticas devem ser fator de grande influência na construção. Isto afeta as construções na medida em que são instaladas lareiras nas casas que ficam em regiões mais frias ou com inverno mais rigoroso, forros isolantes, para conter o excesso de calor em regiões com grande incidência de sol e calor, além de aproveitamentos mais práticos, como a instalação de painéis solares, para o aquecimento de água, etc. Além disso, a construção do telhado deverá ser feito de acordo com a incidência de chuvas, neve (no Sul do Brasil), e ventos fortes.

Um fator muito importante nas construções é a sua interação com o ambiente, no aspecto paisagístico e funcional. No aspecto funcional podemos citar a utilização de poços artesianos para o suprimento de água da casa ou a construção de sistemas de bombeamento da água de minas próximas, se for o caso.

Casas de funcionários

Este é um tópico muito importante pois, na maioria dos casos, existem funcionários que moram na fazenda ou sítio. As construções devem ser feitas utilizando-se os mesmos critérios de funcionalidade (aproveitamento dos recursos naturais) e levando-se em conta o clima da região. De uma forma geral, a construção deverá visar o conforto dos funcionários e suas famílias.

O conforto nas casas dos funcionários não deve ser confundido com luxo, porém devemos dar as melhores condições de habitação, para que estes estejam sempre motivados e gostem da vida no local.

Permalink 23:38:16, por mestre_xaman Email , 488 palavras, 118 visualizações   Portuguese (BR)
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Utilizações da energia solar na cidade e no campo

A geração de eletricidade através da utilização da energia solar é uma forma limpa e ecologicamente correta, pois não agride o meio ambiente. Além disso, é uma alternativa de baixo custo, que apresenta muitas vantagens, tanto para a utilização nas cidades quanto no campo.

Em áreas rurais, fazendas, casas de campo, sítios ou chácaras, muitas vezes, não há disponibilidade de eletricidade da rede pública, fazendo com que a geração de energia na propriedade seja vital. Mesmo que haja disponibilidade, a utilização da energia solar pode representar uma sensível redução de custos.

Existem muitas formas possíveis para a utilização ou captação da energia solar, mas, de forma geral, são sempre utilizados painéis solares, que são placas que absorvem a energia do sol, transformando-a em energia elétrica. Trata-se de um conjunto de equipamentos composto pelas placas fotovoltaicas, baterias, transformadores, etc.

Existem, ainda, painéis solares mais simples, que transformam a energia solar em calor, normalmente utilizados para o aquecimento de água. Para tal, podem ser utilizadas placas adquiridas em lojas e empresas especializadas ou, ainda, soluções domésticas, como um aquecedor solar simples para água. Este tipo de aquecedor nada mais é do que uma grande mangueira, preta, enrolada de forma espiral em uma armação, transformando-a em uma grande serpentina. Uma vez exposta ao sol, toda a água que passar pela serpentina será aquecida. Se desejarmos água "muito quente", basta montar várias serpentinas, ligadas em série.

No mundo inteiro, essa forma de geração de energia vem sendo difundida cada vez mais, principalmente em regiões cuja incidência de sol predomine no decorrer do ano. Devemos ressaltar que a utilização da energia solar não se restringe apenas a dias e regiões ensolaradas, pois a produção de um dia de sol pode ser armazenada em baterias, que continuam abastecendo a propriedade à noite e em dias de pouco sol.

Um dos grandes atrativos da produção de eletricidade através da energia solar é a durabilidade do conjunto de equipamentos utilizados, que chega a mais de 25 anos de uso ininterrupto, sem necessidade de manutenção.

Nas cidades, o sistema de aproveitamento da energia solar mais utilizado é para o aquecimento de água em residências. Isso acontece

principalmente devido ao alto consumo de eletricidade dos chuveiros elétricos e de sistemas de aquecimento de água em tambores ou boilers, que utilizam grandes resistências elétricas e fazem com que as contas de eletricidade sejam bastante elevadas. Com a utilização do sistema solar, a conta de luz passa a ser bem menor, pois todo o consumo será apenas da iluminação doméstica e dos eletro-eletrônicos (TV, geladeira, máquina de lavar, etc.).

No campo e na agroindústria, a geração de eletricidade através da energia do sol, além de reduzir custos e não agredir o meio ambiente, pode ser utilizada em muitas atividades, como na produção avícola, piscicultura, bovinocultura de corte e leite, criação de cavalos, avestruzes, em mini-indústrias, em sistemas de hidroponia, irrigação e em todas as dependências da propriedade, como galpões, residências, etc.

Permalink 23:32:20, por mestre_xaman Email , 466 palavras, 174 visualizações   Portuguese (BR)
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Tipos de cercas e suas utilizações

Existem diversos tipos de cercas que podem variar na sua aparência, custo, funcionalidade e aplicação. Veremos a seguir os principais tipos de cercas utilizadas nas propriedades rurais em todo o Brasil, suas características e em sob quais circunstâncias são utilizadas.

Cercas de arame farpado ou liso

São construídas com mourões de madeira, cimento, etc., fincados a determinada distância uns dos outros. Neles são fixados, com grampos-de-cercas, os arames paralelos e cujo número varia, normalmente, de 3 a 12, conforme o objetivo e o local da cerca. São, em geral, mais baratas do que as cercas de madeira e sua construção é mais rápida e fácil. Exigem menos conservação e são de grande durabilidade quando construídas com mourões de madeira de lei ou "tratada", cimento, aço e arame de boa qualidade. No caso de sua remoção, todo o seu material pode ser reaproveitado, podendo a cerca ser levada e instalada em outro local. Por esses motivos, é considerada a mais prática sendo a mais utilizada em todo o mundo.

Cercas de tábuas ou de réguas

Usadas principalmente para currais, baias e mesmo piquetes. São muito caras, se compararmos ao custo das cercas de arame, devido ao elevado preço da madeira. Sua durabilidade varia de acordo com a qualidade do material empregado e de sua conservação.

Cercas de bambu

São muito empregadas para fechar quintais, pequenos cercados para hortas ou animais, divisão de pequenos pastos, etc. Os bambus podem ser usados roliços (inteiros) ou rachados. São de fácil construção e sua durabilidade é relativa. Segundo crença popular, o bambu cortado na lua minguante não "bicha". Essas cercas podem ser de "bambu deitado" ou de "bambu em pé".

Cercas de Guaranta

De uso quase proibitivo, exceto nas regiões de muita madeira ou de difícil escoamento para elas, devido aos elevados preços da madeira, são construídas com as achas fincadas bem juntas, verticalmente e amarradas umas às outras, com arames, cipós ou travessas de madeira. São usadas, em geral, para fechar currais, mangueirões (para porcos) e piquetes.

Cercas de varas deitadas ou cama

São usadas mais em pequenos imóveis e sua durabilidade varia de acordo com a qualidade e o estado da madeira utilizada. Não são das mais bonitas, porque nelas são aproveitadas varas, troncos e ramos dos mais variados tamanhos, formatos e "grossuras", amarrados com cipós aos mourões.

Cercas-vivas ou sebes

São formadas por certas espécies de plantas, em geral, com bastante espinhos (porque melhores são os seus resultados), alinhadas lado-a-lado, bem juntas ou com um certo espaço entre elas, de acordo com o seu objetivo: embelezamento de parques e jardins ou para servir de divisão, dependendo dos animais que devem conter. É preferível que essas cercas fiquem perto da sede do imóvel ou de casas de empregados, pois exigem tratos e uma boa assistência, principalmente quando as plantas são novas

Permalink 23:22:21, por mestre_xaman Email , 682 palavras, 105 visualizações   Portuguese (BR)
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Técnicas para captação de água nas propriedades rurais

Quando desejamos ou necessitamos captar água para qualquer atividade dentro de uma propriedade rural, podemos fazê-lo de duas maneiras: por gravidade ou por elevação. Também o transporte e a recepção da água podem ser feitas pelos mesmos métodos.

Sempre que for possível, no entanto, devemos empregar para essas operações a gravidade porque é mais barata, evitando investimentos de capital na aquisição e despesas com a operação e a manutenção de equipamentos, combustíveis, mão-de-obra, etc. Isso, naturalmente, só é possível quando a fonte de abastecimento estiver localizada a nível mais elevado do que o destino da água. Quando isso ocorre, basta "abrir" a água que ela virá deslizando por uma valeta, cano ou mangueira que a coleta no manancial.

Quando, no entanto, a fonte de abastecimento ficar localizada em nível mais baixo do que o nível para onde a água se destina, é preciso que a elevemos. Para isso, é necessário que empreguemos equipamentos e aparelhagens especiais para esse tipo de trabalho como, por exemplo, bombas hidráulicas movidas à eletricidade, gasolina, biogás, etc., bem como carneiros hidráulicos, moinhos-de-vento, rodas de água, etc. e cujas características e funcionamento daremos a seguir:

Bombas

Existe uma grande variedade de bombas, quanto ao seus modelos, tamanhos, capacidade, etc. Podem ser centrífugas ou de pistão. Os motores que as acionam podem ser elétricos ou movidos a combustíveis como gasolina, óleo diesel, álcool, gás engarrafado ou, o que é melhor ainda: biogás, que fica mais barato porque pode ser produzido no próprio imóvel, com o emprego de biodigestores, dos quais existem vários tipos e tamanhos, de acordo com a sua capacidade de produção desejada. Essas bombas são muito empregadas nos imóveis rurais, são de grande utilidade e, às vezes, indispensáveis para as atividades rurais.

Rodas de água

Quando tivermos no imóvel, uma queda de água, com um certo desnível, podemos empregar uma roda de água para acionar bombas de água. As rodas de água são de grande eficiência e baixo custo operacional. Existem rodas de água de muitos tamanhos, modelos e tipos. Destacam-se entre elas as grandes rodas de ferro ou madeira, muito usadas em moinhos, e as de caçambas de ferro, tipo "Pelton", etc. Elas podem ser instaladas para o aproveitamento das águas dos rios, córregos, ribeirões, valetas, canais, etc. e o mesmo de bicas ou canos.

Carneiros hidráulicos ou arietes

Muito simples, resistentes e de grande durabilidade, são aparelhos que trabalham sozinhos, isto é, a própria água a ser elevada, ao passar por eles, os faz funcionar, noite e dia sem parar e sem o auxílio de qualquer outra fonte de energia o que, embora desperdice uma parte da água que não é elevada, diminui muito os gastos ou custos operacionais.

Existem carneiros hidráulicos de vários tamanhos e sua capacidade de elevação depende da quantidade de água ou, melhor, do volume da sua vazão e da altura em que a água se encontra acima do carneiro hidráulico que a eleva a uma altura várias vezes superior à em que se encontra a fonte de abastecimento. Junto a cada carneiro hidráulico adquirido vem uma tabela de cálculos, pela qual podemos nos orientar.

Cata-ventos ou moinhos-de-vento

Embora exista uma grande variedade de modelos, tamanhos, tipos de construção, comprimento, tipo das pás, etc., para serem empregados de acordo com as necessidades e a região em que são instalados, os mais utilizados no Brasil, são os do tipo empregado nas salinas para bombear a água salgada para os tabuleiros de evaporação, para a produção de sal de cozinha, o Cloreto de Sódio, bem como outros produtos como, por exemplo, o gesso.

São muito eficientes, sendo formados por pás giratórias ligadas a engrenagens que, por sua vez, acionam um eixo ligado a uma bomba de água. Essa bomba pode ser de vários tipos, de acordo com o seu uso e as necessidades.

Como são impulsionados pelos ventos, esses moinhos dispensam os gastos com combustíveis ou eletricidade, o que faz baixar os custos de produção. A desvantagem que apresentam os moinhos-de-vento é que param quando não há ventos e que, por isso, só devem ser instalados em regiões em que eles sejam constante.

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Indústria rural caseira e artesanal

Quando somos proprietários de um sítio, chácara ou fazenda, muitas vezes não nos damos conta das inúmeras possibilidades de negócios que temos ao nosso dispor. São tantas opções, que devemos analisa-las com cuidado, para que façamos as melhores escolhas, aquelas que nos proporcionarão os melhores rendimentos.

Não estamos nos referindo, nesta matéria, aos negócios rurais tradicionais, ligados à agricultura ou à pecuária, mas a formas de industrialização e produção caseira e artesanal de produtos com valor agregado maior. Como um exemplo bem simples, temos o caso do fubá: um quilo de fubá é vendido por um preço muitas vezes menor ao que é conseguido com a venda de um bolo de fubá do mesmo peso (mesmo levando-se em consideração os outros ingredientes do bolo).

Tendo em vista o desenvolvimento de uma pequena atividade industrial rural artesanal, como já mencionamos, existem muitas opções, tais como as produções de:

- queijos;

- pães, bolos e doces;

- compotas;

- geléias;

- licores;

- vinho, cerveja e cachaça;

- embutidos e defumados.

Os exemplos acima mostram algumas das formas de produção caseira e artesanal rural, das quais nos aproveitamos de produções agrícolas ou pecuárias existentes na propriedade. Toda ou parte da matéria prima utilizada na fabricação dos produtos, pode ser produzida na propriedade, barateando ao máximo os custos de produção.

Os investimentos necessários para a implantação de uma indústria caseira rural, na maioria das vezes, são pequenos, mas devemos ressaltar que, quanto mais elaborada for a produção, maiores serão os investimentos.

Por fim, mas com grande importância, devemos ter à nossa disposição os canais de distribuição ou venda necessários. De nada adianta ter uma boa produção, com produtos de qualidade, se não tivermos para quem vende-los. As vendas podem ser feitas diretamente, para pessoas que visitem a propriedade ou através de pequenas revendas na região. Ainda, se for possível, é de grande interesse conseguir distribuidores em outras regiões ou em outros estados. Para isso, o melhor é criar uma marca (e registra-la) e uma comunicação visual completa, com embalagem própria, logotipo e rótulos.

Antes de investir em uma determinada atividade industrial rural artesanal, é vital aprendermos o máximo possível sobre o assunto, ou seja, sobre a produção à qual pretendemos iniciar. Além disso, o melhor é trabalhar com a industrialização de produtos ou de matérias primas produzidas na propriedade. Por último, devemos "colocar o coração" na atividade, ou seja, nos dedicarmos integralmente à produção com qualidade, pois o mercado consumidor só reconhece produtos que tenham qualidade e preço justo.

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Estufas - produção agrícola em ambientes controlados

A necessidade dos produtores protegerem as suas plantas, principalmente durante os períodos climáticos mais adversos, é o principal fator para que sejam utilizadas as estufas. A sua utilização é cada vez maior, em todo o mundo, evitando os danos causados por temporais, geadas, nevadas, granizo, frio extremo, etc., ou seja, más condições ambientais.

Essa grande difusão da estufa se deve, indiscutivelmente, ao aparecimento do plástico, devido à sua versatilidade e baixo custo. Por esta razão, podemos encontrar em praticamente todas as regiões do mundo, estufas de revestimento plástico. As estufas, além disso, concorrem para um melhor desenvolvimento dos plantios, bem como para o aumento da produtividade, maior número de colheitas por ano, colheitas nas entressafras e produtos de melhor qualidade.

Para o cultivo de hortaliças, as estufas se espalharam, em primeiro lugar, pela Holanda e depois por outros países, principalmente depois do aparecimento do plástico. Atualmente, a produção de hortaliças em estufas vem se firmando a cada ano e está bem difundida no Brasil e do mundo.

Vantagens na utilização de estufas

O objetivo das estufas, como já mencionamos, é evitar e controlar uma série de fatores ambientais, além de "organizar" de maneira mais racional e compactada uma determinada plantação ou cultivo. Desta forma, temos a seguir os principais problemas dos quais as estufas são capazes de proteger uma determinada plantação, ou melhor, os fatores climáticos que podem ser controlados através da utilização de estufas.

Controlar o frio é uma das vantagens das estufas pois, em geral, ele prejudica a germinação das sementes. As plantas apresentam um crescimento irregular e lento e há uma grande queda na produção, principalmente de flores. Uma geada, por exemplo, pode destruir totalmente uma plantação, enquanto que temperaturas muito elevadas, fazem as plantas transpirarem bastante, acima do normal, provocando uma queda na sua produção.

A umidade relativa do ar, outro fator vital, quando é baixa, pode levar à desidratação de algumas plantas, sendo, neste caso, necessária uma irrigação adequada. Quando a umidade for acima do normal, também há prejuízos para as plantas, que ficam mais sujeitas às doenças.

O vento frio diminui o ritmo de crescimento das plantas e quando ele é muito forte, pode danificar e até matar a planta. Quanto ao granizo, ele pode causar sérios danos às plantas e até destruí-las. Também os temporais podem destruir as plantações. Outro grande problema para as plantas é o sol forte, que pode prejudicar e até acabar com elas.

As estufas apresentam, resumidamente, as seguintes vantagens:

- Colheitas fora da época. Quando as condições ambientais não favorecem o desenvolvimento e a produção de hortaliças, por exemplo, podemos utilizar a estufa para o seu plantio e produção fora da época. Com as estufas, podemos cultivar esses produtos durante todo o ano, conseguindo, assim, maiores lucros;

- Produtos melhores, com melhor aspecto, permitindo obter melhores preços;

- Colheitas precoces que, aliadas a uma boa qualidade, proporcionam preços mais elevados, possibilitando de 2 a 4, ou até mais colheitas por ano, na mesma área;

- Maior controle sobre as pragas e doenças, pois as plantas em estufas são mais fortes e resistentes às doenças e pragas;

- Economia de insumos, evitando que eles sejam levados pelas águas das chuvas, diminuindo a fertilidade do solo;

- Economia de água, pois as plantas transpiram menos e a água não se evapora pela ação do vento e do sol direto, exigindo menos regas;

- Conserva a estrutura do solo, pois não há compactação da terra pelas águas da chuva, seguida de calor solar. Evita, também, os problemas de erosão, além de a terra permanecer em boas condições;

- Permite o plantio de mudas de variedades selecionadas, que necessitam de condições ambientais especiais, como as que as estufas podem proporcionar.