O que tá rolando...
Postei o texto abaixo dia 25 de Outubro, mas foi no blog errado e só fui perceber hoje.
Santa demência!
Ao juntar material para um trabalho da faculdade sobre adoção no Brasil, me deparei com um quadro mil vezes pior do que eu imaginava. Não que eu tivesse pensado sobre isso muito a fundo, mas pelas coisas que vemos na TV, nas novelas, comentários aqui e ali durante nossa vida, pensei que tivesse uma idéia geral do quadro. Ledo engano.
Eu não sabia metade das coisas que agora sei. E olhe que ainda não sei muito. Ainda estou pesquisando.
Por exemplo, você sabia que não existe um cadastro geral de crianças? Cada estado tem uma subdivisão de comarcas diferentes e cada uma tem seu próprio cadastro que não é disponibilizado nacionalmente.
Para as filas de famílias querendo adotar uma criança é a mesma coisa. Cada comarca com sua lista de espera. O governo não sabe o total de crianças nos abrigos nem o total de famílias querendo adotar.
Eu não sabia que muitas das crianças que estão institucionalizadas (vivendo em abrigos) não estão disponíveis para adoção. Muitas vezes as famílias não tem condições de cuidar e deixam os filhos nos abrigos, mas não os entregam pra adoção. O que acaba acontecendo é que a família acaba "esquecendo" a criança no abrigo por anos a fio, e a criança chega à maioridade ainda vivendo no abrigo.
Outra coisa que eu também não sabia era que os critérios nos procedimentos de adoção variam de estado pra estado.
A adoção consensual (a "adoção pronta") é um tipo de adoção que está na lei. Todavia, tem juízes que aceitam mas outros não aceitam. Então se você está habilitada, tudo bonitinho, certinho, e arruma uma mãe biológica que queira dar a criança recém-nascida pra você mas você vai pra um juiz que não aceita esse tipo de adoção, ele pode pegar a criança que seria sua e destinar a alguém da fila que esteja na vez. Lamentável, mas possível.
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