Conlhecimento...Vivência e Recomeço
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smargn-amorosa

Nome Científico: Selaginella umbrosa
Nome Popular: Selaginela, musgo-renda
Família: Selaginellaceae
Divisão: Pteridophyta
Origem: América Tropical
Ciclo de Vida: Perene
A selaginela, assim como a renda portuguesa apresenta uma textura peculiar. Seu caule é ramificado e suas folhas (frondes) são de coloração verde escura e brilhante, muito escamosas e bonitas. Adequada para vasos e jardineiras, a selaginela pode ser utilizada também em estufas úmidas e jardins de inverno, sendo uma planta curinga em locais de baixa luminosidade.
Deve ser cultivada em vasos e canteiros à sombra, com muita umidade e solo rico em matéria orgânica, com regas freqüentes. Como muitas pteridófitas, a seleginela não tolera o frio. Multiplica-se por esporos e por divisão dos rizomas.
Medicinal
Indicações: Asma, bronquite, doenças pulmonares, hemorragia gastrintestinal, hematúria, hemoptise, leucorréia, prolapso retal, tosse.
Propriedades: Adstringente, hemostática.
Partes usadas: Toda a planta.

Nome Científico: Caesalpinia ferrea
Sinonímia: Caesalpinia leiostachya, Apuleia ferrea
Nome Popular: Pau-ferro, Jacá, Ibirá-Obi, Imirá-Itá, Jucá, Pau-ferro-do-ceará, Jucaína, Icainha, Muiarobi, Muiré-itá
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
O pau-ferro é um árvore perenifólia a semi-decídua, nativa da mata atlântica, ocorrendo do sudeste ao nordeste do Brasil, nas florestas pluviais de encosta atlântica (floresta ombrófila densa). A copa é arredondada e ampla, com cerca de 6 a 12 metros de diâmeto. O porte é imponente, atingindo de 20 a 30 metros de altura. O tronco apresenta 50 a 80 cm de diâmetro. Ele é claro, marmorizado, liso e descamante, o que lhe confere em efeito decorativo interessante. As folhas são compostas bipinadas, com folíolos elípticos de cor verde-escura. A floração ocorre no verão e outono. As flores são amarelas, pequenas, e de importância ornamental secundária. Os frutos são vagens duras que amaduressem no inverno. Parte dos frutos cai, enquanto que uma boa parte ainda permanece na planta, formando um banco de sementes aéreo.
O pau-ferro é muito visado para o paisagismo por suas características ornamentais e de sombreamento. Apesar do porte, não possui raízes agressivas, o que é um fator importante de eleição para arborização urbana. Deve-se evitar, no entanto, o plantio em calçadas, sob fiação elétrica, e em locais de transito intenso de pessoas e carros, pois os ramos tendem a quebrar e cair em tempestades, oferecendo perigo. Como o próprio nome já diz, o pau-ferro possui madeira dura, densa, durável e resistente, de excelente qualidade para a fabricação de violões e violinos, e para construção civil, na construção de vigas, esteios, caibros, etc. Seu crescimento é rápido, principalmente nos primeiros anos. Em recuperação de áreas degradadas, o pau-ferro também é uma excelente escolha, por crescer bem em áreas abertas.
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o transplante das mudas. Multiplica-se por sementes, que devem ser escarificadas antes do plantio, para quebra de dormência. As sementeiras ou tubetes devem ficar sob meia-sombra e irrigados pela manhã e pela tarde. Emergem em 20 a 30 dias após o plantio. As mudas devem ser transplantadas para saquinhos maiores ou para o local definitvo quanto atingirem 6 cm de altura.
Medicinal
Indicações: Diabetes, infecções bronco-pulmonares, infecções intestinais, disenterias, diarréias, cáries, gengivite, reumatismo, sífilis
Propriedades: Anti-séptico, antimicrobiana, adstringente, depurativo.
Partes usadas: Cascas

Nome Científico: Tagetes patula
Nome Popular: Tagetes-anão, flor-de-estudante, cravo-de-defunto, cravo-francês
Família: Asteraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América do Norte
Ciclo de Vida: Anual
De flores amarelas, laranjas e vermelhas alaranjadas, os tagetes são plantas com um sentido especial. Suas folhas têm um aroma característico e utiliza-se muito o plantio consorciado de tagetes com outras plantas mais delicadas, pois eles têm a fama de manter as pragas à distância. De folhagem densa e floração abundante no verão, é uma planta ótima para compor maciços e bordaduras no jardim, isolado ou com outras flores e folhagens.
Devem ser cultivadas a pleno sol, em solo composto de terra de jardim e terra vegetal, com regas regulares. Tolerante ao frio. Multiplica-se por sementes.
Medicinal
Indicações: Acne, bronquite, cólicas uterinas, espasmos, furúnculo, dores reumáticas, melhorar o apetite, prisão de ventre, resfriados, reumatismo, sudorífico, tosse, vermes.
Propriedades: Analgésica, antiespasmódica, anti-reumática, antitussígena, imunoestimulante, laxativa, purgativa, sudorífera, vermífuga.
Partes usadas: Flores e folhas.
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Nome Científico: Cassia fistula
Sinonímia: Bactyrilobium fistula, Cassia bonplandiana, Cassia excelsa, Cassia fistuloides, Cassia rhombifolia, Cathartocarpus excelsus, Cathartocarpus fistula, Cathartocarpus fistuloides, Cathartocarpus rhombifolius
Nome Popular: Chuva-de-ouro, Cássia-imperial, Canafístula, Cássia-fístula
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Sudeste da Ásia
Ciclo de Vida: Perene
A chuva-de-ouro é uma árvore ornamental decídua, de floração espetacular, com seus belos cachos pendentes de flores douradas. De porte médio e crescimento rápido, ela alcança cerca de 5 a 10 metros de altura. Seu tronco é elegante, um pouco tortuoso, e pode ser simples ou múltiplo, com a casca cinza-esverdeada. A copa é arredondada, com cerca de 4 metros de diâmetro. As folhas são pinadas, alternas, com 4 a 8 pares de folíolos elípticos, acuminados e de cor verde-viva.
No verão desponta suas inflorescências, do tipo rácemo, pendentes e longas, com cerca de 30 cm de comprimento e com numerosas flores amarelas, pentâmeras e grandes. Os frutos que se seguem são do tipo legume, cilíndricos, de cor marrom, e contêm de 25 a 100 sementes lenticulares, castanhas, lustrosas, envoltas em uma polpa doce e com propriedades medicinais. Apesar da polpa ser comestível, as sementes são tóxicas e não devem ser ingeridas.
Isolada ou em pequenos grupos, a chuva-de-ouro se torna um centro de atenção no jardim, durante sua floração. No resto do ano ela também não fica pra trás, pois fornece uma sombra fresca, sem ser muito densa. Pode ser plantada em calçadas pois não apresenta raízes agressivas. Além de suas qualidades ornamentais, ela é utilizada em fitoterapia, tendo destaque especial na medicina Ayurveda. Suas propriedades incluem desintoxicação e depuração do organismo. Cuidado: a chuva-de-ouro têm propriedades tóxicas, e seu consumo deve ter sempre acompanhamento médico.
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. A chuva-de-ouro se adapta muito bem aos climas subtropical e tropical. Depois de bem estabelecida ela é capaz de tolerar períodos curtos de estiagem. Multiplica-se por sementes que necessitam de quebra de dormência para uma melhor germinação. A quebra de dormência pode ser realizada através da escarificação física ou imersão em solução de ácido sulfúrico por 5 a 20 minutos. Após este processo, as sementes devem ser deixadas de molho em água por algumas horas antes do plantio.
Medicinal
Indicações: Prisão de ventre, intoxicações, cefaléias, ansiedade, febre, artrite, problemas nervosos, hemorragias, refluxo ácido, reumatismo, afecções de pele, envenenamentos.
Propriedades: laxante, emoliente, depurativa, desintoxicante, purgativo, estimulante da vesícula biliar, aperiente, vermífugo.
Partes usadas: Sementes, polpa dos frutos, folhas, raízes

Cipó-de-são-joão - Pyrostegia venusta
Nome Científico: Pyrostegia venusta
Sinonímia: Bignonia ignea, Bignonia venusta, Pyrostegia ignea, Bignonia tecomiflora, Pyrostegia acuminata, Pyrostegia dichotoma, Pyrostegia intaminata, Pyrostegia pallida, Pyrostegia parvifolia, Pyrostegia reticulata
Nome Popular: Cipó-de-são-joão, flor-de-são-joão, cipó-vermelho
Família: Bignoniaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
Trepadeira muito utilizada na decoração das festividades de São João em todo o Brasil. Produz muitas inflorescências, compostas de pequenas flores alongadas e alaranjadas em pleno inverno destacando-se. É uma planta interessante quando queremos ter flores vistosas nos meses frios. Cobre muito bem pérgolas, cercas, treliças, muros e caramanchões.
Devem ser cultivadas em solo fértil com regas regulares, sempre a sol pleno. Uma boa adubação com farinha de ossos e cinzas estimula uma floração abundante. É frequente observá-la nas matas a beira das estradas. Multiplica-se por sementes e por estaquia.
Medicinal
Indicações: Diarréias e desinterias, leucoderma, vitiligo.
Propriedades: Tônico.
Partes usadas: Flores, folhas e raízes.

Quando eu vou poder ver meu blog????![]()

Testando
A vida é bela, e por ela muita gente espera.
Ana Maria.
Quem não deseja ou sonha em ter um sítio? Quantos já não vêm, há anos, fazendo planos para adquirir um, mudar para lá, fazer criações e plantar de tudo? O objetivo desta matéria é justamente o de mostrar como adquirir um sítio, levando em consideração os mais importantes aspectos, de forma a transformá-lo em fonte de lazer, alegrias, fartura e também de lucros.
Documentação
Quando pretendemos adquirir um imóvel devemos, primeiramente, verificar se toda a documentação está em ordem. O principal é que as escrituras estejam registradas no cartório de registro de imóveis. Devemos exigir que o vendedor apresente, também, certidões negativas de ônus e alienações e, para maior garantia, uma certidão de filiação vintenária do imóvel.
Devemos verificar, ainda, a situação do vendedor, isto é, se é o legítimo dono do imóvel ou se está legalmente qualificado, por procuração do proprietário ou outro instrumento legal, a efetuar a transação de venda. Devemos exigir, ainda, que o proprietário apresente certidões pessoais de cartórios distribuidores cíveis, certidões negativas de protestos e certidão negativa da Receita Federal. Outro ponto importante é verificarmos se não há nenhuma disputa judicial ou não, sobre o imóvel ou mesmo uma ?briga entre vizinhos? pela localização de uma cerca de limite de imóvel, para não ?comprarmos uma briga? junto com o sítio.
É importante que na escritura de compra e venda do imóvel fique expresso, claramente, que ele será entregue livre e desembaraçado de quaisquer ônus e totalmente desocupado, sem nenhum morador pois, a falta dessa cláusula ou o seu não cumprimento podem acarretar sérios aborrecimentos e prejuízos ao comprador, por indenizações que mais tarde seja obrigado a pagar a empregados ou moradores que ficarem no imóvel. Todo o cuidado é pouco e o melhor é contratar um advogado para assessorar na documentação.
Localização
O melhor é que fique à margem de boas estradas, com trânsito garantido durante todo o ano, mesmo nas estações chuvosas, pois um acesso rápido aos locais de recursos é importante, não só em casos de emergência, compras, etc. mas também para o transporte mais rápido e econômico da produção, principalmente de produtos perecíveis.
Comunicação (telefonia e internet)
É imprescindível que a localização do sítio permita a utilização de telefones fixos e/ou celulares possibilitando, ainda, o acesso à internet. O aspecto dos meios de comunicação é especialmente importante para sítios produtivos, com produção voltada para o mercado regional, nacional ou mesmo para exportação.
Outros fatores a considerar
Temos, entre eles, os seguintes: salubridade da região que deve ser livre de doenças endêmicas ou de poluições originárias de fábricas, pulverizações, vinhoto, etc.; temperatura / umidade relativa do ar / regime pluviométrico, ou seja, a incidência das chuvas durante o ano, nos diversos períodos; mão-de-obra disponível na região; possibilidades de mercados locais; possibilidades de atingir maiores mercados, etc.
Preço de custo
Quanto menor o preço de compra, melhor. Barato, no entanto, não é só o que custa menos, mas sim o que preenche as condições desejadas e que fica em condições de aproveitamento com os menores gastos, por facilidades nas construções, plantações, etc., com menores despesas, o que compensa um custo um pouco maior. É aconselhável verificar os preços correntes na região, para não pagarmos mais caro do que vale o imóvel.
Tipos ou composição dos solos
Variam bastante, podendo ser arenosos, calcáreos, silicosos, mais ou menos ácidos; secos úmidos ou charcos (brejos), todos aproveitáveis, de acordo com os fins a que se destinam. Também o perfil do terreno é importante, podendo ser plano, ondulado, com um ligeiro declive (talvez os melhores) ou mais ou menos acidentados, com morros ou elevações às vezes íngremes, dificultando os serviços ou as construções e que podem, ainda, provocar enxurradas e desabamentos.
Água
É o elemento mais importante em um sítio: sem água não há vida. Deve ser limpa, de preferência potável e em quantidade suficiente, inclusive para possíveis aumentos das atividades no imóvel. Um sítio sem água, não serve!
Benfeitorias
Quando em bom estado e adequadas, representam uma boa economia de dinheiro e de tempo para a exploração do imóvel. Caso contrário, só atrapalham, pois precisam ser consertadas ou adaptadas, o que pode não compensar pelos seus custos ou por sua funcionalidade. Quando não houver instalações adequadas, o melhor é que nem existam, pois mais fácil se torna um planejamento global para o aproveitamento do sítio, com a localização das instalações e plantações nos locais mais indicados.
Vizinhança
É outro fator que deve pesar muito na escolha de um sítio, porque muitos são os problemas que podem ocorrer com vizinhos inconvenientes. Entre esses, podemos citar, como exemplo, as pedreiras que, além do barulho das explosões, ainda podem atirar pedras, às vezes de grande tamanho, causando prejuízos. Além das pedreiras, podemos citar, como ?maus vizinhos?, fábricas que lancem fumaças tóxicas ou poluam as águas, e aglomerados humanos que sejam foco de marginalidade, tornando a localização do sítio perigosa.
fonte (www.raralnews.com.br)
Para aquecermos a água ou elevarmos a sua temperatura, podemos utilizar um aparelho de construção caseira, muito simples, de baixo custo e de fácil construção. Este dispositivo nada mais é do que uma simples mangueira preta de borracha ou PVC, enrolada em uma armação, também simples, de madeira, formando uma cruz com os quatro braços do mesmo comprimento e nos quais pregamos um arame formando arcos para a passagem da mangueira em cada uma de suas voltas, construindo o aquecedor de forma circular.
A mangueira (ou cano) vem livre da fonte de abastecimento, é enrolada em forma espiral, formando o aquecedor e depois, novamente livre, leva a água até um reservatório ou direto para a sua utilização imediata.
Como em todo o seu trajeto a mangueira fica exposta aos raios caloríficos do sol, mesmo em dias nublados e só de mormaço, por ser preta ela absorve calor, esquenta bastante e aquece a água, atuando como as serpentinas das caldeiras a vapor. Quanto mais comprida a mangueira e mais voltas ela der em volta da armação, mais quente ficará a água que pode atingir mais de 50 ºC.
Este tipo de equipamento é muito útil em diversas situações como, por exemplo, as seguintes:
- Aquecimento de água para tanques de criação de peixes, camarões, etc., de acordo com as necessidades de cada animal;
- Fornecimento de água quente para uso pessoal, em casa. Isto pode ser muito útil, pois é um meio bem mais econômico que o aquecimento elétrico ou a gás, por exemplo.
O proprietário rural precisa se preocupar com muitas variáveis que podem influenciar a rentabilidade e a capacidade produtiva de seus negócios. Sob este prisma, a qualidade e a funcionalidade das vias de acesso à propriedade são de extrema importância. As estradas principais (asfaltadas) e as de terra (dentro ou fora da propriedade), que chegam até a o sítio ou fazenda são responsáveis pela entrada de material e pelo escoamento da produção, seja ela agrícola ou pecuária.
Imagine o prejuízo que uma estrada de terra intransitável, pode causar ao produtor que tem que despachar rapidamente seus produtos perecíveis, sob pena de perder todo um carregamento. Isso acontece, muitas vezes, devido a estradas de terra danificadas pelas chuvas e que impedem a passagem dos veículos que transportariam a produção, mesmo caminhões. Algumas vezes, apenas os animais e tratores são capazes de passar por alguns trechos.
Esta é uma preocupação que o agricultor ou pecuarista deve ter para que, antes do período das chuvas, verifique o estado das estradas próximas à sua propriedade rural e certifique-se que possam agüentar fortes chuvas, por exemplo. É claro que a conservação de estradas fora das propriedades é de responsabilidade da prefeitura municipal mas, caso esta não esteja atuando como deveria, o produtor deve tomar as medidas que forem necessárias para garantir o acesso à sua propriedade e o futuro escoamento da produção.
As verificações que devem ser feitas regularmente, principalmente no período que antecede a época das águas, são as seguintes:
- o estado das pontes de madeira, no percurso que leva à estrada asfaltada;
- se a estrada de terra, dentro e fora da propriedade, está em bom estado, sem grandes buracos ou ondulações (costelas) que possam formar grandes atoleiros;
- se não há sinal de barrancos que possam despencar sobre a estrada, em caso de chuva forte.
As medidas para se evitar problemas decorrentes da má conservação das vias de acesso são as seguintes:
- A estrada dentro da propriedade é de responsabilidade única do produtor rural, que deve mantê-la perfeitamente transitável através de terraplanagem e colocação de cascalho. As pontes de madeira dentro da propriedade também devem ser reforçadas, se necessário, de acordo com o estado da madeira. Os barrancos que possam vir a despencar, devem ser contidos. Para isto, em cada caso, haverá um tipo de obra diferente a ser executada.
- A estrada de terra que fica fora do sítio ou fazenda é de inteira responsabilidade da prefeitura municipal. Caso o produtor rural verifique problemas, deve procurar a prefeitura e pedir por obras imediatas. Para que o pedido surta mais efeito, todos os vizinhos que se utilizam daquela via devem fazer uma solicitação conjunta. A estrutura e a força das cooperativas regionais podem ajudar bastante.
- Caso a prefeitura não cumpra o seu papel, deve ser montado um esquema de emergência onde os proprietários rurais que se utilizam daquela via dividam os custos de alguns reparos mais emergenciais. Até mesmo a contratação de máquinas para reparar a estrada e "cascalhar" os trechos mais críticos são custos que podem ser rateados.
O que não deve ser esquecido é que a manutenção das vias de acesso é uma medida de grande interesse para os produtores rurais e que, em caso de necessidade, deve ser executada pelos próprios usuários.

Os terraços em curva de nível são verdadeiros degraus, mais ou menos largos, feitos em terrenos inclinados, para evitar que as águas das chuvas caiam sobre a terra e deslizem para baixo, levando sua camada superficial, de humus, deixando-a cada vez mais "fraca" e menos fértil.
A marcação do terreno em curvas de nível, para a construção dos terraços, pode ser feita de maneira prática e eficiente, com o pé-de-galinha, muito simples e que pode ser feito no próprio sítio ou fazenda. Consta de uma régua de madeira de 3m de comprimento e 5cm de largura, tendo pregados, em cada uma de suas extremidades, e em ângulo reto, um sarrafo igual ao outro, mas medindo 1 a 1,20m de comprimento, servindo de pernas. Como reforço colocamos um sarrafo preso a cada uma das pernas e à haste principal. Sobre esta, fixamos um nível de pedreiro e o aparelho estará pronto.
Usá-lo é mais fácil do que explicar como fazê-lo. Basta chegarmos ao local em que pretendemos iniciar a curva de nível e apoiar os seus pés, de maneira tal, que fique bem na horizontal, o que pode ser verificado pelo nível de pedreiro nele acoplado.
Com uma enxada ou uma pequena estaca de madeira ou de bambu, marcamos os lugares em que estão apoiados cada um dos pés do aparelho e, depois, o giramos sobre um de seus pés e marcamos o lugar em que se apoiou o pé que mudou de lugar. Continuamos, assim, rodando o pé-de-galinha, até o local em que deva ser terminada a marcação da curva de nível. Verificamos, então, que fizemos uma linha horizontal, acompanhando o perfil do terreno. Depois, é só cavar em cima das marcações e a uma distância que corresponda à largura que desejamos do terraço, mas com uma ligeira inclinação para o lado do barranco.
Plantação em curva de nível
Há vários casos a considerar:
a) a plantação é feita em carreiras seguindo a marcação da curva de nível;
b) as plantas são plantadas nos terraços já prontos;
c) são feitas somente as covas, em curvas de nível;
d) são feitas "coroas" ou seja, escavações circulares, em curva de nível e nas quais são feitas covas para o plantio de árvores frutíferas e outras.

É necessário que protejamos o sítio, fazenda ou empresa rural, de maneira geral, para evitar a sua invasão por animais e, principalmente, por ladrões e outros maus elementos. Além disso, há necessidade de evitarmos a saída ou fuga de animais, a saída de crianças menores e também o "desvio" de materiais, frutas ou animais.
Para obtermos essa segurança, podemos lançar mão de algumas técnicas, como as que se seguem:
Cercas
A medida de segurança, talvez a mais importante em uma propriedade rural é mantermos suas cercas externas sempre firmes e seguras, não permitindo a passagem de homens ou animais. Conforme a localização da propriedade, devem ter, no mínimo, 1,70m de altura, formando um ângulo para o exterior, na sua parte superior.
Os mourões podem ser de achas de madeira, madeira serrada, madeira roliça, cimento armado, canos de ferro, etc., de acordo com as necessidades e com o fator econômico (preço). Podem ser de arame farpado de 8 a 12 fios, conforme a necessidade e até de 4 fios, quando se tratar de conter somente grandes animais (bois, cavalos, etc.); tela de arame e de bambu, taquaras, etc. A cerca pode ser, ainda, de tábuas de madeira bem trabalhadas.
Para as cercas internas, quando for para conter os grandes animais, bastam 4 fios de arame farpado e 7 a 12 para os médios, como as cabras. Por medida de economia de tempo e de dinheiro, não devemos ficar mudando cercas de lugar e só o fazemos quando for absolutamente necessário.
Vigia
Toda fazenda ou sítio deve ter, no mínimo, um empregado residente, de preferência casado, pois além do trabalho normal, ainda serve de vigia dia e noite, pois tem que zelar por sua própria segurança e a de sua família. Em caso de haver mercadoria estocada, de valor, que pode ser alvo de furto, em alguns casos, torna-se necessária a contratação de seguranças que trabalhem 24 horas por dia ou somente à noite, quando todos os outros funcionários tenham ido embora, mesmo que haja um que resida na propriedade.
Cães de guarda
Sua presença é de grande importância, pois evitam a entrada de elementos estranhos e indesejáveis que eles denunciam e atacam, quando conseguem penetrar no imóvel, inclusive animais domésticos ou selvagens. Devem ser, de preferência, de raças puras especializadas para tal tarefa, como o Pastor alemão, o Dobermann, etc.
Gansos
Essas aves podem ser transformadas em bons vigias, desde que localizadas estrategicamente, pois começam a gritar alto e estridente, ao menor ruído ou barulho estranho, além de quase não dormirem, ficando sempre alertas.
Luzes
A claridade espanta os ladrões. Por isso, quando possível, é melhor manter lâmpadas acesas, durante a noite, em pontos estratégicos. Para economia, no entanto, podemos instalar lâmpadas nesses locais, de maneira tal que possam ser acesas em casos de necessidade, como barulhos estranhos, vistorias, etc. Naturalmente, isso só é possível quando há eletricidade ou uma outra maneira ou sistema de iluminação.
Muros
De acordo com as circunstâncias, possibilidades ou mesmo necessidades, as cercas podem ser total ou parcialmente substituídas por muros de alvenaria, blocos de cimento ou de pré-moldados (chapas) de cimento ou mesmo por materiais mais baratos ou produzidos na propriedade.
Grades e segurança eletrônica
Se a propriedade rural ficar situada em uma região muito sujeita a assaltos e roubos, podemos utilizar uma segurança mais eficiente e ostensiva. Grades nas janelas e forro do teto sem passagem livre para ladrões são essenciais nesses casos.
A utilização de alarmes eletrônicos e sensores de presença, como os de infravermelho, podem detectar e avisar sobre a presença de intrusos. Outra possibilidade, também, é a instalação de cercas eletrificadas em torno da casa.

Muitas pessoas que vivem nas cidades tem um sonho em comum: ter condições de deixar para trás a correria, a poluição, o stress, o barulho e as dores de cabeça da vida nas cidades grandes. Para isso, a solução mais "desejada" é mudar-se para uma casa de campo, uma chácara, um sítio ou uma fazenda.
Imaginar que a vida no campo, em uma propriedade rural, é sinônimo de melhora de qualidade de vida não é um engano, pois realmente as pessoas passam a desfrutar de uma melhora tanto física como psicológica em comparação às suas condições, antes da "mudança de ares". O único problema deste sonho é: como se manter financeiramente no campo, sem um trabalho?
Existem muitas alternativas para obtermos suporte financeiro no campo, sem um trabalho na cidade. Antes de enumerarmos as possibilidades, devemos ressaltar que muitas pessoas apresentam uma situação mais favorável do ponto de vista econômico: os aposentados, que já possuem uma renda fixa mensal e que podem, com maior facilidade, deixar a vida da cidade e se estabelecer no campo.
Quanto às oportunidades de negócio no campo, como já mencionamos, são muitas, abrangendo atividades na agricultura, pecuária, industria caseira e mesmo prestação de serviços na região. Podemos ressaltar muitas atividades, como o cultivo de hortas, pomares, plantas medicinais e condimentares, flores, plantas ornamentais, etc. Na pecuária, a criação de bovinos, caprinos, ovinos, coelhos, minhocas, escargots, rãs, galinhas, patos, faisões, abelhas, entre muitas outras criações comerciais.
As atividades produtivas são uma maneira de se manter no campo, mas são, também, uma forma de se manter ativo e de ter uma boa qualidade de vida. Isto é verdade, pois a atividade física característica das atividades rurais aliada a todos os outros componentes da vida no campo, como alimentação, ar puro, etc., compõem uma forma de vida saudável, com qualidade.
É um sonho para muitos e pode se tornar realidade. Imagine a vida em uma casa tranqüila, com uma área de lazer adequada, que pode ser composta de uma piscina, quadra, churrasqueira, etc. Uma mesa farta, com produtos colhidos e produzidos na propriedade, como leite, pão, queijos, carne, frutas e hortaliças. Imagine, ainda que tudo isso pode ser proporcionado através de um trabalho prazeroso, livre do stress da cidade grande e com enorme potencial para crescimento e bons lucros.
Por onde começar? Bom, esta pergunta é, sem dúvida, o primeiro passo para transformar um sonho em realidade. Neste caso, podemos enumerar os principais tópicos do caminho a trilhar:
- Definir o montante disponível para investimento;
- Aprender o máximo possível sobre o campo e as atividades rurais (livros, vídeos, revistas, Internet, programas de TV, etc.);
- Escolher a região e a propriedade rural mais adequada à atividade à qual se proponha a desenvolver;
- Pedir o auxílio de pessoas experiente, pois a experiência mais "barata" é sempre a dos outros (mesmo que não sejam boas experiências!);
- Construir ou reformar a casa principal da propriedade;
- Preparar toda a infra-estrutura para moradia e para o início das atividades produtivas, incluindo até a contratação de pessoal e, por fim;
- Mudar-se e começar uma nova vida!

Uma propriedade rural, como uma fazenda ou sítio, além de ser um local de produção agropecuária, costuma ser o local de moradia de muitos funcionários e do proprietário rural. Quando o produtor não reside na sua propriedade, no mínimo, possui uma casa dentro de suas terras para poder passar algum tempo por lá, quando necessário. Além disso, existe o fator lazer, ou seja: seu sítio ou fazenda também é um local de lazer para o proprietário rural e sua família.
As casas em fazendas e sítios são, de um modo geral, construídas de maneira a atender as necessidades específicas de seus proprietários, levando-se em conta alguns importantes fatores como:
- a casa é uma residência fixa (se o proprietário realmente mora no imóvel);
- a casa é utilizada regularmente, pois o produtor dela necessita por alguns dias, todas as semanas;
- a casa é apenas utilizada esporadicamente, como "casa de campo";
- a região onde se encontra a propriedade (estilo arquitetônico predominante na região);
- clima (se é muito chuvoso, frio, quente, com grandes variações de temperatura, etc.);
- construção de áreas de lazer (piscinas, quadras de esportes, etc.).
Aspectos da construção
Dependendo da região ou do gosto do proprietário, a casa rural pode ser construída de acordo com os padrões arquitetônicos predominantes na região como, por exemplo, casas em estilo colonial brasileiro (comum nos estados de MG e SP), estilo imperial brasileiro (encontrado principalmente no estado do Rio de Janeiro), "country" (estilo rural dos Estados Unidos, utilizado no interior do estado de São Paulo e região Centro-Oeste), construções normandas (muito utilizadas nos estados do Sul do Brasil e em regiões serranas),etc.
Além do estilo de construção, as características climáticas devem ser fator de grande influência na construção. Isto afeta as construções na medida em que são instaladas lareiras nas casas que ficam em regiões mais frias ou com inverno mais rigoroso, forros isolantes, para conter o excesso de calor em regiões com grande incidência de sol e calor, além de aproveitamentos mais práticos, como a instalação de painéis solares, para o aquecimento de água, etc. Além disso, a construção do telhado deverá ser feito de acordo com a incidência de chuvas, neve (no Sul do Brasil), e ventos fortes.
Um fator muito importante nas construções é a sua interação com o ambiente, no aspecto paisagístico e funcional. No aspecto funcional podemos citar a utilização de poços artesianos para o suprimento de água da casa ou a construção de sistemas de bombeamento da água de minas próximas, se for o caso.
Casas de funcionários
Este é um tópico muito importante pois, na maioria dos casos, existem funcionários que moram na fazenda ou sítio. As construções devem ser feitas utilizando-se os mesmos critérios de funcionalidade (aproveitamento dos recursos naturais) e levando-se em conta o clima da região. De uma forma geral, a construção deverá visar o conforto dos funcionários e suas famílias.
O conforto nas casas dos funcionários não deve ser confundido com luxo, porém devemos dar as melhores condições de habitação, para que estes estejam sempre motivados e gostem da vida no local.

A geração de eletricidade através da utilização da energia solar é uma forma limpa e ecologicamente correta, pois não agride o meio ambiente. Além disso, é uma alternativa de baixo custo, que apresenta muitas vantagens, tanto para a utilização nas cidades quanto no campo.
Em áreas rurais, fazendas, casas de campo, sítios ou chácaras, muitas vezes, não há disponibilidade de eletricidade da rede pública, fazendo com que a geração de energia na propriedade seja vital. Mesmo que haja disponibilidade, a utilização da energia solar pode representar uma sensível redução de custos.
Existem muitas formas possíveis para a utilização ou captação da energia solar, mas, de forma geral, são sempre utilizados painéis solares, que são placas que absorvem a energia do sol, transformando-a em energia elétrica. Trata-se de um conjunto de equipamentos composto pelas placas fotovoltaicas, baterias, transformadores, etc.
Existem, ainda, painéis solares mais simples, que transformam a energia solar em calor, normalmente utilizados para o aquecimento de água. Para tal, podem ser utilizadas placas adquiridas em lojas e empresas especializadas ou, ainda, soluções domésticas, como um aquecedor solar simples para água. Este tipo de aquecedor nada mais é do que uma grande mangueira, preta, enrolada de forma espiral em uma armação, transformando-a em uma grande serpentina. Uma vez exposta ao sol, toda a água que passar pela serpentina será aquecida. Se desejarmos água "muito quente", basta montar várias serpentinas, ligadas em série.
No mundo inteiro, essa forma de geração de energia vem sendo difundida cada vez mais, principalmente em regiões cuja incidência de sol predomine no decorrer do ano. Devemos ressaltar que a utilização da energia solar não se restringe apenas a dias e regiões ensolaradas, pois a produção de um dia de sol pode ser armazenada em baterias, que continuam abastecendo a propriedade à noite e em dias de pouco sol.
Um dos grandes atrativos da produção de eletricidade através da energia solar é a durabilidade do conjunto de equipamentos utilizados, que chega a mais de 25 anos de uso ininterrupto, sem necessidade de manutenção.
Nas cidades, o sistema de aproveitamento da energia solar mais utilizado é para o aquecimento de água em residências. Isso acontece
principalmente devido ao alto consumo de eletricidade dos chuveiros elétricos e de sistemas de aquecimento de água em tambores ou boilers, que utilizam grandes resistências elétricas e fazem com que as contas de eletricidade sejam bastante elevadas. Com a utilização do sistema solar, a conta de luz passa a ser bem menor, pois todo o consumo será apenas da iluminação doméstica e dos eletro-eletrônicos (TV, geladeira, máquina de lavar, etc.).
No campo e na agroindústria, a geração de eletricidade através da energia do sol, além de reduzir custos e não agredir o meio ambiente, pode ser utilizada em muitas atividades, como na produção avícola, piscicultura, bovinocultura de corte e leite, criação de cavalos, avestruzes, em mini-indústrias, em sistemas de hidroponia, irrigação e em todas as dependências da propriedade, como galpões, residências, etc.

Existem diversos tipos de cercas que podem variar na sua aparência, custo, funcionalidade e aplicação. Veremos a seguir os principais tipos de cercas utilizadas nas propriedades rurais em todo o Brasil, suas características e em sob quais circunstâncias são utilizadas.
Cercas de arame farpado ou liso
São construídas com mourões de madeira, cimento, etc., fincados a determinada distância uns dos outros. Neles são fixados, com grampos-de-cercas, os arames paralelos e cujo número varia, normalmente, de 3 a 12, conforme o objetivo e o local da cerca. São, em geral, mais baratas do que as cercas de madeira e sua construção é mais rápida e fácil. Exigem menos conservação e são de grande durabilidade quando construídas com mourões de madeira de lei ou "tratada", cimento, aço e arame de boa qualidade. No caso de sua remoção, todo o seu material pode ser reaproveitado, podendo a cerca ser levada e instalada em outro local. Por esses motivos, é considerada a mais prática sendo a mais utilizada em todo o mundo.
Cercas de tábuas ou de réguas
Usadas principalmente para currais, baias e mesmo piquetes. São muito caras, se compararmos ao custo das cercas de arame, devido ao elevado preço da madeira. Sua durabilidade varia de acordo com a qualidade do material empregado e de sua conservação.
Cercas de bambu
São muito empregadas para fechar quintais, pequenos cercados para hortas ou animais, divisão de pequenos pastos, etc. Os bambus podem ser usados roliços (inteiros) ou rachados. São de fácil construção e sua durabilidade é relativa. Segundo crença popular, o bambu cortado na lua minguante não "bicha". Essas cercas podem ser de "bambu deitado" ou de "bambu em pé".
Cercas de Guaranta
De uso quase proibitivo, exceto nas regiões de muita madeira ou de difícil escoamento para elas, devido aos elevados preços da madeira, são construídas com as achas fincadas bem juntas, verticalmente e amarradas umas às outras, com arames, cipós ou travessas de madeira. São usadas, em geral, para fechar currais, mangueirões (para porcos) e piquetes.
Cercas de varas deitadas ou cama
São usadas mais em pequenos imóveis e sua durabilidade varia de acordo com a qualidade e o estado da madeira utilizada. Não são das mais bonitas, porque nelas são aproveitadas varas, troncos e ramos dos mais variados tamanhos, formatos e "grossuras", amarrados com cipós aos mourões.
Cercas-vivas ou sebes
São formadas por certas espécies de plantas, em geral, com bastante espinhos (porque melhores são os seus resultados), alinhadas lado-a-lado, bem juntas ou com um certo espaço entre elas, de acordo com o seu objetivo: embelezamento de parques e jardins ou para servir de divisão, dependendo dos animais que devem conter. É preferível que essas cercas fiquem perto da sede do imóvel ou de casas de empregados, pois exigem tratos e uma boa assistência, principalmente quando as plantas são novas

Quando desejamos ou necessitamos captar água para qualquer atividade dentro de uma propriedade rural, podemos fazê-lo de duas maneiras: por gravidade ou por elevação. Também o transporte e a recepção da água podem ser feitas pelos mesmos métodos.
Sempre que for possível, no entanto, devemos empregar para essas operações a gravidade porque é mais barata, evitando investimentos de capital na aquisição e despesas com a operação e a manutenção de equipamentos, combustíveis, mão-de-obra, etc. Isso, naturalmente, só é possível quando a fonte de abastecimento estiver localizada a nível mais elevado do que o destino da água. Quando isso ocorre, basta "abrir" a água que ela virá deslizando por uma valeta, cano ou mangueira que a coleta no manancial.
Quando, no entanto, a fonte de abastecimento ficar localizada em nível mais baixo do que o nível para onde a água se destina, é preciso que a elevemos. Para isso, é necessário que empreguemos equipamentos e aparelhagens especiais para esse tipo de trabalho como, por exemplo, bombas hidráulicas movidas à eletricidade, gasolina, biogás, etc., bem como carneiros hidráulicos, moinhos-de-vento, rodas de água, etc. e cujas características e funcionamento daremos a seguir:
Bombas
Existe uma grande variedade de bombas, quanto ao seus modelos, tamanhos, capacidade, etc. Podem ser centrífugas ou de pistão. Os motores que as acionam podem ser elétricos ou movidos a combustíveis como gasolina, óleo diesel, álcool, gás engarrafado ou, o que é melhor ainda: biogás, que fica mais barato porque pode ser produzido no próprio imóvel, com o emprego de biodigestores, dos quais existem vários tipos e tamanhos, de acordo com a sua capacidade de produção desejada. Essas bombas são muito empregadas nos imóveis rurais, são de grande utilidade e, às vezes, indispensáveis para as atividades rurais.
Rodas de água
Quando tivermos no imóvel, uma queda de água, com um certo desnível, podemos empregar uma roda de água para acionar bombas de água. As rodas de água são de grande eficiência e baixo custo operacional. Existem rodas de água de muitos tamanhos, modelos e tipos. Destacam-se entre elas as grandes rodas de ferro ou madeira, muito usadas em moinhos, e as de caçambas de ferro, tipo "Pelton", etc. Elas podem ser instaladas para o aproveitamento das águas dos rios, córregos, ribeirões, valetas, canais, etc. e o mesmo de bicas ou canos.
Carneiros hidráulicos ou arietes
Muito simples, resistentes e de grande durabilidade, são aparelhos que trabalham sozinhos, isto é, a própria água a ser elevada, ao passar por eles, os faz funcionar, noite e dia sem parar e sem o auxílio de qualquer outra fonte de energia o que, embora desperdice uma parte da água que não é elevada, diminui muito os gastos ou custos operacionais.
Existem carneiros hidráulicos de vários tamanhos e sua capacidade de elevação depende da quantidade de água ou, melhor, do volume da sua vazão e da altura em que a água se encontra acima do carneiro hidráulico que a eleva a uma altura várias vezes superior à em que se encontra a fonte de abastecimento. Junto a cada carneiro hidráulico adquirido vem uma tabela de cálculos, pela qual podemos nos orientar.
Cata-ventos ou moinhos-de-vento
Embora exista uma grande variedade de modelos, tamanhos, tipos de construção, comprimento, tipo das pás, etc., para serem empregados de acordo com as necessidades e a região em que são instalados, os mais utilizados no Brasil, são os do tipo empregado nas salinas para bombear a água salgada para os tabuleiros de evaporação, para a produção de sal de cozinha, o Cloreto de Sódio, bem como outros produtos como, por exemplo, o gesso.
São muito eficientes, sendo formados por pás giratórias ligadas a engrenagens que, por sua vez, acionam um eixo ligado a uma bomba de água. Essa bomba pode ser de vários tipos, de acordo com o seu uso e as necessidades.
Como são impulsionados pelos ventos, esses moinhos dispensam os gastos com combustíveis ou eletricidade, o que faz baixar os custos de produção. A desvantagem que apresentam os moinhos-de-vento é que param quando não há ventos e que, por isso, só devem ser instalados em regiões em que eles sejam constante.

Quando somos proprietários de um sítio, chácara ou fazenda, muitas vezes não nos damos conta das inúmeras possibilidades de negócios que temos ao nosso dispor. São tantas opções, que devemos analisa-las com cuidado, para que façamos as melhores escolhas, aquelas que nos proporcionarão os melhores rendimentos.
Não estamos nos referindo, nesta matéria, aos negócios rurais tradicionais, ligados à agricultura ou à pecuária, mas a formas de industrialização e produção caseira e artesanal de produtos com valor agregado maior. Como um exemplo bem simples, temos o caso do fubá: um quilo de fubá é vendido por um preço muitas vezes menor ao que é conseguido com a venda de um bolo de fubá do mesmo peso (mesmo levando-se em consideração os outros ingredientes do bolo).
Tendo em vista o desenvolvimento de uma pequena atividade industrial rural artesanal, como já mencionamos, existem muitas opções, tais como as produções de:
- queijos;
- pães, bolos e doces;
- compotas;
- geléias;
- licores;
- vinho, cerveja e cachaça;
- embutidos e defumados.
Os exemplos acima mostram algumas das formas de produção caseira e artesanal rural, das quais nos aproveitamos de produções agrícolas ou pecuárias existentes na propriedade. Toda ou parte da matéria prima utilizada na fabricação dos produtos, pode ser produzida na propriedade, barateando ao máximo os custos de produção.
Os investimentos necessários para a implantação de uma indústria caseira rural, na maioria das vezes, são pequenos, mas devemos ressaltar que, quanto mais elaborada for a produção, maiores serão os investimentos.
Por fim, mas com grande importância, devemos ter à nossa disposição os canais de distribuição ou venda necessários. De nada adianta ter uma boa produção, com produtos de qualidade, se não tivermos para quem vende-los. As vendas podem ser feitas diretamente, para pessoas que visitem a propriedade ou através de pequenas revendas na região. Ainda, se for possível, é de grande interesse conseguir distribuidores em outras regiões ou em outros estados. Para isso, o melhor é criar uma marca (e registra-la) e uma comunicação visual completa, com embalagem própria, logotipo e rótulos.
Antes de investir em uma determinada atividade industrial rural artesanal, é vital aprendermos o máximo possível sobre o assunto, ou seja, sobre a produção à qual pretendemos iniciar. Além disso, o melhor é trabalhar com a industrialização de produtos ou de matérias primas produzidas na propriedade. Por último, devemos "colocar o coração" na atividade, ou seja, nos dedicarmos integralmente à produção com qualidade, pois o mercado consumidor só reconhece produtos que tenham qualidade e preço justo.

A necessidade dos produtores protegerem as suas plantas, principalmente durante os períodos climáticos mais adversos, é o principal fator para que sejam utilizadas as estufas. A sua utilização é cada vez maior, em todo o mundo, evitando os danos causados por temporais, geadas, nevadas, granizo, frio extremo, etc., ou seja, más condições ambientais.
Essa grande difusão da estufa se deve, indiscutivelmente, ao aparecimento do plástico, devido à sua versatilidade e baixo custo. Por esta razão, podemos encontrar em praticamente todas as regiões do mundo, estufas de revestimento plástico. As estufas, além disso, concorrem para um melhor desenvolvimento dos plantios, bem como para o aumento da produtividade, maior número de colheitas por ano, colheitas nas entressafras e produtos de melhor qualidade.
Para o cultivo de hortaliças, as estufas se espalharam, em primeiro lugar, pela Holanda e depois por outros países, principalmente depois do aparecimento do plástico. Atualmente, a produção de hortaliças em estufas vem se firmando a cada ano e está bem difundida no Brasil e do mundo.
Vantagens na utilização de estufas
O objetivo das estufas, como já mencionamos, é evitar e controlar uma série de fatores ambientais, além de "organizar" de maneira mais racional e compactada uma determinada plantação ou cultivo. Desta forma, temos a seguir os principais problemas dos quais as estufas são capazes de proteger uma determinada plantação, ou melhor, os fatores climáticos que podem ser controlados através da utilização de estufas.
Controlar o frio é uma das vantagens das estufas pois, em geral, ele prejudica a germinação das sementes. As plantas apresentam um crescimento irregular e lento e há uma grande queda na produção, principalmente de flores. Uma geada, por exemplo, pode destruir totalmente uma plantação, enquanto que temperaturas muito elevadas, fazem as plantas transpirarem bastante, acima do normal, provocando uma queda na sua produção.
A umidade relativa do ar, outro fator vital, quando é baixa, pode levar à desidratação de algumas plantas, sendo, neste caso, necessária uma irrigação adequada. Quando a umidade for acima do normal, também há prejuízos para as plantas, que ficam mais sujeitas às doenças.
O vento frio diminui o ritmo de crescimento das plantas e quando ele é muito forte, pode danificar e até matar a planta. Quanto ao granizo, ele pode causar sérios danos às plantas e até destruí-las. Também os temporais podem destruir as plantações. Outro grande problema para as plantas é o sol forte, que pode prejudicar e até acabar com elas.
As estufas apresentam, resumidamente, as seguintes vantagens:
- Colheitas fora da época. Quando as condições ambientais não favorecem o desenvolvimento e a produção de hortaliças, por exemplo, podemos utilizar a estufa para o seu plantio e produção fora da época. Com as estufas, podemos cultivar esses produtos durante todo o ano, conseguindo, assim, maiores lucros;
- Produtos melhores, com melhor aspecto, permitindo obter melhores preços;
- Colheitas precoces que, aliadas a uma boa qualidade, proporcionam preços mais elevados, possibilitando de 2 a 4, ou até mais colheitas por ano, na mesma área;
- Maior controle sobre as pragas e doenças, pois as plantas em estufas são mais fortes e resistentes às doenças e pragas;
- Economia de insumos, evitando que eles sejam levados pelas águas das chuvas, diminuindo a fertilidade do solo;
- Economia de água, pois as plantas transpiram menos e a água não se evapora pela ação do vento e do sol direto, exigindo menos regas;
- Conserva a estrutura do solo, pois não há compactação da terra pelas águas da chuva, seguida de calor solar. Evita, também, os problemas de erosão, além de a terra permanecer em boas condições;
- Permite o plantio de mudas de variedades selecionadas, que necessitam de condições ambientais especiais, como as que as estufas podem proporcionar.
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Yeah i know its my fault for setting a stupid secret question, but not for me it would be easier to cancel service and start service with a cable provider, provided they don't require the secret answer for canceling service!
Morus alba L.
"Vou contar para o seu pai que você namora,
Vou contar pra sua mãe que você me ignora,
Vou pintar a minha boca do vermelho da amora,
Que nasce lá no quintal da casa onde você mora...”.
Como bem descreve a música Amora, de Renato Teixeira, até pouco tempo atrás era bastante comum a presença de uma amoreira no quintal das casas. Rústicas, resistentes e de fácil cultivo, eram a garantia de frutos doces e deliciosos para alegria de crianças e adultos.
Com o passar do tempo (e com o fim dos quintais), as amoreiras passaram a ser vistas como plantas silvestres. Seus frutos, delicados e perecíveis, não são capazes de sobreviver à aventura de sair do campo e chegar aos supermercados e, assim, as amoras foram gradualmente ficando na doce lembrança de quem tinha o privilégio de degustá-las ali mesmo, ao lado da árvore.
Entretanto, com o recente e crescente interesse pelas plantas medicinais, a amoreira vem despertando a curiosidade e ganhando espaço na mídia pelas suas propriedades que estão sendo comprovadas em estudos científicos realizados em vários países.
As amoras pertencem à família das Moráceas que abriga espécies bem variadas e produzem frutos bem diferentes entre si. Nesta família, além das amoras, encontramos os figos e até a jaca!
As espécies de amoreira mais cultivadas são Morus alba (amora-branca), Morus rubra (amora-vermelha) e Morus nigra (amora-preta) foto ao lado. Dentre essas espécies destaca-se a Morus alba, conhecida também como amora branca. Trata-se de uma planta perene, rústica, que se adapta com facilidade aos mais variados tipos de solo, desde que não sejam alagadiços. O solo ideal deve ser fértil, aerado e com pH em torno de 6,5. Suas raízes são capazes de atingir boa profundidade, de forma que alcançam água em camadas mais profundas, o que ajuda a garantir hidratação mesmo na estação seca.
Dentre os diversos cultivares de Morus alba existentes no Brasil, destacam-se a variedade Miura e os híbridos FM 86 e Shima Miura, cujas principais características são a precocidade vegetativa, folhas de boa qualidade e o fato de apresentarem boa propagação por estaquia. A variedade Miura (amora miura) é considerada uma das melhores variedades entre as cultivadas.
Além de apresentar alto teor de proteína, as folhas da amoreira branca (Morus alba L.) são totalmente livres de toxicidade e ainda apresentam propriedades capazes de diminuir o nível de glicose no sangue, auxiliar a reduzir a hipertensão, são diuréticas e indicadas popularmente para o tratamento do colesterol alto.
Por serem muito nutritivas e apresentarem alto teor de proteína, as folhas da amora branca são utilizadas como o único alimento do bicho-da-seda da amoreira (Bombyx mori) em sua fase inicial de vida.
O assunto é bem interessante, pois as amoreiras têm uma história muito ligada à fabricação da seda. Tudo começa com uma lenda sobre a descoberta da seda indicando que esta ocorreu por acaso, quando uma imperatriz chinesa, por volta de 2.600 a.C., tomava seu chá embaixo de uma amoreira, nos arredores do seu palácio: um casulo do bicho-da-seda teria caído dentro da sua xícara de chá fervendo e ela percebeu que por estar amolecido, o casulo poderia ser desenrolado, formando um fio.
Os chineses tiveram exclusividade na fabricação da seda por cerca de 3 mil anos. O governo chinês, ciente do valor comercial da seda, proibia a exportação de ovos de mariposas e sementes de amoreiras, chegando a condenar à morte os considerados traficantes. Conta-se que os europeus só romperam este bloqueio quando um imperador romano enviou espiões disfarçados de monges à China, que conseguiram esconder alguns ovos de bicho-da-seda dentro de bambus e os levaram para a Europa.
Aqui no Brasil, embora as primeiras amoreiras tenham sido plantadas em Minas Gerais, por ordem de dona Maria I, a Louca, mãe de D. João VI, que reinou de 1777 a 1792, a produção de seda iniciou-se efetivamente apenas no Segundo Reinado.
Deliciosamente medicinal

Morus rubra
Todas as espécies de amoras são ricas em vitamina C e antocianinas - flavonóides bioativos com poderosa ação antioxidante. A amora tem em sua composição água (85%), proteínas, fibras, lipídios e carboidratos, além de cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro, selênio e várias vitaminas. Isso tudo com baixo valor calórico: são apenas 52 calorias em 100 g de fruta.
Na amoreira são encontradas também substâncias como os fitoquímicos, ou compostos secundários. Estas substâncias são produzidas naturalmente pelas plantas para se protegerem do ataque de pragas e doenças, além de ajudar a planta a se adaptar às condições adversas do ambiente. Muitos destes fitoquímicos atuam na prevenção e no combate de doenças como o câncer e as doenças cardiovasculares.
Na medicina natural, são relatadas outras propriedades da amoreira, como o efeito emagrecedor; amenizador da tensão pré-menstrual e sintomas da menopausa; efeito desintoxicante e antioxidante, prevenindo contra a ação dos radicais livres. Além disso, já são famosas suas propriedades como auxiliar em problemas como diabetes, pressão alta e mau colesterol elevado.
Todas as partes da planta - frutos, folhas, casca e raiz - são utilizadas na medicina popular:
* A infusão ou o suco do fruto são usados em gargarejos e bochechos contra aftas, amigdalite e dor-de-dente;
* A decocção da casca e das raízes são indicadas contra problemas de estômago, intestino e também como vermífugo;
* A infusão das folhas é considerada excelente diurético, além de agir contra a hipertensão. Também é usada em massagens no couro cabeludo para combater a queda de cabelos, sendo que este efeito pode ser potencializado com a ingestão do chá.
* O xarope é usado para combater a tosse e a irritação da garganta;
* O cataplasma preparado com as folhas é utilizado contra eczemas, erupções cutâneas;
* O banho preparado com o chá das folhas é considerado revigorante.
Dicas de cultivo
A amoreira teve provável origem na China ou Índia. Pertence à família das Moráceas e ao gênero Morus, que possui cerca de 950 espécies. A temperatura ideal para o desenvolvimento da amoreira situa-se entre 24 e 28 graus C. Temperaturas abaixo de 13 graus podem prejudicar fortemente o desenvolvimento da planta. O solo indicado deve possuir boa profundidade, alto teor de matéria orgânica e textura média.
As mudas de amoreira podem ser obtidas por sementes, estacas, enxertia e mergulhia. A melhor época para o plantio da amoreira é o início da primavera. Quanto à adubação, é recomendável a orgânica, pois além de fornecer nutrientes à planta, ainda proporciona a melhoria das propriedades físicas do solo e facilita o desenvolvimento de microorganismos. Como sugestão, pode-se aplicar uma mistura de esterco de curral curtido, farinha de osso e torta de mamona.
Não é recomendável fazer poda ou colheita antes de 6 meses a contar do plantio, para que seja permitido que a planta desenvolva seu sistema radicular e estabilize seu desenvolvimento. Além disso, não é indicada a aplicação de inseticidas ou outros produtos químicos, uma vez que a amoreira é uma planta bem rústica e resistente.
Curiosidades sobre a amoreira
* Segundo Ornato José da Silva, autor do livro Ervas e Raízes Africanas, a amoreira branca é uma planta utilizada nos ritos africanos para limpeza energética. Suas folhas teriam o poder de captar, a partir do raiar do sol, toda a negatividade que é expelida à noite, logo após este se pôr.
* O primeiro papel introduzido no Japão foi originário da Coréia e era feito de amoreira.
* As amoreiras eram bem conhecidas pelas antigas civilizações. Eram famosas em razão dos deliciosos frutos, pelo rápido crescimento e também pela grande quantidade de folhas verdes que eram consumidas pelos animais.
*Pesquisadores da Universidade de Scranton, na Pensilvânia (EUA), constataram que a ingestão de suco de amora, três vezes ao dia, pode aumentar significativamente a taxa de colesterol bom no sangue, reduzindo os riscos de doenças do coração.
* Na Europa do século XVI, era costume utilizar tanto os frutos, como as folhas e a casca da amoreira. O fruto era usado contra inflamações e hemorragias; a casca contra as dores de dente e as folhas para tratar picadas de cobras e como antídoto para o envenenamento por acônito.
* A amoreira branca é muito usada na China para tratar tosse, resfriados, dores de cabeça, irritação da garganta e pressão alta. No conceito chinês de Yin e Yang, a amora branca é usada para dissipar o calor do canal do fígado, evitando irritação nos olhos, elevando o estado de ânimo e refrescando o sangue. É, portanto, considerada um tônico Yin.
* A amora em alemão é chamada "maulbeerbaum"; em espanhol é "moral"; em francês é "murier"; em italiano é "gelso" e em inglês seu nome é "mulberry".
* Na mitologia grego-romana a amoreira era dedicada à deusa Minerva/Athena. Muito apreciada nos banquetes romanos, o uso da amora foi mencionado por Ovídio, Horácio e Virgílio. Além disso, foram encontradas representações da amoreira nas ruínas de Pompéia.
* Existe uma lenda que relata o surgimento das amoras vermelha e negra a partir da amoreira branca. Segundo o poeta Ovídio, dois jovens - Píramos e Tisbe - estavam apaixonados, mas suas famílias, que eram inimigas, não permitiam sua união. Um dia, eles decidiram fugir e marcaram um encontro fora da cidade, embaixo de uma grande amoreira branca. Tisbe chegou primeiro e avistou ali perto uma leoa com a boca suja do sangue da caça que acabara de comer. Apavorada, ela saiu correndo, deixando cair seu véu que, dilacerado pela leoa, ficou sujo de sangue. Quando Píramos chegou e encontrou o véu de Tisbe rasgado e marcado de sangue, desesperou-se e, pensando que sua amada estava morta, atravessou seu peito com a própria espada. Seu sangue jorrou e atingiu a amoreira branca. Quando Tisbe voltou e encontrou seu amado morto, pegou a espada e também atingiu o próprio coração. Naquele momento, os frutos da amoreira branca que foram atingidos pelo sangue tornaram-se vermelhos - quase negros - dando origem às amoras vermelha e negra. Por essa razão, acredita-se que o bicho-da-seda só se alimenta da espécie Morus alba (amora branca) porque esta ainda estaria purificada, sem a marca da tragédia dos dois jovens amantes.
* Em tempos antigos, as amoras eram usadas como maquiagem, com a função de ruborizar a face, como um rouge, ou blush.
Bem, eu não sei porque as pessoas mais supostamente educadas e bem nascidas, tem a tendência pouco digna de se tornarem pessoas invejosas e conflituosas...
Parece até que é uma forma de se auto punirem por terem nascido com tantas regalias, mas a realidade é que cada vez mais temos que nos proteger delas e saber que quando se estar numa sociedade em que a alegria pode ser incomodativa, vale mais sorrir menos e escutar mais!![]()
E o mais chato é que parece afetar toda uma fachetária de idades,(tipo dos 19 aos 60)
,em que supostamente não poderia haver tempo para dar alguma importância a isso, mas desconfio seriamente que 95% da população é assim vampirítica,tenho também que esclarecer aqui que não moro no Brasil a 7 anos e que infelizmente ou sendo positiva,(porque não?! hÁ sempre esperança no fim do túnel)Felizmente, moro em portugal, mas precisamente na cidade do porto, e aviso aqui no meu blog para os meus conterrâneos.
Que ignorantemente possam achar que portugal é uma delícia por estar na europa, que por favor se valorizem, e reconheçam cada vez mais o Brasil como um país singular dentre todos os outros, e deixemos de ser tão irrealistas com a aparência errada de que pelo facto de estarmos na américa latina geograficamjente falando, ou por termos tantos problemas a resolver,é que nós é que somos atrasados. Temos uma coisa invulgar que se chama força, rapidez de pensamentos, sorrir em vez de chorar, abraçar em vez de empurrar, comunicar em vez de calar, alegria de viver, etc e tal...
Coisas simples mas que fazem parte das caracteristicas dos povos vencedores durante a história passada e presente.Para quem não sabe, o Brasil ainda é dos poucos lugares que mais abriga puros seres humanos!!![]()
Os Vampiros propriamente ditos se existissem, iam ficar irritados com tantos falsos vampiros que vivem de fazerem o mal ao seu proximo de forma tão irregular, pessoas que poderiam viver melhor e de forma tão divertida e com um bom karma em suas vidas, jovens bonitos e bem "educados" que preferem serem invejosos e mesquinhos, esquecendo que existe a lei do retorno e é mesmo nessa vida...
Como se extermina esses vampiros?! com uma estaca?! Como se defender deles?! Talvez se juntando a eles sem realmente se juntar...aprendendo com as mordidas que aquilo que nós temos de melhor, eles não nos podem tirar, que vale mais voltar a sorrir da dor inflingida, do que chorar por aquilo que pensavamos que tinhamos, e acreditar que o amanhã nos trará esperanças e forças para atingirmos aquilo que eles almejaram, mas não irão levar de certeza...
Pois o bem prevalece sempre, Amén!!!
Mimi
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